Rock em Análise: Top 2014 pelo colaborador Fábio Cavalcanti

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Por Fábio Cavalcanti, Fonte: Rock em Análise
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Chegamos ao final de mais um ano de música altamente discutível (para o bem ou para o mal) no Rock em Análise! Você poderá conferir aqui os melhores álbuns e músicas de 2014... na humilde opinião deste resenhista, claro!

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Devo dizer que 2014 começou sem grandes destaques, porém acabou se mostrando um ano promissor e recheado de atividade criativa no mundo do rock. Tivemos, inclusive, lançamentos de gigantes "adormecidos" (até então) do rock, como Pink Floyd, AC/DC e Nickelb... brincadeira, meus amigos!

E agora, sem maiores enrolações, e após uma análise apurada de um total de 61 álbuns escutados, vamos às listas:

Top 10 - Álbuns (em ordem decrescente):

10. Não Pare Pra Pensar (Pato Fu)

O Pato Fu havia abandonado por um momento o seu famoso paradoxo musical, que unia o pop com o rock alternativo. Agora, com seu mais novo álbum, o grupo retomou o seu lado mais "louco" e nos entregou um dos seus trabalhos mais... roqueiros, digamos assim. E que a redescoberta da sonoridade ousada por parte de Fernanda e Jonh nos traga álbuns tão interessantes quanto esse no futuro!

Resenha completa:

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9. Futurology (Manic Street Preachers)

Em sua eterna ode à mutação musical, os "Manics" também ganharam um espaço nesse 'Top', com um álbum que representa mais um passo do trio rumo a um bom futuro, tanto para eles mesmos quanto para os poucos ouvintes que ainda prestam atenção à sua intrigante música.

Resenha completa:

Manic Street Preachers: Uma eterna ode à mutação musical

8. Royal Blood (Royal Blood)

Infelizmente, 2014 não foi um ano de grandes surpresas no setor de calouros do rock. Mas, entre as bandas novas com um futuro promissor, temos os a dupla britânica Royal Blood, que lançou um álbum de estreia bastante energético, e de uma sonoridade "musculosa" que nos faz esquecer por um momento que suas músicas não possuem guitarras! Desejo apenas que esses dois caras não demorem a lançar seu próximo trabalho...

7. Sonic Highways (Foo Fighters)

O álbum anterior dos 'Foos' conquistou o primeiro lugar dessa humilde premiação em 2011. Dessa vez, eles ficaram apenas com o 7º lugar... e não há nada de errado nisso! Em seu novo álbum, Dave Grohl e sua equipe mantém boa parte da sonoridade elétrica readquirida no trabalho anterior, mas dessa vez apontando para caminhos mais abrangentes. Esse não é um "projeto ambicioso" (como foi divulgado), mas sim um adorável disco de rock!

6. Once More 'Round the Sun (Mastodon)

O Mastodon é uma prova de que existe vida - e inteligência - no heavy metal atual. Sua fórmula musical, calcada num metal progressivo que alterna entre o hardcore, o doom e o "jazzístico", ainda resulta em obras singulares, como o "disquinho" premiado aqui. Estou falando de um som encorpado e multifacetado, perfeito para dar uma agradável "entortada" na cabeça...

5. Strut (Lenny Kravitz)

Se há uma característica que não podemos associar aos trabalhos mais recentes de Lenny Kravitz é o comodismo. Após ter lançado seus álbuns mais clássicos, ainda nos anos 90, Kravitz continua se esforçando para evoluir e mostrar cada vez mais a sua veia de rock star e 'funk/soul man' ao mesmo tempo. O resultado dos seus últimos esforços é "apenas" um dos seus melhores álbuns!

Resenha completa:

Lenny Kravitz: Ignore a capa tosca e aprecie o novo som

4. Lazaretto (Jack White)

Jack White certamente é um dos músicos mais prolíficos do rock atual, desde sua estreia como líder do White Stripes no final dos anos 90. Em sua recente carreira solo, o cantor/compositor/guitarrista/produtor vem gerando críticas positivas com a abrangência musical explorada nos seus dois discos lançados até então. No mais recente, White leva a sua mistura de folk rock com rock 'n' roll garageiro a outro patamar. Escute com atenção!

3. Nheengatu (Titãs)

Sejamos sinceros: os Titãs sempre foram competentes na arte de misturar estilos no seu caldeirão pop/rock, mas não é de hoje que esperávamos por um álbum mais homogêneo e focado na essência roqueira da banda. Após muita espera - e dois discos irregulares -, eis que o grupo lança um trabalho direto, nervoso, e com críticas ácidas que não podem ser ignoradas nos dias de hoje. Faça como os caras: recupere sua essência jovem o quanto antes!

2. Blind Rage (Accept)

Desde a saída do lendário vocalista Udo Dirkschneider, o Accept foi responsável por uma das maiores "voltas por cima" da história do heavy metal. Com o igualmente ótimo Mark Tornillo nos vocais, o grupo já lançou 3 álbuns altamente criativos, sendo este último o ápice dessa nova fase. Pesado e com uma produção invejável, temos aqui um disco para ser escutado em volume alto!

1. Everything Will Be Alright in the End (Weezer)

Após um período de baixa no setor criativo, o Weezer trouxe duas coisas de volta: o seu antigo estilo "fofinho/pesado" e uma química mágica que resultou em músicas empolgantes, cheias de adoráveis "curvas melódicas", de acordo com a antiga tradição da banda. Com uma maestria ironicamente surgida da falta de pretensões, o Weezer levantou mais uma vez a sua bandeira 'nerd', e dessa vez sem qualquer vergonha!

Resenha completa:

Weezer: Nerds quarentões com orgulho

Melhor EP:

*Fuck (Buckcherry)

Resenha completa:

Buckcherry: Um verdadeiro tapa na cara de todo mundo

Top 10 - Músicas:

1. The Feast and the Famine (Foo Fighters)
2. Somebody Fucked With Me (Buckcherry)
3. Sex (Lenny Kravitz)
4. I've Had It Up to Here (Weezer)
5. Miss Adventure (AC/DC)
6. Dying Breed (Accept)
7. Mensageiro da Desgraça (Titãs)
8. Would You Fight For My Love? (Jack White)
9. O (Coldplay)
10. The Next Jet to Leave Moscow (Manic Street Preachers)




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Sobre Fábio Cavalcanti

Baiano, sempre morou em Salvador. Trabalha na área de Informática e ¨brinca¨ na bateria em momentos vagos, sem maiores pretensões. Além disso, procura conhecer novas - e antigas - bandas dos mais variados subgêneros do rock. Por fim, luta para divulgar, sempre que possível, o pouco conhecido cenário rocker da tão sofrida ¨Terra do Axé¨.

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