3 clássicos do rock cuja parte falada rouba a cena, segundo a American Songwriter
Por Gustavo Maiato
Postado em 08 de fevereiro de 2026
O recurso da palavra falada costuma ser associado a outros gêneros musicais, mas o rock também construiu momentos emblemáticos em que trechos não cantados roubam a cena. Em vez de enfraquecer a canção, essas falas ajudam a definir identidade, clima e até o significado das músicas, tornando-as ainda mais memoráveis.
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A seguir, três exemplos clássicos do rock em que o "spoken word" não é apenas um detalhe estilístico, mas parte central do impacto artístico das canções. A lista foi elaborada pela American Songwriter.
"Parklife" – Blur
Lançada em 1994, "Parklife" é praticamente construída sobre a palavra falada. Enquanto o refrão traz uma melodia tradicional, os versos são dominados por monólogos cheios de atitude, narrados pelo ator britânico Phil Daniels, o que reforça ainda mais o caráter tipicamente inglês do hino do britpop.
"As falas descrevem situações cotidianas aparentemente banais, tratadas com uma solenidade exagerada e carregadas de ironia", diz o texto. O guitarrista Graham Coxon já explicou que muita gente interpretou a música como uma celebração da "inglesidade", quando na verdade se tratava de sarcasmo puro.
"'Parklife' não era sobre a classe trabalhadora, era sobre a 'classe do parque': garis, pombos, corredores – coisas que víamos todos os dias a caminho do estúdio", explicou Coxon. Segundo ele, a faixa resume a essência do Blur: "Se divertir e fazer exatamente o que você quer fazer".
"Money" – Pink Floyd
Mesmo sem os trechos falados, "Money" já seria uma das faixas mais icônicas do álbum The Dark Side of the Moon. "Musicalmente, a canção segue uma estrutura blues-rock relativamente convencional para os padrões do Pink Floyd. É justamente o spoken word no final que a leva para outro território", conclui.
Os fragmentos de entrevistas que surgem na parte final foram gravados por Roger Waters pelas ruas de Londres. As falas são desconexas, difíceis de entender e não se encaixam de forma óbvia na letra - e exatamente por isso funcionam. Elas reforçam o caráter experimental da banda e ajudam a transformar a música em uma reflexão quase sociológica sobre dinheiro, consumo e valores.
"Once in a Lifetime" – Talking Heads
Nos anos 1980, o vocalista David Byrne ajudou a popularizar o chamado talk-singing, uma forma de cantar que flerta diretamente com a fala. Embora várias músicas do Talking Heads usem essa técnica, poucas são tão eficazes quanto "Once in a Lifetime".
"Desde os primeiros segundos, Byrne alterna frases quase faladas com linhas melódicas, criando uma sensação hipnótica e levemente desconfortável", explica o artigo. Esse estilo contribui para o clima existencial da música, em que perguntas sobre identidade, rotina e escolhas de vida soam mais como pensamentos em voz alta do que como versos tradicionais.
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