O dia em que Phil Lynott disse a um fã famoso: "acabarei com o Thin Lizzy por sua causa"
Por Emanuel Seagal
Postado em 15 de março de 2026
O vocalista do Def Leppard, Joe Elliott, compartilhou uma lembrança marcante envolvendo o saudoso Phil Lynott, frontman do Thin Lizzy. Em entrevista à revista Classic Rock, o cantor detalhou um encontro inusitado que teve com seu ídolo em 1982, pouco antes de lançar o álbum "Pyromania".
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A conversa ocorreu no banheiro de um bar em Londres chamado Frank's Funny Farm. "Eu não consegui me segurar. Após lavar as mãos, apresentei-me educadamente: 'Oi, sou o Joe do Def Leppard. Sou um grande fã'", lembrou.
A resposta de Phil Lynott, no entanto, o deixou perplexo. Como ambas as bandas faziam parte da gravadora PolyGram, o vocalista do Thin Lizzy já havia escutado o novo material do Def Leppard. "Ele respondeu: 'Eu ouvi o álbum de vocês e é a razão pela qual estou acabando com a banda'", revelou.
Joe Elliott lamenta não ter reagido de outra forma. "Eu gostaria de ter tido a coragem, a bravata e a experiência para encostá-lo na parede e dizer: 'Não. Não, você não vai. Você vai entrar no estúdio. Você vai tratar o que fizemos como competição e vai fazer outro álbum fantástico.' Era isso que eu deveria ter dito, mas fiquei sem palavras", confessou.
O impacto da declaração foi forte, considerando a idolatria de Joe Elliott. "Esse era alguém cuja banda eu havia visto ao vivo em todas as fases da carreira, exceto a primeira formação com Eric Bell. O Thin Lizzy foi uma grande inspiração para mim e para o Def Leppard. A primeira música que aprendemos a tocar foi 'Suffragette City' (do David Bowie), mas a segunda foi 'Jailbreak'", explicou. Apesar do choque, ele enxerga a situação de forma diferente hoje: "O que ele me disse foi difícil de engolir. De certa forma, foi o maior elogio indireto."
Apesar de citar "Emerald", "The Boys Are Back In Town" e "Jailbreak" entre suas preferidas, Joe Elliott escolheu a versão ao vivo de "Still In Love With You" como sua favorita do Thin Lizzy.
"O solo do Robbo (Brian Robertson) no meio da música é incrível, mas o do Scott Gorham no final também é. Ambos conseguem brilhar na mesma música, e é tão, tão melódica", elogiou.
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