Os 5 álbuns que marcaram o vocalista do Marenna, atração do Bangers Open Air 2026
Por Emanuel Seagal
Postado em 16 de fevereiro de 2026
Consolidada como um dos principais nomes do hard rock/AOR no Brasil, a banda Marenna encerrou 2025 com conquistas importantes. Além de confirmados no festival Bangers Open Air 2026, o grupo foi selecionado pela Wacken Foundation - braço do renomado festival alemão Wacken Open Air - para receber suporte financeiro no lançamento de seu próximo álbum.

Enquanto aguardamos o novo disco e a apresentação no Bangers, Rod Marenna conversou com o Whiplash.Net sobre suas raízes. O vocalista relembrou seus primeiros contatos com a música e listou os álbuns que ajudaram a definir sua identidade artística. Pegue seu fone de ouvido, aumente o volume e confira as escolhas.
"Tudo começa dentro de casa, ainda na infância, no início dos anos 80. A música sempre esteve presente no cotidiano familiar, através das trilhas sonoras das novelas, pelo rádio FM, ou pelos discos de vinil e fitas cassete que embalavam as festas de família. Esse ambiente fez com que a música fosse, desde cedo, algo natural e constante na minha vida."
"Na adolescência, por volta dos 13 anos, tive contato com bandas de heavy metal e hard rock através de amigos de colégio um pouco mais velhos. A partir daí, passei a me interessar não apenas pelas canções em si, mas pelo impacto que elas causavam: como determinadas melodias e letras conseguiam provocar emoções, criar memórias e gerar conexão entre as pessoas. Também me fascinava a história por trás dos discos, por exemplo: onde tinham sido gravados, quem eram os produtores e os músicos envolvidos. Lembro de passar horas lendo as fichas técnicas dos álbuns."

"Nesse mesmo período, comecei a perceber as diferenças de timbre e linguagem entre os instrumentos, especialmente entre guitarras como a Gibson Les Paul e a Fender Stratocaster ou Telecaster. Passei a prestar atenção na estética das gravações, na ambiência das salas, nas camadas de vocais e nos detalhes de produção. Eu me imaginava dentro do estúdio, observando tudo acontecer. Aos poucos, fui entendendo as assinaturas sonoras de músicos lendários, a identidade da voz, o timbre da caixa da bateria, a estética dos solos. Tudo isso me fascinava cada vez mais. Sempre senti a música de uma forma diferente: não apenas como entretenimento, mas como uma extensão da minha própria vida."
"Logo em seguida, comecei a frequentar ensaios de bandas, shows e a trocar fitas e discos com amigos. Era quase um ritual semanal. Foi nesse período que passei a entender a música também como identidade, expressão e pertencimento."
"Aos 16 anos, dei os primeiros passos de forma mais estruturada: me inscrevi em cursos de canto erudito na minha cidade, Pelotas (RS), adquiri meu primeiro microfone semiprofissional e um sistema de som, trazendo tudo o que aprendia para o universo do rock e do metal. Com o tempo, essa paixão me levou a buscar formação para compor, arranjar vocais e dar aulas de técnica vocal. Hoje, já são mais de 30 anos dedicados a esse universo."

1 - Deep Purple - "Made in Japan" (1972)
"Este foi um dos primeiros discos que me fizeram entender o verdadeiro poder do rock ao vivo. 'Made in Japan' não é apenas o registro de um show, é uma aula de entrega, improviso e interação entre os músicos. A liberdade nas interpretações, os solos estendidos e a combinação de energia e virtuosismo da banda mostraram que uma música pode ganhar novas dimensões no palco. Esse álbum influenciou profundamente a minha percepção sobre performance e intensidade ao vivo e foi o disco que realmente 'virou a chave' para eu querer ser vocalista. Ian Gillan ainda é o meu vocalista favorito; foi através dele que essa ponte se iniciou, mais precisamente ao ouvir 'Strange Kind of Woman'."

2 - Bon Jovi - "New Jersey" (1988)
"'New Jersey' representa o equilíbrio perfeito entre o rock de arena e a emoção das grandes baladas. É um disco que me ensinou a importância da melodia forte, do refrão memorável e da comunicação direta com o público - uma verdadeira aula de estilo e composição. As músicas soam grandiosas, mas, ao mesmo tempo, próximas, uma característica que sempre busquei trazer para o meu trabalho autoral. Foi, e continua sendo, uma grande referência para mim."

3 - KISS - "Alive III" (1993)
"Esse álbum reforçou em mim a ideia de espetáculo. O KISS sempre foi mais do que uma banda, e o 'Alive III' captura essa energia de forma visceral. A força do público, a performance exagerada, a entrega extrema e a atitude no palco me fizeram entender que o show é uma experiência completa: som, imagem, emoção e presença. Foi fundamental para moldar minha visão de palco, de entretenimento no rock e de como um show deve ser conduzido."

4 - Iron Maiden - "The Number of the Beast" (1982)
"Um verdadeiro divisor de águas. Esse disco une peso, melodias épicas e narrativas fortes de uma forma única. As linhas vocais de Bruce Dickinson são fenomenais. Sempre me identifiquei com vocalistas e guitarristas virtuosos - quem me conhece sabe: para mim, é tudo ou nada. Além disso, os riffs marcantes e a construção das músicas abriram minha cabeça para o lado mais técnico e conceitual do metal. É um álbum que ajudou a moldar minha identidade musical e meu entendimento sobre composição dentro de um rock pesado, orgânico e atemporal."

5 - Whitesnake - "1987" (1987)
"'1987' foi essencial para eu entender a fusão entre blues, hard rock e rock melódico. A produção, os timbres, os vocais intensos e os refrões poderosos estabeleceram um padrão de excelência sonora. Quando descobri esse álbum, ainda nos anos 90, percebi o impacto direto na minha forma de cantar, de pensar arranjos vocais e de buscar emoção e intensidade sem perder a musicalidade. Até hoje, é uma verdadeira aula de riffs, vocais e de tudo o que um grande álbum de hard rock precisa ter."

Clique no player abaixo para ouvir todos esses discos em uma playlist no Spotify e confira também o clipe do Marenna para a faixa "Had Enough".
Álbuns que Marcaram
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