Comando Rock: Pitty, a gata selvagem do rock nacional
Postado em 17 de junho de 2004
A cantora baiana, que "estourou" nacionalmente no ano passado com seu disco de estréia Admirável Chip Novo, prepara para julho o lançamento de seu primeiro DVD e se firma como a grande revelação do rock nos últimos anos.
Texto por Marcos Filippi
Foto por Marcos Hermes
Esta baiana de 26 anos poderia ser apenas mais um rostinho bonito dentro da música. Uma nova Britney Spears ou uma versão "menos" certinha da brasileira Sandy. Afinal, a bela ex-líder do grupo Inkoma mexe com os hormônios dos adolescentes roqueiros tupiniquins. Mas a semelhança entre Pitty e a filha do sertanejo Xororó e a cantora teen norte-americana fica apenas nisso. Postura, talento, atitude e uma trajetória dentro do rock pesado que se estende por mais de dez anos fez com que a vocalista virasse a nova revelação do rock nacional. Aliás, mais do que isso: a grande revelação do rock desde os anos 2000.
Seu álbum de estréia Admirável Chip Novo já ultrapassou a marca das 50 mil cópias vendidas (em uma época em que a pirataria assola o mercado fonográfico), o videoclipe de "Máscara" está sendo exibido na MTV norte-americana e o de "Teto de Vidro" é um dos mais pedidos da programação da versão nacional da emissora musical, sem contar que a música é uma das preferidas das rádios-rock e a agenda de shows da artista já contabiliza mais de 150 apresentações realizadas.
"Acho que estou colhendo o que plantei nestes últimos dez anos", conta Pitty. "Tudo aconteceu naturalmente. Gravei o som que quis, não fui atrás de nenhuma gravadora e a Deck Disc se interessou pelo trabalho. Não mudei nada na minha música. Não tirei o peso nem as guitarras. Mesmo assim, as canções começaram a tocar nas rádios. Não fiz nenhuma música encomendada."
Para a cantora, que nasceu na cidade baiana de Porto Seguro, dois motivos talvez expliquem seu sucesso meteórico no ano passado: a falta de uma banda nova que não copiasse outros conjuntos e que tivesse conteúdo. "Recebo vários e-mails de fãs dizendo que não agüentavam mais ouvir as mesmas bandas nas rádios e que o rock estava parado nos últimos anos."
Segundo a vocalista, o fato dela ser mulher e bonita ajudou o grupo a chamar a atenção da grande mídia, mas não foi fator principal para que o conjunto fizesse sucesso e recebesse o reconhecimento do público.
"Para a grande mídia, o fato de um grupo de rock pesado ter uma mulher como vocalista é algo diferente. Chama a atenção e atraia a curiosidade. Mas, na minha opinião, isso não quer dizer nada. O único lado positivo disso é que acabei servindo de exemplo para várias garotas de que é possível fazer um som mais pesado. Que um grupo com uma mulher como integrante não precisa ser só de pop rock."
Para julho, está previsto o lançamento do primeiro DVD da Pitty. Ao contrário da maioria dos vídeos digitais, este não trará simplesmente um show. Aliás, serão incluídos apenas alguns trechos de apresentações. "A idéia é fazer uma espécie de documentário da gente, mostrando cenas de ensaios, viagens, bastidores dos shows. Isso é muito comum no Exterior, principalmente entre os grupos de hardcore. Nossa intenção é fazer com que a pessoa se sinta meio que fosse um integrante da Pitty."
Antes disso, em maio, a vocalista será a personagem central do programa Família MTV, uma espécie de The Osbournes nacional exibido pela Music Television. "O que é legal é que a gente não fica trancado em uma casa falando um monte de merda como ocorre no Big Brother. A MTV gravou nosso dia-a-dia, mas também nossos ensaios e shows. Vai ser legal porque irá ajudar a divulgar nosso trabalho para as pessoas que ainda não nos conhece."
Enquanto a cantora não entra em estúdio para a gravação de seu segundo trabalho – a previsão é de que o novo álbum comece a ser produzido no fim deste ano – os fãs da cantora baiana podem ouvir uma música inédita: Pitty gravou "Digging the Grave" para um tributo ao Faith no More batizado de Brazilian Sabor. O álbum, por enquanto, está disponível apenas na Internet e pode ser conferido através do endereço www.underweb/brsabor.
"Não, absolutamente nada contra Alanis Morissette ou Avril Lavigne. Mas se tem alguém com quem eu me compararia é com Phil Anselmo", garante Pitty.
A comparação é mais do que bem vista. Afinal, como diz a letra de "Máscara", "ninguém merece ser só mais um bonitinho/o importante é ser você/mesmo que seja estranho, seja você".
Comando Rock
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