Quinze bandas brasileiras de Rock e Metal com mulheres na formação que merecem sua atenção
Por Luis Fernando Ribeiro
Postado em 13 de março de 2026
A presença feminina no Rock e no Heavy Metal tem se tornado cada vez mais expressiva, refletindo mudanças importantes dentro de um cenário que, por décadas, foi marcado por estruturas predominantemente masculinas. Se antes as mulheres apareciam com menor frequência ou eram frequentemente limitadas a determinados papéis, hoje é cada vez mais comum encontrá-las ocupando todos os espaços possíveis, seja nos vocais, nas guitarras, no baixo, na bateria e também na composição, produção e liderança de projetos musicais. Esse movimento amplia a diversidade sonora e estética do gênero, assim como reforça a importância de novas perspectivas dentro de uma cena que está em constante transformação.
Melhores e Maiores - Mais Listas
Ainda assim, o caminho está longe de ser completamente livre de obstáculos. O Rock e o Metal continuam sendo ambientes onde preconceitos e estereótipos persistem, exigindo das artistas uma resistência constante para afirmar seu espaço e seu talento. Mesmo diante desses desafios, inúmeras musicistas seguem construindo trajetórias sólidas, formando bandas, lançando trabalhos relevantes e conquistando públicos cada vez maiores.

Na lista de hoje, selecionamos 15 bandas brasileiras de Rock e Heavy Metal que contam com mulheres em sua formação e que vêm se destacando na cena. A proposta, no entanto, está longe de esgotar o assunto e essas são apenas algumas entre as muitas artistas que ajudam a construir diariamente a força e a diversidade do gênero. Afinal, existem centenas de mulheres fundamentais movimentando a cena, seja nos palcos, nos estúdios ou nos bastidores.
Banda: Crypta
Gênero: Death Metal
Música Indicada: "Lord of Ruins"
Mulheres na Formação: Fernanda Lira (Baixo e Vocal), Tainá Bergamaschi (Guitarra) e Luana Dametto (Bateria)
Provavelmente uma das bandas brasileiras com maior alcance global no metal na atualidade, a Crypta vem consolidando seu nome no cenário internacional com um death metal técnico, agressivo e extremamente bem executado. Formada por musicistas experientes, o grupo rapidamente conquistou espaço em grandes festivais e turnês pelo mundo, levando a força do metal brasileiro a novos públicos.
Banda: Nervosa
Gênero: Thrash Metal
Música Indicada: "Slave Machine"
Mulheres na Formação: Prika Amaral (Vocal e Guitarra), Helena Kotina (Guitarra), Hel Pyre (Baixo), Emmelie Herwegh (Baixo) e Michaela Naydenova (Bateria)
A Nervosa vive um novo momento em sua trajetória, apresentando uma sonoridade cada vez mais madura e consolidada dentro do thrash metal. Com formação internacional e presença constante em turnês ao redor do mundo, a banda reafirma seu alcance global sob a liderança firme de Prika Amaral, símbolo da força feminina no metal.
Banda: Torture Squad
Gênero: Thrash/Death Metal
Música Indicada: "Hell is Coming"
Mulheres na Formação: Mayara Puertas (Vocal)
Assim como já aconteceu com outras grandes bandas do metal - tendo a Arch Enemy como um dos casos mais emblemáticos - o Torture Squad passou por uma mudança marcante ao ter uma mulher assumindo o posto de vocalista anteriormente ocupado por um homem. Desde então, May Puertas se tornou peça fundamental para o grande momento vivido pelo grupo, ajudando a manter a banda como uma das maiores da história do metal no Brasil.
Banda: Finita
Gênero: Dark Metal
Música Indicada: "Witch's Laugh"
Mulheres na Formação: Luana Palma (Vocal)
Uma das grandes forças do underground brasileiro, a Finita se destaca pela riqueza e pluralidade de sua sonoridade, transitando com naturalidade entre elementos do gothic, symphonic, death e black metal. Grande parte dessa identidade vem da versatilidade da vocalista Luana Palma, que alterna com segurança entre passagens líricas e vocais guturais, ampliando muito as possibilidades artísticas da banda.
Banda: Kill For Nothing
Gênero: Nu Metal
Música Indicada: "If I Could"
Mulheres na Formação: Mandy Delphino (Guitarra e Vocais de Apoio)
Apontada como um dos grandes nomes do nu metal brasileiro na atualidade, a Kill For Nothing ganhou destaque com seu álbum de estreia, amplamente premiado na cena nacional. Parte importante desse reconhecimento passa pela capacidade criativa da guitarrista Mandy Delphino, cuja identidade musical ajuda a moldar o peso e a personalidade da banda.
Banda: Able to Return
Gênero: Melodic Death Metal
Música Indicada: "Silent Storm"
Mulheres na Formação: Caroline Pilletti (Vocal)
Representando o Pará, região onde fazer metal ainda exige superar desafios adicionais de estrutura e visibilidade, a Able to Return vem conquistando seu espaço na cena. À frente do grupo está Caroline Pilletti, que conduz a banda com sua voz poderosa e também com iniciativa, presença de palco e uma postura de força que marca a identidade do grupo.
Banda: Santa Cora
Gênero: Modern Prog Metal
Música Indicada: "Panic Nation"
Mulheres na Formação: Carolina Correa (Vocal) e Desirée Nobrega (Baixo)
Sinônimo de qualidade e sofisticação, a Santa Cora constrói uma sonoridade complexa e rica em nuances. Muito disso passa pelo zelo e pela sensibilidade artística de Carolina Correa e Desirée Nobrega, cuja condução amplia as possibilidades expressivas da banda e reforça sua identidade musical.
Banda: Manger Cadavre?
Gênero: Death Metal/Crust Punk
Música Indicada: "Encarceramento e Morte"
Mulheres na Formação: Nata de Lima (Vocal)
O Manger Cadavre? já se tornou uma verdadeira entidade do underground brasileiro. À frente da banda, a vocalista Nata de Lima entrega performances viscerais em estúdio e no palco, com uma presença impossível de passar despercebida, além de desempenhar um papel ativo e importante também nos bastidores da cena.
Banda: The Mönic
Gênero: Alternative/Punk Rock
Música Indicada: "Lobotomia"
Mulheres na Formação: Alessandra Labelle (Vocal e Guitarra), Dani Buarque (Vocal e Guitarra), Joan Bedin (Baixo e Backing Vocals) e Daniely Simoes (Bateria)
A The Mönic conquistou seu espaço com talento e atitude, chegando com os dois pés na porta em uma cena ainda cheia de barreiras. Sem se dobrar a expectativas ou convenções, o grupo vem se consolidando como um dos nomes mais importantes do rock brasileiro na atualidade.
Banda: Elyra
Gênero: Symphonic/Gothic Metal
Música Indicada: "The Enemy"
Mulheres na Formação: Kathy Maurici (Vocal)
Apesar de ter surgido recentemente, a Elyra é resultado de anos de experiência de seus integrantes, culminando em um projeto autoral que busca representar a banda de forma profunda e autêntica. Nesse processo, o papel de Kathy Maurici é fundamental, seja na condução artística, nas composições ou na identidade que ela imprime ao grupo.
Banda: AnamA
Gênero: Prog/Symphonic Metal
Música Indicada: "Death Clock"
Mulheres na Formação: Babi Bueno (Vocal)
Com uma trajetória sólida dentro da cena, a AnamA construiu uma identidade marcada pela consistência artística e profissional. Muito desse amadurecimento passa pela presença de sua vocalista, Babi Bueno, cujo talento e iniciativa se tornaram alguns dos principais pilares da banda.
Banda: Pressure Gain
Gênero: Haux Metal
Música Indicada: "Woman"
Mulheres na Formação: Gi Assmann (Vocal) e Moni Assmann (Vocal)
A Pressure Gain propõe algo definitivamente novo dentro da cena, com o chamado Haux Metal, uma abordagem que combina peso e identidade própria. Muito dessa personalidade passa pelas vocalistas Gi Assmann e Moni Assmann, cuja sensibilidade artística ajuda a moldar a proposta absolutamente única da banda.
Banda: Vakan
Gênero: Power Metal
Música Indicada: "The Hunter"
Mulheres na Formação: Isabel Leal (Teclado)
A Vakan surge como um respiro de personalidade e inovação dentro do power metal. Muito dessa identidade passa pelos arranjos grandiosos e pela sensibilidade artística da tecladista Isabel Leal, cuja contribuição ajuda a tornar o som da banda marcante e cheio de personalidade.
Banda: Punho de Mahin
Gênero: Afro Punk
Música Indicada: "Ei, Mulher!"
Mulheres na Formação: Natália Matos (Vocal) e Camila Araújo (Guitarra)
A Punho de Mahin já se consolidou como um nome fundamental da cena brasileira. Além de uma sonoridade inconfundível, a banda se destaca por suas mensagens diretas e necessárias, que dialogam com urgências sociais do nosso tempo e reforçam o papel do metal como ferramenta de expressão e resistência.
Banda: Eskröta
Gênero: Thrash Metal/Crossover
Música Indicada: "Mantra"
Mulheres na Formação: Yasmin Amaral (Vocal e Guitarra), Tamy Leopoldo (Baixo e Backing Vocals)
A Eskröta é hoje um dos nomes mais importantes do metal brasileiro. Seu disco mais recente, "Blasfêmea", conquistou inúmeros prêmios, incluindo o de Melhor Disco Brasileiro de Metal no Prêmio TMQDA, consolidando a força de uma banda cujas mensagens são urgentes e fundamentais, gritadas com toda a força do seu som.
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