Rock in Rio: Roberta Medina fala sobre o evento
Por Marcos Cabral
Fonte: IG
Postado em 24 de agosto de 2011
Em entrevista a IG Roberta Medina Produtora do Rock in Rio fala sobre o festival, e sua visão pessoal sobre o evento.
iG: Os roqueiros, especialmente os que foram naquele primeiro festival de 1985, costumam dizer que o festival tem muito pop, que mudou...
Roberta Medina: O rock não é a música, é o espírito construtivo, otimista, empreendedor. No primeiro já teve Elba Ramalho, James Taylor... Não mudou nada. Ivete Sangalo e Cláudia Leite saltaram um nível, deixaram de ser meramente axé e viraram artistas pop. E outra coisa, cara, não vamos colocar sertanejo não, mas olha o Brasil, é rock pop? É assim ó (Roberta fez sinal de pequeno com os dedos). Quando você vai para as redes sociais, os roqueiros são os únicos que ficam reclamando. Coloca um nome pop, desaba a pancadaria contra. Mas venderam 600 mil ingressos em quatro dias. É um evento de massa, não é um evento de nicho, um evento para o jovem, como foi no início. Fico brincando que vou colocar uma piscina de lama para ver se conseguem matar a saudade. Não é mais isso.
iG: O festival SWU em São Paulo você enxerga um pouco como esse evento de nicho que você citou? É o festival que está preenchendo essa brecha?
Roberta Medina: Se você olhar os festivais pelo mundo afora, muitos têm vários espaços. Mas a gente não fala só com o jovem, 75% do público do Rock in Rio está entre 15 e 50 anos. De 15 a 25, são 26%. E por quê? Porque está limpo, você pode andar tranquilo, levar seus filhos, ir em um banheiro legal, o ambiente é outro. É um parque temático da música. Claro que não negamos a origem, só estamos aqui em função dos 26 anos de história, e principalmente a primeira edição. Mas acho sim que o SWU está ocupando o espaço que ninguém ocupou. Portugal, que é muito menor, tem, sei lá, uns 20 festivais, e pelo menos cinco relevantes.
Leia a entrevista completa no link:
Rock In Rio 2011
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