Rock e Heavy Metal - lançamentos de faixas, álbuns e mais novidades
Abaixo, alguns dos últimos lançamentos de singles, álbuns e clipes de bandas de Rock e Heavy Metal do Brasil e do exterior, atualizados diariamente, notas de assessoria de imprensa e enviadas pelas bandas. Apoie compartilhando em suas redes.
Saiba como enviar seus lançamentos para divulgação.

Ivan Busic celebra suas raízes na cativante balada "My Blues and You"
Ivan Busic divulga "My Blues and You", uma balada blues para quem gosta dos três Kings: B.B. King, Freddie King e Albert King. Após apresentar ao público a atmosfera envolvente de "Let the Night Roll in", o frontman aprofunda nesse segundo single ainda mais sua conexão com o gênero.
"Essa música tem algo muito especial para mim", revela o artista. "Costumo dizer que as notas que canto e toco são oriundas principalmente das melodias que ouvi na voz e no trompete do meu pai, André Busic. Essa, em particular, carrega a assinatura melódica dele, que absorvi desde a infância e durante as décadas em que tocamos blues juntos. Como dizia Luiz Carlini, ele tocava e cantava com elegância em cada nota. Dedico a canção à minha esposa, Nathalia, que foi a grande inspiração quando a escrevi. Espero que gostem e que toquem seus corações".
A faixa antecipa o lançamento do novo disco "Into the Blues", que será disponibilizado em agosto. O trabalho nasce como uma homenagem ao saudoso pai, figura fundamental em sua formação musical, ao mesmo tempo em que marca uma nova etapa de sua trajetória artística, expandindo seus horizontes criativos. Embora o rock continue ocupando um papel central em sua carreira, o blues permanece como uma de suas vertentes mais fortes, e o futuro projeto representa a primeira grande oportunidade de Ivan mergulhar de forma mais profunda nesse universo.
Dead State lança seu álbum de estreia, "Questionable Existence"
FONTE: Hell Yeah Music Company
A banda gaúcha Dead State lançou seu álbum de estreia, "Questionable Existence", posicionando-se no cenário do Technical Thrash Metal com uma obra profunda, agressiva e conceitualmente provocativa. O trabalho combina influências clássicas do Thrash e Death Metal old school com elementos técnicos do metal contemporâneo. Com dez faixas inéditas e uma bonus track, o disco amplia a visão crítica da banda sobre a sociedade contemporânea, explorando temas ligados à manipulação social, alienação coletiva, vigilância tecnológica, perda de liberdade individual e os impactos psicológicos de uma realidade cada vez mais artificial e controlada.
Em "Questionable Existence", a Dead State constrói uma atmosfera marcada por riffs técnicos, agressividade constante, mudanças dinâmicas e temáticas que questionam as estruturas de poder, o comportamento humano e a relação entre tecnologia, medo e controle social. As músicas trazem reflexões sobre manipulação política, escravidão moderna, hiperconectividade, dependência tecnológica, violência social e o enfraquecimento da capacidade crítica do indivíduo diante de sistemas cada vez mais invasivos.
Assista também a performance da banda no videoclipe de "Human Decay" abaixo.
Voorish retorna com nova formação e lança o videoclipe de "Black Crows"
FONTE: Hell Yeah Music Company
A banda catarinense de Black Metal, Voorish, lançou o videoclipe de "Black Crows", apresentando ao público o primeiro grande manifesto de sua nova formação e consolidando uma fase ainda mais extrema, agressiva e obscura dentro da trajetória do grupo. A faixa chega em um momento de transformação importante para a banda, agora estruturada como um power trio formado por Devil From Chaos nos vocais e guitarra, Volac no baixo e WAG na bateria, aprofundando sua estética sonora baseada no Black Metal clássico e reforçando uma identidade marcada por misantropia, violência, satanismo e desprezo absoluto pela humanidade.
Musicalmente, "Black Crows" canaliza toda a brutalidade e atmosfera sombria que passaram a definir esta nova encarnação da Voorish. Influenciada por nomes como Sarcófago, Dissection, Marduk e Immortal, a faixa combina riffs agressivos, vocais hostis, atmosferas caóticas e uma ambientação que mergulha em temas ligados à guerra, decadência humana, destruição espiritual e colapso existencial. A letra amplia o caráter misantrópico da banda ao retratar a humanidade como uma massa frágil e condenada à própria ruína, enquanto o videoclipe reforça visualmente essa atmosfera obscura e ritualística. A banda afirma: "O momento atual representa a maturidade desta nova fase, estamos orgulhosos da concretização desse trabalho".
Armiferum retorna com o single "My Home" e anuncia nova fase da carreira
FONTE: Hell Yeah Music Company
Desde o lançamento de seu álbum de estreia, "Reach for the Light", em 2023, a Armiferum manteve uma intensa agenda de atividades, fortalecendo sua presença nos palcos e no ambiente digital, ao mesmo tempo em que trabalhava no desenvolvimento de novos projetos. Agora, a banda retorna com o single "My Home", seu primeiro lançamento inédito desde seu debut. A nova faixa reforça a identidade construída pelo grupo nos últimos anos, combinando elementos de Power Metal, Prog Metal e Metal Extremo em uma composição que une técnica, velocidade e melodias marcantes.
"My Home" apresenta uma sonoridade épica e envolvente do início ao fim, mantendo as características que consolidaram a Armiferum como uma das promessas da nova geração do metal nacional. A música narra a jornada de um viajante que retorna para casa após uma longa travessia, encontrando no acolhimento e no sentimento de pertencimento o desfecho de sua história. Ao mesmo tempo em que homenageia o power metal clássico que influenciou seus integrantes, a faixa também aponta para a evolução artística do grupo e serve como uma prévia dos caminhos que a banda pretende explorar em seus próximos trabalhos.
Bizarre Bathtub Battle lança videoclipe de "The Mascarade of Candy Wires"
FONTE: Hell Yeah Music Company
O Bizarre Bathtub Battle lançou o videoclipe "The Mascarade of Candy Wires", novo trabalho audiovisual que expande o universo conceitual do seu álbum de estreia "Songs to Party With Non-Standard People". O lançamento reforça a proposta estética e narrativa do projeto, que combina elementos de teatro, grotesco e experimentalismo dentro de uma linguagem marcada pelo Avant-Garde Metal e pela construção de um "carnaval sombrio" como metáfora central.
No videoclipe, a estética do carnaval sombrio ganha forma através de uma ambientação que mistura circo, distorção visual e uma proposital sensação de baixa resolução de imagem. A obra aborda relações sociais marcadas por manipulação sutil, performances sociais e pela constante dissolução entre o que é autêntico e o que é encenado. Para construir esse universo, o material visual parte de fotografias reais e rascunhos de ilustrações do próprio criador do projeto, posteriormente transformados com o auxílio de inteligência artificial, refinados digitalmente e finalizados com intervenções analógicas, buscando uma textura híbrida entre o artificial e o orgânico.
E se os hits dos anos 2000 virassem punk rock?": coletânea reúne versões inusitadas de clássicos brasileiros
FONTE: Farol Music Assessoria
A coletânea "O Pop é Punk" chega à sua última edição com versões punk rock de sucessos marcantes da música brasileira, gravadas por bandas independentes de diferentes regiões do Brasil. Disponível nas principais plataformas digitais, "O Pop é Punk: 00s" encerra um ciclo iniciado em 2023 com releituras da música nacional das décadas de 1960, 1970, 1980, 1990 e 2000.
"Sem Radar" do LS Jack, "Norte e Sul", do Kiko Zambianchi, "Três Lados", do Skank, "Lavanda", do Otto e "Sinceramente", do Cachorro Grande estão entre as interpretações aceleradas de "O Pop é Punk 00’s", que traz ainda versões inusitadas como "Quando Você Passa (Turu Turu)", de Sandy & Junior, e "Borboletas", da dupla Victor & Leo. Músicas consagradas na voz de Milton Nascimento, Tribalistas, Calypso, Pato Fu e Jorge Aragão também são recriadas no disco.
Ao todo, são 27 artistas envolvidos no lançamento, que é a maior edição da coletânea, e com mais bandas novas. "Acho que isso trouxe a edição mais diversa sonoramente, com caminhos que ainda não tinham aparecido nas coletâneas anteriores. Tem versões mais experimentais, leituras mais ousadas e uma energia diferente das outras edições", revela Felipe Medeiros, idealizador do projeto. Ele também destaca a relação afetiva das bandas participantes com o repertório escolhido. "Uma coisa que me chamou atenção nessa edição foi como as bandas escolheram rapidamente quais músicas queriam revisitar. Pra mim isso mostra o quanto essa época marcou muita gente que está participando do projeto hoje."
Lançado de forma independente pela Grudda Records, o projeto consolidou ao longo dos anos uma rede colaborativa entre artistas da cena underground nacional. "O mais bonito foi perceber como ele ajudou a movimentar bandas ativas e criou uma espécie de comunidade entre artistas de diferentes lugares. Tivemos bandas de várias regiões do Brasil participando e até uma banda argentina em uma das edições", comenta Felipe.
Sobre o encerramento da série, ele afirma que o projeto cumpriu seu propósito. "Esse é o último volume do projeto. A gente começou lá nos anos 60 e foi caminhando até a década que ainda fazia sentido revisitar. Acho que o ‘Pop é Punk’ conseguiu cumprir muito bem o papel dele."
A arte da capa foi desenvolvida pelo artista Paulinho Tscherniak, responsável também pelas duas edições anteriores. Desta vez, a proposta foi criar uma releitura visual inspirada no álbum "Take Off Your Pants and Jacket", da banda blink-182, trazendo referências ligadas à cultura pop e musical dos anos 2000.
Edu Curti lança EP "Cantando Clássicos II – Elas" com releituras de Bonnie Tyler e Tina Turner
O cantor Edu Curti lançou nesta sexta-feira, 5 de junho, o EP "Cantando Clássicos II – Elas". O trabalho reúne quatro releituras de músicas originalmente consagradas por vozes femininas: "Total Eclipse of the Heart", de Bonnie Tyler, "The Best", de Tina Turner, "Garganta", de Ana Carolina, e "Beautiful", de Christina Aguilera.
Com mais de 330 mil seguidores no Instagram, o cantor paranaense vem usando as redes sociais para apresentar sua voz a um público amplo. Agora, a ideia é reforçar sua presença também nas plataformas de streaming, com lançamentos profissionais, produção nova e uma sonoridade pensada para esse formato.
O EP foi produzido por Bruno Bugaron, parceiro musical de Edu há muitos anos. Segundo o cantor, o novo trabalho segue a mesma estética sonora do primeiro volume de "Cantando Clássicos", mas com um recorte específico. Participaram do registro os guitarristas Roberto Rezende, Luiz Schumovski e Jeferson Grella.
"São músicas excelentes, que eu adoro, muito especiais, mas escolhidas a partir desse critério: músicas que a gente imaginou ganhando uma versão com a minha cara, com o meu estilo de som e de voz", afirma Edu.
O subtítulo "Elas" veio justamente dessa seleção. Além de homenagear artistas mulheres, o EP propõe uma nova leitura vocal para faixas marcadas por interpretações femininas.
"São covers de mulheres. Tanto que o EP ganhou esse subtítulo, Elas, como forma de homenagear as mulheres e também de trazer uma estética vocal nova para elas", diz o cantor. "Eu mantive a tonalidade das músicas, mas trago meu próprio timbre. Algumas ficaram um pouco mais agressivas, outras mantêm mais a ideia original."
Entre as faixas, "Garganta" ganhou uma abordagem mais pesada, com guitarras. Edu conta que sempre ouviu a música de Ana Carolina imaginando uma versão menos acústica. "É uma música excelente. Eu sempre ouvi ‘Garganta’ como uma música que eu gostaria de ouvir em uma versão pesada, com guitarra, não só naquele acústico, só no violão. Foi o que a gente fez com ela", afirma.
Outra música destacada por Edu é "Beautiful", de Christina Aguilera. A sugestão partiu de Bruno Bugaron, que já gostava da canção. Para o cantor, a faixa tem uma mensagem especial por tratar de autoestima.
"É uma música linda, lindíssima, e trata de um tema muito bonito, que é a autoestima. Ela passa essa mensagem de reerguer uma pessoa que possa estar para baixo por causa da imagem ou de algo desse tipo", diz.
O EP também terá desdobramento audiovisual. "Total Eclipse of the Heart" ganhará um clipe, que será gravado nos próximos dias e lançado algumas semanas depois da chegada do EP às plataformas.
Carceral apresenta sua visão instrumental do metal extremo
Em um cenário onde o metal extremo costuma encontrar sua força na voz humana, o Carceral segue um caminho oposto. A banda instrumental brasileira, formada por Roberto Ortega e Hard Alexandre Christiani nas guitarras, Victor Hormidas no baixo e Daniel Moscardini na bateria, estreia com o single/vídeo "Hypnomachia", que conduz o ouvinte por uma experiência marcada por riffs cortantes, mudanças abruptas e uma atmosfera de tensão constante.
Confira o vídeo visualizer de "Hypnomachia", criado por W. Perna.
A faixa antecipa o álbum de estreia, "Descending Reprisal", que será lançado em 15 de julho e que promete apresentar uma das propostas mais intensas surgidas no underground. Com 24 composições que condensam a violência do death e thrash metal à urgência do grindcore e do powerviolence, o trabalho foi concebido para causar impacto.
"A ideia surgiu ainda no início dos anos 2000, enquanto ouvia discos como 'The Sound of Perseverance' (Death) e 'Scum' (Napalm Death). Eu queria unir a linguagem dos riffs do death/thrash metal à concisão do Grindcore. A ideia permaneceu adormecida por muitos anos, até que, em 2024, percebi que riffs compostos anteriormente faziam parte da mesma visão. A partir daí nasceu 'Descending Reprisal', um projeto que acabou se tornando muito maior do que eu havia imaginado inicialmente", detalhou Roberto Ortega. "A decisão de tornar o Carceral uma banda totalmente instrumental nasceu da minha admiração por artistas e grupos que exploram a música dessa forma, como Mahavishnu Orchestra, Tribal Tech, Dixie Dregs, Allan Holdsworth e Frank Gambale. Ao mesmo tempo, sempre fui fascinado pelos trechos instrumentais mais sombrios, dissonantes e inquietantes de bandas como Immolation, Morbid Angel e Voivod. A proposta foi unir essas influências: a liberdade expressiva da música instrumental e a atmosfera obscura e apocalíptica do metal extremo."
Formado em dezembro de 2024, o Carceral, que teve seu nome inspirado por leituras do poeta Augusto dos Anjos, passou mais de um ano dedicado exclusivamente à construção de sua estreia. O álbum foi produzido por Roberto Ortega e Victor Hormidas, com mixagem e masterização de Samuel Bassani. O projeto ainda reúne colaborações de Pablo Greg, conhecido por seus trabalhos com Edu Falaschi e Crypta, que foi responsável pela introdução, e Vithor Moraes (Armiferum), que assina o design de som de duas faixas e uma futura versão orquestrada de "Of Searing And Perilous Abidance". A arte da capa foi criada pelo artista russo Artem Demura, enquanto as artes dos singles ficaram a cargo de Rodrigo Salvatierra, do Chile, e Danilo Ferreira, do Brasil. Os lançamentos serão acompanhados por vídeos produzidos por Wanderley Perna e Arthur Hermit.
Musicalmente, "Descending Reprisal" dialoga com a brutalidade e a técnica de bandas como Death, Kreator, Slayer, Morbid Angel, Dark Angel e Krisiun, mas desenvolve uma identidade própria ao colocar as guitarras e o baixo no centro da narrativa. O resultado é uma sucessão de faixas que evocam cenários de colapso, punição e destruição, construindo uma trilha sonora para o fim dos tempos. Além de "Hypnomachia", o álbum será precedido pelo lançamento do single "Archaic Law". Após a chegada do disco, outras quatro faixas ganharão destaque em lançamentos individuais acompanhados por vídeos e playthroughs, ampliando a experiência visual e conceitual proposta pela banda.
Chapéu de Cobra lança "Similares e Semelhantes", primeiro single de "Veneno Rock 'N' Roll"
Há bandas que perseguem tendências. Outras atravessam décadas sem abrir mão da própria identidade. A Chapéu de Cobra pertence ao segundo grupo. Formada em Santa Vitória do Palmar, no extremo sul do Rio Grande do Sul, a banda chega a mais um capítulo de sua longa trajetória com o lançamento de "Similares e Semelhantes", primeiro single do aguardado álbum "Veneno Rock 'n' Roll", que chega às plataformas no dia 30 de junho.
Construída sobre a estrutura clássica do blues, a banda transforma um tema contemporâneo em matéria-prima para a canção: a tensão entre individualidade e padronização. Em uma época marcada por algoritmos, comportamentos replicados e identidades cada vez mais enquadradas, a Chapéu de Cobra escolhe seguir na direção oposta. O resultado é uma música que celebra aquilo que torna cada pessoa única, sem perder de vista os laços invisíveis que unem todos nós.
"Similares e Semelhantes" caminha por esse território de contrastes. As diferenças aparecem nos rostos, nos desejos, nas experiências e nas escolhas. Mas, por trás delas, existe algo compartilhado. Quando a letra afirma que "sob as estrelas somos um cantando esse velho Blues", a banda encontra o coração da canção: a ideia de que a diversidade humana não é um obstáculo para a convivência, mas justamente o que a torna possível.
Musicalmente, o single carrega a elegância crua dos velhos blues elétricos, filtrada pela personalidade de uma banda que há décadas constrói sua própria linguagem dentro do rock gaúcho. Não há nostalgia gratuita nem reverência vazia ao passado. O blues surge aqui como ferramenta para falar do presente, conectando tradição e contemporaneidade em uma composição que soa familiar e atual ao mesmo tempo.
A estética visual do lançamento reforça essa atmosfera. A capa do single, iluminada por um letreiro de néon em uma rua noturna, parece saída de algum cruzamento imaginário entre um clube de blues e uma cidade que nunca dorme. É o cenário perfeito para uma canção que fala sobre encontros, diferenças e pertencimento.
Reconhecida como uma das bandas mais longevas do Rock Gaúcho, a Chapéu de Cobra chega a "Veneno Rock 'n' Roll" sem a necessidade de provar nada. Sua história já foi escrita em décadas de estrada, composições gravadas por outros artistas e uma resistência cultural rara em tempos de consumo rápido. Ainda assim, "Similares e Semelhantes" mostra que a banda continua olhando para frente.
Porque, no fim das contas, o blues sempre soube de uma coisa: ninguém é igual a ninguém. E talvez seja exatamente isso que nos torna semelhantes.
5 To Rock: Chris Young (Crashdïet, Midnight Danger) entre o glam e o synthwave
Brasileiro radicado na Suécia relembra sua trajetória internacional, do Midnight Danger ao ingresso no Crashdïet
O 5 to Rock, quadro do canal do YouTube do jornalista Ricardo Batalha, recebeu o músico brasileiro radicado na Suécia, Chris Young. Durante a conversa, ele relembrou sua trajetória desde a mudança do Brasil para a Europa, passando pela criação do projeto de synthwave Midnight Danger até sua entrada no Crashdïet, uma das principais bandas da cena glam metal sueca. Young também falou sobre os desafios de integrar um grupo com mais de 20 anos de história, marcado por grandes conquistas e momentos turbulentos, além de explicar como a formação atual vem trabalhando para construir um novo capítulo para a banda, que atualmente promove o álbum "Art of Chaos" (2026).
O quadro ainda abordou a expansão do universo criativo do Midnight Danger, que hoje vai muito além da música, envolvendo histórias em quadrinhos, participações em eventos temáticos e trilhas presentes em produções ligadas à cultura pop e ao cinema de terror dos anos 1980. Chris também compartilhou sua visão sobre a força que estilos como o synthwave e o glam metal ainda exercem sobre o público.
Além disso, em um tom mais descontraído, o músico comentou sobre os curiosos e bem-humorados vlogs de "culinária" gravados durante as turnês, revelando como surgiu a ideia de mostrar os bastidores da estrada de forma leve e divertida, aproximando ainda mais os fãs do cotidiano da banda.
Hurricanes expande seus horizontes no novo e autêntico álbum "Freedom"
Hurricanes divulga "Freedom", terceiro álbum da banda brasileira e, acima de tudo, seu trabalho mais espontâneo.
Gravado ao vivo em apenas cinco dias, o disco nasceu de um processo de imersão total: não houve pré-produção, nem ensaios antes da entrada em estúdio. As faixas ganharam forma e identidade no próprio ato de gravar, capturando a energia, os riscos e a intensidade do momento.
Musicalmente, o projeto amplia os horizontes do grupo e flerta com influências que vão além do rock. O blues aparece em "Dogs", o folk conduz "Ashes", elementos da música oriental marcam "Rolling Where I’ve Never Been", enquanto "Freedom" mergulha no soul. Ao mesmo tempo, canções como "Out of Sight", "Light the Way" e "When My Night Comes Down" carregam a assinatura já conhecida da Hurricanes, conectando essa nova fase às raízes que moldaram a identidade do quarteto.
Juntas, essas faixas revelam um momento de maturidade criativa, em que a banda se permite explorar novos territórios sonoros sem perder a essência que a trouxe até aqui.
Phil Headway: O Delorean do Rock Brasileiro e suas viagens no tempo em busca de respostas
É 1965, Dylan pluga sua Fender Stratocaster elétrica e divide uma plateia. As vaias em Newport durante a música Maggie's Farm foram a aposta de Bob para aquela noite, e nisso foi do Folk ao Rock. Na mesma década os Beatles trocavam terninho por psicodelia. Os Stones ecoavam blues com sotaque britânico.
Então, cerca de 60 anos depois, em um quarto abafado em Florianópolis, mais conhecida como Ilha da Magia, Phil Headway aperta o REC com o mesmo espírito: sua alma viaja ao passado trazendo arranjos salpicados com a rebeldia de um músico dos anos 70, letras provocativas com temas que são de apelo universal, composições originais que correm no contrafluxo da indústria, e a esperança de quem acredita que o som orgânico ainda pode mudar o mundo.
Se Doc Brown tivesse uma Telecaster no lugar do capacitor de fluxo, o painel marcaria Florianópolis, 2026. Porque Headway faz exatamente o que Marty McFly fez com Johnny B. Goode: chega no passado, rouba o fogo, e volta pro presente com algo que ninguém sabe de onde veio, mas todo mundo reconhece como futuro.
Phil Headway é um músico brasileiro que nasceu para a música. Com mais de 150 composições em seu repertório ele se dedica de corpo e alma ao mundo da criação. Headway recentemente lançou seu terceiro álbum chamado "The Answers" nas plataformas digitais. O artista tem um lema, "ecoar os quatro cantos do mundo com inspirações que chegam para si até mesmo através dos sonhos". Obras essas que estendem-se para a literatura em formato de fantasia e comédia, levando o músico a se tornar autor bestseller na Amazon com duas de suas obras.
Phil tem a ambição de levar sua mensagem para o mundo, e a forma que pretende fazer isso é nunca parando de sonhar. Isto torna-se nítido nas letras de Headway, que nos levam a várias dimensões, pois migram do rock ao folk, do Americana ao blues. Suas composições são de sua autoria, captadas em seu estúdio caseiro em Florianópolis, Brasil. Leva também o título de multi-instrumentista já que precisou especializar-se para transpor suas inspirações e composições para as canções que vemos hoje.
Phil segue carreira solo desde o fim de sua banda FBB, em 2007. Mas solo não significa sozinho. No banco do carona estão Dylan, Tom Petty, Harrison. No retrovisor, o som da FBB. No rádio, o barulho que ele ainda vai fazer. Como no filme, a questão não é se ele consegue voltar pra 1985. A questão é se 2026 está pronta pra ele.
Porque Headway não toca pra nostalgia. Ele usa o passado como estrada. Aperta 88 milhas por hora com uma Stratocaster e desaparece num rastro de fogo, deixando só uma certeza: algumas respostas não estão no futuro. Estão nas "The Answers" que ele já gravou.
KL Jay, dos Racionais, divide noite com banda de nu metal Além do Front em SP
A banda Além do Front se apresenta neste domingo, dia 14 de junho, no NVS PUB, na Vila Formosa, Zona Leste de São Paulo. O show integra a programação que também terá KL Jay, fundador dos Racionais MC’s, o coletivo Paralelos Rap e o DJ Crispim.

Formada por músicos do ABC Paulista, Zona Leste e Zona Sul de São Paulo, a Além do Front representa uma nova geração do underground paulista. O grupo une hardcore, nu metal, rap e música urbana, com letras voltadas a resistência, autoconhecimento e superação.
A apresentação no NVS PUB marca uma fase importante para a banda. O grupo lançou recentemente o single e videoclipe "Primeiro Aplauda", faixa que encerra um ciclo de músicas autorais e abre caminho para o primeiro EP da carreira, previsto para o segundo semestre de 2026.
Com riffs pesados, bateria intensa, vocais agressivos e elementos melódicos, "Primeiro Aplauda" funciona como um manifesto da Além do Front. A música fala sobre seguir em frente diante das dificuldades e traduz a proposta da banda: transformar vivência, tensão e energia urbana em som pesado.
No show do dia 14, o público deve ouvir músicas já lançadas e faixas inéditas que farão parte do futuro EP. A apresentação também reforça o diálogo da banda com a cultura hip-hop, em uma noite que aproxima rap, hardcore, nu metal e cena independente.
O evento é uma realização da SCJ Produção e do Voz das Tribos, projeto criado em 2022 para valorizar a cultura underground. O Voz das Tribos começou com entrevistas e podcasts e expandiu sua atuação para YouTube, pocket shows, documentários, coberturas e registros de artistas independentes.
KL Jay + Além do Front + Paralelos Rap + DJ Crispim
Data: 14 de junho de 2026, domingo
Local: NVS PUB
Endereço: Rua Arapoca, 86 – Vila Formosa – São Paulo/SP
Vício: inquietação, colagem sonora e um indie que se constrói no risco
Bandas independentes costumam enfrentar um dilema no segundo disco: repetir a fórmula ou expandir a identidade a ponto de se tornar outra coisa. A Vício, de Americana (SP), escolhe claramente o segundo caminho. "Vício" (2023) não é um álbum de zona de conforto — é um trabalho que abraça a instabilidade como linguagem.
Se "Presente" (2017) carregava uma proposta mais orgânica e centrada na própria banda — inclusive na produção —, o segundo disco já nasce mais aberto. Aqui, o grupo divide o processo criativo com outros nomes, como Pedro Ramos e Sarah Meyz, o que se reflete diretamente na diversidade estética do álbum. O resultado é um som mais fragmentado, mais contemporâneo e menos previsível.
Um álbum sobre instabilidade — sonora e emocional
Se há algo que conecta as faixas, é a ideia de instabilidade. Nada em "Vício" parece totalmente resolvido — nem nas letras, nem na produção, nem nos arranjos.
Os temas giram em torno de relações frágeis, falhas de comunicação e um certo esgotamento emocional. Não há grandes metáforas: o discurso é direto, às vezes até seco.
E isso funciona porque dialoga com a estética sonora. O disco soa como se estivesse sempre em construção.
"Vício" não é um álbum fácil, nem pretende ser. É um trabalho que cresce na imperfeição, na mistura e na recusa de fórmulas.
Ao dividir a produção e expandir sua linguagem, a Vício dá um passo importante — mesmo que esse passo não seja completamente firme.
Mas talvez essa seja justamente a proposta: não estar firme, não estar resolvido.
E, no cenário independente, isso pode ser exatamente o que diferencia uma banda relevante de apenas mais uma.
"More Than We Can Say", terceiro capítulo da jornada emocional Alive Within the Silence
Combinando rock melódico atmosférico, melodias expressivas de guitarra, texturas acústicas e arranjos cinematográficos, a canção explora como o amor pode existir além das palavras, através do silêncio, das ações e da compreensão mútua. Inspirada em temas de conexão, escolha e profundidade emocional, ela une versos introspectivos com refrões inspiradores e uma atmosfera calorosa e emotiva.
Still Living lança "Ashes" em CD com distribuição internacional pela Rock Company (Nl)
O quarto álbum de estúdio da banda brasileira Still Living, intitulado "Ashes", já está disponível em formato CD por meio da Rock Company, sediada na Holanda. O lançamento físico ocorreu em 06 de maio de 2026 e será distribuído pelo selo para toda a Europa, Japão e demais mercados internacionais.
Até o momento, não há previsão ou acordo para lançamento do álbum no mercado brasileiro.
"Ashes" representa uma importante evolução na trajetória musical da Still Living, apresentando uma marcante mudança em sua sonoridade. O trabalho consolida uma nova fase da banda, que celebra 22 anos de carreira em 2026.
Com esta parceria e lançamento, a Still Living amplia sua presença no cenário internacional e reforça seu compromisso com a constante evolução artística e a expansão de seu público ao redor do mundo.
Talk in Vain lança nova versão de "I Drove All Night"
A banda sueca Talk in Vain lançou três singles desde o final de 2024. Agora, a banda apresenta seu quarto single: uma nova versão de "I Drove All Night", gravada anteriormente por Roy Orbison na década de 80. O objetivo foi manter a essência da versão original, mas, ao mesmo tempo, dar à música um arranjo mais pesado e agressivo.
Talk in Vain transita entre o hard rock pesado, tradicional e emocional. Desde o single de estreia "Her Case", a banda vem gradualmente desenvolvendo e definindo seu som.
Hoje, a banda tem ouvintes em várias partes do mundo. Os Estados Unidos são o maior mercado, seguidos pelo Brasil e pela Suécia
Com single "Simples Assim", O Boto reflete sobre a pausa em meio à rotina acelerada
FONTE: Farol Music Assessoria
A banda paulista O Boto lançou o single "Simples Assim", última prévia antes do álbum de estreia, "Diferente de Ninguém", previsto para o segundo semestre. A composição assinada por Lucas Benez e Felipe Troccoli, antecipa algumas das reflexões centrais presentes no disco, que contará com 11 faixas.
O novo single, produzido por Hugo Silva, aborda a relação com o tempo, a rotina acelerada e a busca por momentos de pausa em meio às exigências da vida cotidiana. "‘Simples Assim’ fala sobre algo que muita gente da nossa geração sente: a dificuldade de estar presente", diz o guitarrista Lucas Benez. "Vivemos sempre correndo para a próxima tarefa, compromisso ou meta, e a música é uma reflexão sobre a busca por momentos, lugares e pessoas que fazem o tempo desacelerar, nem que seja por alguns instantes", completa o músico.
Para o baixista Felipe Troccoli, a canção contrapõe a velocidade da vida urbana a uma tentativa de encontrar significado em experiências simples. "Mesmo sendo um som enérgico, que carrega a velocidade de São Paulo, existe uma busca por leveza e simplificação na forma de enxergar a vida. No fim, é sobre viver o agora, tentar prolongar o que é bom e aceitar que, às vezes, as coisas não se encaixam tão fácil assim, e talvez nunca sejam simples assim."
Além de marcar o encerramento do ciclo de singles do álbum de estreia, "Simples Assim" chega em um momento importante da banda, já que desde o lançamento do primeiro single, "Sushi no Violão", O Boto percebe mudanças significativas em sua trajetória. "Acho que uma das mudanças mais legais foi perceber que uma comunidade muito maneira começou a se formar em torno da banda. Pessoas especialíssimas começaram a botar fé, acompanhar de perto e fortalecer o nosso corre de um jeito que a gente nem imaginava", revela Lucas.
Além de Lucas Benez na guitarra e Felipe Troccoli no baixo, O Boto é formado por João Pedro Rydlewski nos vocais e Gabriel Brantes na bateria.
Duas bandas, a mesma essência Rock: Casa das Máquinas e Zenith anunciam a Turnê "Union"
As bandas Casa das Máquinas e Zenith anunciam à turnê Union, levando ao público o melhor de suas trajetórias. Duas forças distintas, mas que compartilham a mesma paixão pela música autêntica e visceral, decidiram unir caminhos. A lendária Casa das Máquinas e a Banda Zenith apresentam o projeto: Casa das Máquinas & Zenith Union. A turnê Union é uma celebração transgeracional do rock. No palco, músicos de ambas as formações se dividem e se multiplicam para dar vida a um repertório robusto, onde as barreiras do tempo desaparecem. Não se trata de duas apresentações isoladas, mas sim de uma fusão completa: uma banda interpretando as canções da outra, criando arranjos inéditos e uma sonoridade única e encorpada.

• Casa das Máquinas: um dos grandes nomes do rock brasileiro. Surgida nos anos 1970, a banda marcou época ao unir a força do hard rock com a criatividade do rock progressivo, conquistando um lugar de destaque na história da música nacional. Com mais de cinco décadas de estrada, a Casa é um dos pilares mais respeitados do rock progressivo e hard rock brasileiro.
• Banda Zenith: Zenith foi uma banda pioneira e uma das poucas no Brasil a aliar a sonoridade Hard Rock / A.O.R. com vocais em português e construiu sua trajetória com personalidade, energia e paixão pelo rock. Influenciada pelo hard rock clássico, a banda conquistou seu espaço no cenário nacional através de apresentações marcantes, repertório consistente e emplacou vários sucessos, como Doce Mãe, Asas, Dama da Escuridão entre outros; criando uma forte conexão com o público. Representando a força e a evolução do rock, destaca-se por sua identidade marcante, performance enérgica e composições que dialogam perfeitamente com a modernidade sem perder as raízes do bom e velho Rock n' Roll.
A turnê Union não é sobre olhar para o passado ou apenas focar no presente. É sobre o poder do rock quando pessoas se unem pelo mesmo propósito. Vamos misturar nossas histórias e entregar um show que as duas bandas sempre quiseram ver e tocar.
Interpol anuncia novo álbum "This Mirror Weighs a Ton" e compartilha 2 faixas novas
O Interpol anunciou seu novo álbum, This Mirror Weighs a Ton, o primeiro em quatro anos e também o primeiro lançado pelo selo Partisan Records. O disco chega em 28 de agosto e é antecipado pelas duis primeiras faixas divulgadas: a faixa-título e "See Out Loud".
Produzido por Andrew Wyatt (ROSALÍA, Charli XCX) e mixado por David Fridmann (Sleater-Kinney, MGMT), This Mirror Weighs a Ton amplia a paleta sonora do Interpol com a adição de cordas, instrumentos de sopro, harmonias vocais em camadas, violão e experimentações de design de som, sem abandonar a identidade rítmica e melódica característica da banda. O álbum foi gravado no estúdio de Wyatt, no Lower East Side de Manhattan, marcando a primeira vez em mais de uma década que o grupo grava um disco em sua cidade natal.
As faixas "This Mirror Weighs a Ton" e "See Out Loud" exploram a dualidade, mostrando o Interpol expandindo os limites de sua própria sonoridade sem perder a essência que o tornou uma referência. A faixa-título se desenvolve como uma revelação gradual, guiada por linhas de baixo distorcidas, movimentos ondulantes, texturas vocais fantasmagóricas e um design de som imersivo que transforma a linguagem familiar da banda em algo mais amplo e sutilmente estranho. Já "See Out Loud" aposta em ritmos tensos, guitarras cortantes e na atmosfera noturna tão associada ao Interpol, enriquecida por harmonias vocais sobrepostas, mudanças de perspectiva e uma rara participação vocal de Daniel Kessler — sua primeira desde "PDA", do álbum Turn On The Bright Lights.
O título do álbum surgiu a partir do processo de improvisação vocal de Paul Banks, no qual melodias e frases são desenvolvidas simultaneamente. Temas como reflexão, percepção e tensão emocional atravessam o disco, cuja capa traz uma obra da artista Addie Wagenknecht, atualmente parte da coleção permanente do Whitney Museum of American Art.
Nos últimos dois anos, o Interpol permaneceu em atividade praticamente ininterrupta, liderando festivais e apresentações em arenas pela Europa, América Latina e Ásia. Com números de streaming em alta histórica e um público cada vez maior ao redor do mundo, a banda viveu um momento marcante ao realizar seu maior show até hoje na Cidade do México, diante de mais de 200 mil pessoas.
No início deste ano, o grupo também se apresentou no Coachella Valley Music and Arts Festival, onde estreou ao vivo músicas do novo álbum, incluindo "See Out Loud" e "Wings on Fire". No próximo mês, o Interpol inicia uma turnê norte-americana de 23 datas. Os ingressos já estão à venda pelo site oficial da banda.
Isla volta à cena autoral brasileira, com o single Clã, na voz de Beto Ferreira.
Clã é a última entrega da Isla, banda de rock curitibana que tem se destacado com inúmeros lançamentos com uma lírica poética, misturados com um som pop rock, influenciado pela música brasileira e vertentes do rock internacional.
Clã é mais uma música da banda escrita pelo compositor chileno residente em Curitiba, Héctor Alejandro Lagos Silva. Esta aborda justamente a temática de como seria sair do Clã, sair do seu lar, da sua família, indo atrás do amor… E a aventura que isto representa, os desafios da solidão para lutar cada batalha nesta estrada, segundo as palavras do autor.
Beto Ferreira assume os vocais da banda e este é o seu primeiro lançamento com ISLA, com o qual esperam terminar o disco que conta com 11 músicas mais. Beto é um dos vocalistas mais carismáticos da cena curitibana no quesito covers, mas ele sempre manifestou interesse em fazer algo autoral, como já fez no passado. Sua voz é fortemente influenciada por Bruce Dickinson, com notas próprias e muito criativo no estúdio. Agora cantando em portugues.
Clã foi gravada no estúdio Bobina Digital em Rio Negro PR. Conta com a produção fonográfica do também baterista da banda, Fernando Chiminski, dando o som característico da agrupação. Também contaram com ajuda de João Pedro Ruthes nas guitarras elétricas, Fábio Kolb no baixo e Jeferson Machado nos teclados e quem justamente deu esse tom especial a música, adicionando um toque de gaita de fole de acordo com a temática e atmosfera que encaixou perfeitamente. No violão eletroacústico Héctor Lagos. A voz foi captada no Beco estúdio com Ivan Pellicciotti. A edição mixagem e produção assim como a bateria, Fernando Chiminski. No momento a banda se encontra terminando o videoclipe da música Clã, e em busca de novos integrantes para voltar aos palcos, e ao tempo, avançando com as gravações do seu álbum e os próximos singles.
Luis Mariutti anuncia o Workshow "+Velozes e +Furiosos" em São Paulo
Um dos nomes mais importantes da história do Heavy Metal brasileiro, o baixista Luis Mariutti anunciou seu novo Workshow, "+Velozes e +Furiosos". A apresentação acontece no dia 19 de julho, no La Iglesia, em São Paulo-SP, e dá continuidade ao projeto original apresentado em 2019.

Nesta nova edição, Luis Mariutti divide o palco com o baterista do Shamangra, Alessandro Kelvin, para revisitar algumas das músicas mais rápidas, técnicas e desafiadoras de sua trajetória. O repertório foi concebido especialmente para esta edição do evento e reúne faixas que raramente aparecem em seus shows convencionais, oferecendo ao público a oportunidade de conferir versões focadas na força rítmica e na complexidade instrumental de momentos marcantes de sua carreira. Trata-se de um setlist único, pensado para surpreender tanto os fãs de longa data quanto músicos interessados em explorar os bastidores técnicos dessas composições.
Os ingressos já estão disponíveis.
Conhecido por sua passagem por bandas fundamentais como Angra e Shaman, além de diversos outros projetos como Sinistra e sua própria carreira solo, Luis Mariutti preparou um repertório focado em momentos de alta velocidade e precisão, executados em formato reduzido de baixo e bateria. A ideia é levar o público para dentro da "cozinha" do metal, destacando a força rítmica e a dinâmica que sustentam clássicos que marcaram gerações de fãs do gênero.
Além das performances, o workshow contará com histórias de estrada, bastidores, troca de experiências e participações especiais, aproximando ainda mais o músico do público presente.
Pensando também nos instrumentistas, a produção disponibilizará uma modalidade especial de ingressos voltada para baixistas e bateristas. O pacote inclui um material impresso exclusivo desenvolvido especialmente para o evento.
A noite contará ainda com a apresentação da banda Pressure Gain, que fará um show especial em comemoração aos seus 10 anos de atividade. Oriunda de Santa Catarina, a banda vem conquistando espaço no cenário nacional com sua proposta autoral batizada de Haux Metal, conceito que une a força do Hard Rock e do Heavy Metal a uma mensagem de transformação, propósito e conexão emocional. Formada pelas irmãs Gi Assmann e Moni Assmann nos vocais, ao lado de Kistt, Daniel Russo e Ramus Lima, a Pressure Gain chega ao evento impulsionada pela repercussão de seu álbum de estreia, "Ancestral", lançado em 2024. Produzido por Tiago Della Vega, o trabalho apresenta uma sonoridade que transita entre o heavy metal, hard rock e elementos progressivos, consolidando a identidade da banda por meio de composições que abordam temas como perseverança, ancestralidade, força feminina e superação.
"Espelho" marca estreia da nova formação da Seu Luiz e Os Enfurnados
Se existe um momento decisivo na trajetória de uma banda, ele costuma acontecer quando os músicos param de perseguir a perfeição do estúdio e passam a confiar na química que acontece entre quatro paredes, amplificadores ligados e fita rodando. É exatamente esse espírito que move Seu Luiz e Os Enfurnados em sua nova versão de "Espelho", lançada em formato live session.
A gravação marca a estreia de uma nova formação, agora com Douglas Machado na bateria, e captura a banda em estado bruto: tocando junta, respirando junta e deixando que as imperfeições trabalhem a favor da música. O resultado se afasta da construção mais lapidada dos singles anteriores e do disco de estreia para apostar em algo cada vez mais raro nos tempos de produção digital: presença.
Registrada em parceria com o produtor Martin Perelmutr, no estúdio de Nelson Beck, dentro da Célula Showcase, em Florianópolis, a sessão reúne Douglas Machado (bateria e backing vocal), Rafael Meksenas (guitarra e backing vocal), Matheus Pasinatto (baixo e backing vocal) e Vitor Graf (voz e gaita).
A faixa ganha ainda uma camada extra com a participação de Jason Braun, dos Britniks, responsável pelos arranjos e pelas teclas que ampliam o alcance emocional da canção sem roubar sua essência direta e orgânica.
Mais do que revisitar uma composição do repertório, "Espelho" funciona como um cartão de visitas para a fase que vem pela frente. O grupo já prepara seu segundo álbum de estúdio, composto por nove faixas inéditas e autorais, previsto para chegar ainda em 2026.
Entre o folk, o rock e a tradição das bandas que preferem soar vivas a soar perfeitas, Seu Luiz e Os Enfurnados parecem ter encontrado um novo ponto de equilíbrio. E "Espelho" é o primeiro reflexo dessa mudança.
Inabitantes lança o EP bootleg "Resíduos Programados"
FONTE: Hell Yeah Music Company
A banda catarinense Inabitantes lançou o EP bootleg "Resíduos Programados", um trabalho absolutamente plural e orgânico que transita entre o rock alternativo, shoegaze, emo, MPB e o rock de garagem. O trabalho apresenta canções com atmosferas contemplativas, explosões ruidosas e melodias envolventes, transformando inquietações sobre consumo, pertencimento e futuro em uma experiência tão íntima quanto coletiva.
Em sua essência, "Resíduos Programados" é um trabalho sobre encontrar significado em meio à desordem. As músicas partem da ideia de que o caos é algo que deve ser abraçado e também uma fonte de aprendizado, transformação e descoberta. Essa filosofia se reflete inevitavelmente nas letras, nas composições e até mesmo na estética do EP. Em uma época marcada pela busca por perfeição técnica e pela crescente presença das inteligências artificiais na produção artística, a Inabitantes optou pelo caminho oposto, o de preservar as imperfeições. Vozes levemente desafinadas, instrumentos escapando do tempo exato e ruídos inesperados foram mantidos como parte da obra, reforçando a ideia de que a arte humana é feita justamente de erros, acidentes e subjetividades impossíveis de reproduzir por algoritmos.
Abel Capella lança "rock de garagem sincerão e imperfeito"; ouça o single "1996"
O músico Abel Capella lançou o single "1996", que marca o início da divulgação do álbum "Fora do Tempo", previsto para outubro. A faixa trata de temas como identidade, alienação e a busca por autenticidade em um mundo cada vez mais artificial.
Segundo Abel, a música mistura "crítica cultural, humor ácido e confusão mental". A proposta, diz ele, também se reflete na construção sonora da faixa, que incorpora imperfeições intencionais, dissonâncias, e arranjos que reforçam a sensação de estranhamento presente na narrativa. "É um rock de garagem sincerão e imperfeito, que vai além da nostalgia dos anos 90. A música simboliza uma época percebida como mais crua, espontânea e real", revela o músico.
A composição ocupa um papel central no processo criativo do artista. "Compor é algo muito especial pra mim. Tenho algo a dizer em cada letra que escrevo, e faço isso sempre como se fosse a última coisa que estou fazendo na vida, como uma última mensagem", explica. O objetivo, para o músico, é provocar reflexão. "Questionar faz parte do papel da arte."
Produzido por Rodrigo Nepomuceno, "1996" consolida o retorno de Abel Capella, após três anos de hiato, mergulhado na criação do novo trabalho, em Uberlândia (MG). "Para essa nova etapa da minha carreira eu me reconectei com minhas raízes mineiras, voltei aos lugares e pessoas que fazem parte do início dessa história" explica. A visita ao passado trouxe para o projeto, as gravações de bateria de Marcos Thalma, amigo já falecido do artista. "O álbum será dedicado a ele, que era um grande baterista. Que bom que o Markim deixou esse registro, e o seu legado está vivo nesse trabalho."
Com "1996", Abel Capella dá início à apresentação de um universo artístico que conecta memória, tempo, crítica social e busca por significado, elementos que servirão de base para a chegada do álbum "Fora do Tempo".



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