Você achou caro o VIP do Rush? Então veja como é o do Metallica no Sphere
Por Bruce William
Postado em 03 de março de 2026
Se tem uma coisa que virou "padrão do pós-pandemia" no show grande é o pacote VIP com preço de viagem internacional. E agora dá pra comparar dois exemplos bem claros: o do Rush, anunciado para a turnê brasileira de 2027, e o do Metallica, ligado às datas no Sphere, em Las Vegas.
Rush - Mais Novidades
No caso do Rush, o pacote "Limelight Hot Seat VIP Experience" para São Paulo aparece com valor integral acima de R$ 14 mil. A lista de benefícios é grande: hot seat na cadeira inferior, meet & greet com Geddy Lee e Alex Lifeson com foto profissional, autógrafo (um item), tour pelos bastidores, lounge pré-show, vouchers de bebida, itens exclusivos de merchandising e aquela parte logística que costuma pesar para quem odeia fila (check-in VIP, entrada prioritária e compra de merch antes do show).
Comparado com o ingresso comum, há uma diferença muito evidente, mas dá pra entender por que esse pacote vira assunto: ele não vende só "um lugar melhor". Ele vende acesso, bastidor e aquele momento que o fã guarda como lembrança de vida inteira. O problema é que, com o preço nesse nível, o fã também guarda a lembrança na fatura.
Do outro lado, a discussão com o Metallica veio por causa do pacote "Meet & Greet Snake Pit" para dois dias no Sphere, aponta a Alternative Nation. O valor citado como face value é de US$ 5.954,12 - cerca de 31 mil reais, na cotação atual - e a reação de um fã nas redes resumiu bem o sentimento geral: "experiência legal, mas por 6 mil dólares?". Aí entra a velha sensação de que show virou um produto para poucos.
O pacote descrito inclui ingresso para o Snake Pit (aquele miolo do palco), meet & greet e conversa em grupo com dois integrantes, foto do fotógrafo da turnê, acesso a uma experiência pré-show com memorabilia e áreas interativas, tokens de bebida, pôster de edição limitada, setlist autografado dos dois shows, brindes da banda e até download em MP3 do áudio ao vivo das duas noites, além de suporte no check-in.
O detalhe é que essa comparação nem precisa virar "quem é pior". São dois modelos de VIP com lógica parecida: transformar show em "fim de semana de experiência". Só que a régua muda quando o pacote encosta em valor de carro usado ou de pacote turístico completo - e aí entra o debate que está pegando em todo canto: o quanto o público aguenta pagar antes de desistir.
No Rush, o VIP mais caro divulgado vem com hot seat bem localizado, meet & greet com Geddy Lee e Alex Lifeson com foto profissional, autógrafo (um item), tour pelos bastidores, lounge pré-show com petiscos, vouchers de bebida e alguns itens exclusivos, além de entrada prioritária e compra de merchandising sem fila.
Já o do Metallica no Sphere é um pacote de dois dias que mistura posição premium (Snake Pit no meio do palco) com meet & greet e conversa em grupo com dois integrantes, foto no palco, acesso a um espaço pré-show com memorabilia e atrações interativas, fichas de bebida, pôster de edição limitada, setlist autografado dos dois shows, item Metallica x YETI e download do áudio ao vivo.
No fim, os dois seguem a mesma lógica de "ingresso + acesso + lembrança", mas cada um puxa a experiência para um lado: o Rush vende mais o encontro direto com Geddy e Alex e um bastidor de produção; o Metallica empilha coisas ligadas ao evento em si, ao lugar e ao pacote de dois shows.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



70 shows internacionais de rock e metal para ver no Brasil em maio
Amy Lee relembra a luta para retomar o controle do Evanescence; "Fui tratada como criança"
Ex-Metallica, Jason Newsted declara ter sido diagnosticado com câncer na garganta
A banda com três cantores que representa o futuro do metal, segundo Ricardo Confessori
Dave Mustaine diz que Megadeth talvez se apresente novamente no Brasil
Durante entrevista, CEO do Atlético Mineiro revela apresentação do Pearl Jam em Belo Horizonte
Regis Tadeu e o álbum que salvou o Rush da ruína; "um ato de insurgência artística"
O cover gravado pelo Metallica que superou meio bilhão de plays no Spotify
6 solos de guitarra tão fabulosos que nem precisariam da canção onde estão
5 bandas de heavy metal que seguem na ativa e lançaram o primeiro disco há mais de 40 anos
Steve Harris afirma que nunca conseguiu assistir um show dos Rolling Stones
A música da década de 1950 que David Gilmour chamou de perfeita: "É pura magia"
Randy Blythe (Lamb of God) responde a Max Cavalera sobre vocalistas que o influenciaram
O rock ainda é gigante no Brasil? Números e dados desafiam o discurso de "crise do gênero"
Dave Mustaine ficou surpreso com a recepção a "Hey God?", faixa do último disco do Megadeth
Pacote VIP para show do Rush custa mais de 14 mil reais
A canção dos anos oitenta do Rush com a qual Neil Peart nunca ficou satisfeito
Mike Portnoy comenta volta do Rush; "Precisamos que nossos heróis continuem tocando"
Mike Portnoy comemora o Rush seguir em frente, na contramão de bandas como Slayer e Sepultura
O clássico do prog que Neil Peart disse que era a trilha sonora de sua vida
O baixista mais importante que Geddy Lee ouviu na vida; "me levou ao limite como baixista"
As três bandas de prog que mudaram para sobreviver ao punk, segundo o Ultimate Guitar
Anika Nilles conta como se adaptou ao estilo de Neil Peart no Rush
Geddy Lee explica por que Rush não quis alguém como Mike Portnoy no lugar de Neil Peart
Humberto Gessinger explica sua opinião sobre a banda Rush e o formato power trio


