Os 3 clássicos dos anos 1980 que você não precisa sentir culpa por amar
Por Gustavo Maiato
Postado em 23 de novembro de 2025
As power ballads dos anos 1980 carregam aquele estigma de "prazer culposo", como se fosse proibido assumir em voz alta o quanto elas marcaram uma geração. Mas a verdade é que esses hinos sentimentais surgiram em uma época em que o hard rock dominava o rádio, as turnês eram épicas e as bandas competiam para ver quem entregava o refrão mais explosivo. Como bem escreveu Thom Donovan, do American Songwriter: "A única coisa requerida é um bom par de caixas de som com bastante volume para te ajudar a administrar a culpa". Ou seja: a culpa é opcional - o volume, não.
Melhores e Maiores - Mais Listas
Entre esses clássicos, poucos são tão emblemáticos quanto "Wanted Dead Or Alive", do Bon Jovi. A faixa de 1986 não apenas virou trilha obrigatória de estrada, como antecipou um movimento inteiro na MTV. O autor do texto original relembrou a apresentação nos VMA de 1989, observando que ela "prenunciou uma das séries mais populares do canal: o MTV Unplugged". A música uniu a estética dura do rock de arena com a aura de heróis exaustos na estrada, aproximando o Bon Jovi da tradição de Bruce Springsteen e Bob Seger - algo que o autor sintetizou com precisão: "Isto é 'Turn The Page' se tivesse sido escrita no New Jersey Turnpike".
Guilty Pleasures dos anos 1980
Outro hino obrigatório do período é "I Remember You", do Skid Row, lançado em 1989. Nos anos 1980, qualquer aspirante a vocalista de glam metal precisava não só de cabelos imensos, mas também de pulmões capazes de alcançar notas que desafiavam a gravidade. Como destacou o autor do texto-base: "Graças a 'Home Sweet Home', do Mötley Crüe, toda banda de hair metal precisava de uma balada". Skid Row seguiu o manual: soltou "Youth Gone Wild", depois "18 And Life", e então veio a explosão romântica definitiva. A escolha por "I Remember You" se justifica, segundo o próprio texto, pelos "gritos à la Rob Halford de Sebastian Bach", que elevam a faixa a outro patamar emocional.
Fechando a lista, aparece "Alone", do Heart - um daqueles casos raros em que uma única interpretação vocal redefine completamente uma música. Originalmente lançada em 1983 por Billy Steinberg e Tom Kelly sob o nome i-Ten, e regravada por Valerie Stevenson e John Stamos no ano seguinte, a faixa encontrou sua forma definitiva quando caiu na voz de Ann Wilson. Como afirmou o autor: "Depois que você ouve Ann Wilson cantar, não há necessidade de qualquer outra versão existir". A partir de 1987, a banda abraçou de vez o hard rock, e "Alone" virou um sucesso gigantesco, impulsionado pela interpretação dramática de Ann e pelo refrão carregado de teclados e guitarras.
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