Grave Digger: Liberdade musical e "Morte" no palco

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Por Antonio Rodrigues Junior
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A banda, que está lançando o novo álbum de estúdio Liberty or Death, retorna ao País com uma nova formação e velhas tradições.

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Muitas bandas de heavy metal adoram dizer que os fãs brasileiros são os melhores, porém poucas realmente tomam atitudes que comprovem essa opinião. Este não é o caso do Grave Digger, que já tem data marcada de uma nova turnê pelo País para agosto. O grupo alemão, que está lançando o novo álbum de estúdio “Liberty or Death”, vem constantemente ao País para a realização de grandes turnês e até já gravou um disco e um DVD ao vivo por aqui.

A nova turnê brasileira – que até o fechamento desta edição tinha confirmada apenas uma data em São Paulo – servirá para a divulgação do novo trabalho “Liberty or Death” e o recente single “Yesterday” (música originalmente lançada em 85). No Brasil, o disco e o single foram lançados em conjunto como um CD duplo pela gravadora Hellion. Uma curiosidade do novo disco são as fotos nas quais o tecladista H. P. Katzenburg aparece sem a tradicional fantasia de “Morte”, o que provavelmente não se repetirá.

Durante os novos shows, o público também poderá conhecer o novo guitarrista Thilo Hermann (ex-Running Wild), que fez a banda se tornar um sexteto. O conjunto ainda é completado pelo vocalista, líder e único integrante original Chris Boltendahl, o guitarrista Manni Schmidt, o baixista Jens Becker, o baterista Stefan Arnold e o já mencionado tecladista H. P. Katzenburg. Antes da entrada de Hermann, esta era a formação que mais perdurava à frente do Grave Digger, por volta de sete anos e ótimos lançamentos.

Em entrevista exclusiva a Comando Rock, o vocalista Chris Boltendahl falou sobre a composição e gravação do último disco “Liberty or Death”, o lançamento do single “Yesterday”, a gravação de um cover do Led Zeppelin, a entrada do novo guitarrista e a nova turnê no Brasil.

Comando Rock: A banda está lançando o novo disco de estúdio “Liberty or Death”. Como foi o processo de composição e gravação?

Chris Boltendahl: Manni, Jens e eu fizemos as músicas e eu escrevi todas as letras. Desta vez trabalhamos no estúdio de uma forma diferente. Ao invés de gravarmos instrumento por instrumento, decidimos gravar tudo no primeiro take com todo mundo tocando junto, ao vivo no estúdio.

Quais são as principais diferenças entre “Liberty or Death” e seu antecessor “The Last Supper”?

Chris Boltendahl:“Liberty...” é um disco mais voltado às nossas raízes, mas com um som que tende para o moderno. Naturalmente, como comentei, a forma que registramos este álbum foi completamente diferente dos trabalhos anteriores, o que deu uma intensidade maior às novas canções.

O novo álbum já alcançou um das melhores marcas da banda em relação às paradas alemãs. Como vocês receberam esta notícia?

Chris Boltendahl:Isso mostra muito bem qual a importância que o heavy metal vem tendo ultimamente no mercado musical. O heavy metal deixou de ser um gênero de música feito para um pequeno grupo de pessoas “rejeitadas”. Hoje, o número de pessoas que gostam desse tipo de música é enorme e elas estão em todos os lugares do mundo.

O grupo também está lançando o single de “Yesterday” – música gravada originalmente em 84 e que ganhou uma nova versão. Por quê?

Chris Boltendahl:Porque ela tem sido um grande sucesso em nossas apresentações nos últimos anos. A banda inteira ama esta canção, por isso decidimos regrava-la para um single especial e um DVD ao vivo.

Curiosamente esta não é uma das faixas presentes no novo álbum. Por que não lançaram um single de uma nova canção?

Chris Boltendahl:Originalmente este single deveria ter saído em um período em que a banda estivesse dando um tempo para que os fãs e a imprensa lembrassem que, mesmo de férias, ainda estávamos vivos.

Neste single também foi incluída uma versão de “No Quarter”, do Led Zeppelin. Por que escolheram este cover e qual a influência do Led Zeppelin para a banda?

Chris Boltendahl:Cresci ouvindo Led Zeppelin e esta canção já havia sido gravada por nós para o “Tribute to Led Zeppelin” há dez anos. Sempre achamos que esta versão cover de “No Quarter” que fizemos ficou muito, muito boa e mais fãs deveriam ter a oportunidade de ouvi-la e não deixa-la apenas as poucas pessoas que puderam comprar aquele disco.

O single ainda contém um DVD com uma apresentação completa. Como surgiu a idéia de incluir o vídeo?

Chris Boltendahl:Tínhamos esse material conosco já há algum tempo e vimos que seria uma boa idéia dar as pessoas este material cru e ao vivo. O público espanhol estava absolutamente louco! Você consegue sentir isso e toda a atmosfera do show vendo essa apresentação.

Nestes novos lançamentos, diferentemente do que vinha ocorrendo dos últimos registros, o tecladista H.P. Katzenburg está aparecendo sem a característica fantasia de “Morte”. Por quê?

Chris Boltendahl:Achamos que era hora de mudar, mas voltamos atrás nessa decisão. Então as pessoas podem se preparar para vê-lo novamente vestido de “Morte”.

Falando nos demais integrantes, a formação que gravou este disco é uma das que mais perdura à frente do Grave Digger. Apesar disso, o grupo anunciou recentemente a entrada de um segundo guitarrista: Thilo Hermann. Por quê?

Chris Boltendahl:Isso nos dá muito mais espaço para solos sem mudar o som característico da banda. Além disso, não contamos mais com teclados ao vivo durante os shows. Agora as pessoas podem esperar muito peso nos novos discos e turnês do Grave Digger. E já estamos em processo de composição de um novo material e deveremos fazer alguns shows exclusivos durante o verão que está para chegar.

O novo integrante, segundo o anúncio oficial, é um amigo de longa data. Por que optaram pela entrada dele?

Chris Boltendahl:Como você disse, ele é um amigo de muito tempo. Ele também tem família como todos nós e sabe exatamente como as coisas funcionam durante as turnês, o tempo em que passamos no estúdio e como é o mundo da música.

A banda já realizou algumas apresentações com a nova formação. Como tem sido a receptividade do público em relação ao novo integrante?

Chris Boltendahl:Thilo ama tocar ao vivo e é totalmente profissional quanto a isso. Os fãs aceitaram ele desde o primeiro momento...

Falando em shows, o último CD/DVD ao vivo do conjunto (intitulado “25 to Live”, de 2005) foi gravado em São Paulo. A nova turnê já tem data para passar por aqui novamente, em agosto.

Chris Boltendahl:No Brasil estão os melhores e mais loucos fãs de metal do mundo inteiro. Esses lançamentos foram muito bem recebidos e temos muito orgulho desses trabalhos. Escolhemos São Paulo para ser o palco dessa festa de aniversário.

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