Os 5 álbuns que marcaram o tecladista Fábio Laguna e a confusão com o Testament
Por Emanuel Seagal
Postado em 15 de fevereiro de 2026
O ano de 2026 será muito especial para o metal nacional. Os fãs de prog/power terão um prato cheio: o aguardado retorno do Hangar aos palcos no Bangers Open Air, e também a turnê repleta de estrelas do metal em homenagem a Andre Matos que rodará o país em março.

Aproveitando esse momento, o tecladista Fábio Laguna - integrante da banda de Edu Falaschi e com créditos em grupos como Almah, Angra e Soulspell - conversou com o Whiplash.Net sobre seus primeiros contatos com a música. Ele compartilhou os álbuns mais marcantes de sua trajetória, incluindo uma curiosa confusão entre bandas. Aumente o volume e confira.
"Na casa dos meus pais, o rádio ficava ligado o dia inteiro. Então acabava absorvendo um pouco de tudo. De manhãzinha, o cheiro de café e sertanejo raiz… Cada momento do dia era um gênero musical ecoando pela casa. Daí veio aquela febre de grupos de música eletrônica nos anos 80… Information Society, New Order, Technotronic… Meu pai me deu um disco do Testament, chamado "The New Order", achando que era do New Order (risos). Eu ainda nem tinha ideia do que era heavy metal. Eu troquei o disco com alguém. E, aos poucos, no comecinho da adolescência, conheci uma galera do rock'n'roll… O Dire Straits, os rocks nacionais… O The Doors voltou aos holofotes no comecinho dos anos 90 por conta do filme do Oliver Stone e essa onda me pegou. Então conheci os clássicos absolutos… Black Sabbath, Yes, Pink Floyd, Deep Purple, etc... enquanto também entrei na onda do grunge... Com base nessa salada sonora, aqui estão 5 discos que, mesmo não sendo os melhores nem piores, marcaram muito minha adolescência e com certeza moldaram meu gosto musical."
1 - New Order - "Substance 1987" (1987)
"Talvez tenha sido o vinil que mais ouvi na vida. Ainda ouço muitas bandas de música eletrônica. É um estilo tão refém do pulso quanto o rock, mas com muito mais liberdade de elementos sobre o ritmo. Tive boa parte da discografia do New Order. Com o passar dos anos, eles foram ficando mais orgânicos, com cara de 'banda de músicos', e não 'de mouse'… Mas esse disco, que se trata de uma coletânea, para mim, representa a fase mais criativa deles."

2 - Black Sabbath - "Sabbath Bloody Sabbath" (1973)
"Foi minha porta de entrada para o mundo da música digital, ou seja, meu primeiro CD. Eu devia ter uns 15 anos. Lembro até hoje da sensação de abrir o plástico, colocar o disco de acrílico na gaveta do aparelho de som, apertar o close, e então, play!!! Aquele riff inicial… nossa… que pancada! O Rick Wakeman gravou as teclas na música 'Who Are You'. E a última faixa, 'Spiral Architect', tem arranjos orquestrais muito lindos."
3 - Sepultura - "Arise" (1991)
"Conheci o Sepultura pelo 'Beneath the Remains', mas o 'Arise' pegou na veia! E veio ao encontro de uma época da minha vida em que eu já estava completamente seduzido pelo rock'n'roll (risos). Minhas 'aulas' de hardcore, 'skate punk', grunge e thrash metal, etc, foram no comecinho dos anos 90… Rollins Band, Biohazard, Pennywise, Slayer, etc. Então apareceu esse disco do Sepultura, e foi amor à primeira audição. Lembro que uma das capas de caderno da escola era um anúncio de divulgação desse álbum."

4 - Yes - "Relayer" (1974)
"Curto muito mais a fase 'lisérgica' do YES do que a mais 'pop', nos anos 80. Esse disco veio um pouco depois de superclássicos da banda, como o 'Fragile', 'Close To The Edge', etc. O 'Relayer' é mais 'viajandão'. Muito da sonoridade peculiar desse álbum foi por conta do Patrick Moraz, o tecladista da banda no momento. E acho que lembro e guardo um carinho especial por esse álbum porque era trilha sonora da minha vida naquele nosso momento de muitas transições, também conhecido como chegada à maioridade (risos)… Meu disco solo foi lançado meio que na época em que conheci esse álbum do Yes, e hoje consigo visualizar quão influente ele foi em minhas composições."

5 - Arnaldo Baptista - "Singin' Alone" (1982)
"O Arnaldo fez tudo sozinho nesse disco. Acho as suas composições muito inspiradas! Ele também fez parte de outro álbum que é uma joia da música brasileira, o 'Tudo Foi Feito pelo Sol', dos Mutantes. Enfim, foi difícil escolher para essa lista entre esse disco do Arnaldo e o 'Snegs', do Som Nosso de Cada Dia, que considero o melhor álbum de rock progressivo do Brasil. Mas o 'Singin' Alone' fez parte de um momento memorável da minha vida. Eu viajava com o fusquinha da família para vender bailes pelo sul de Minas Gerais e norte do estado de São Paulo. Essa fita cassete fazia parte da playlist de viagem, muitas vezes por estradas de terra."

Clique no player abaixo para ouvir todos esses discos em uma playlist no Spotify e confira também a versão do Hangar para "Prisioneiro do Alvorecer", da banda Spartacus.
Álbuns que Marcaram
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