5 bandas clássicas do prog rock que não têm mais nenhum membro original
Por Gustavo Maiato
Postado em 12 de agosto de 2026
Encontrar bandas clássicas do prog rock ainda ativas e sem nenhum integrante original é mais difícil do que parece. Foi o que constatou a Loudwire ao montar uma lista com cinco grupos que se enquadram nesse critério - todos surgidos nos anos 1970 e ainda em atividade. O resultado surpreende em alguns casos, tanto pela história de formações instáveis quanto pelo fato de que, no prog rock, a escalação mais famosa de uma banda raramente é a original.
O Yes encabeça a lista. Formado em 1968, o grupo tinha na primeira formação o vocalista Jon Anderson, o guitarrista Peter Banks, o baixista Chris Squire, o baterista Bill Bruford e o tecladista Tony Kaye. Steve Howe, que muitos associam diretamente à banda, só entrou em 1970.

O último membro original foi Squire, morto em 2015. Anderson foi expulso em 2008 e substituído por Jon Davison em 2012. A formação atual conta com Howe, Davison, o tecladista Geoff Downes, o baixista Billy Sheerwood e o baterista Jay Schellen.
O Gong, surgido da cena de Canterbury em 1969, perdeu seu fundador Daevid Allen para um câncer em 2015. O próprio Allen havia recrutado o guitarrista Kavus Torabi - também conhecido pelo trabalho no Knifeworld e no Cardiacs - para assumir o comando.
O primeiro álbum sem Allen, lançado em 2016, recebeu o nome de "Rejoice! I'm Dead!" - título que a Loudwire define como um exemplo extremo de humor negro. O integrante mais antigo da formação atual é o baixista Dave Sturt, que entrou em 2009.
O Soft Machine, formado em 1966, tem a história mais antiga de todas. O último fundador remanescente, o tecladista Mike Ratledge, deixou a banda em 1976. O guitarrista John Etheridge, que entrou em 1975, é hoje o membro de mais longa data - com passagens intermitentes que incluem o fim original da banda em 1978, reuniões nos anos 1980 e o retorno definitivo em 2015. O grupo lançou três discos na última década, o mais recente sendo "Thirteen", de 2026.
O Renaissance, fundado em 1969, perdeu toda a formação original ainda em 1970. A vocalista Annie Haslam entrou em 1971 e se tornou o rosto mais duradouro da banda, mantendo o projeto vivo após a morte do guitarrista Michael Dunford, em 2012.

Já o Atomic Rooster, também de 1969, ficou parado por mais de três décadas após a morte do tecladista Vincent Crane, em 1989 - que havia fundado o grupo e o conduzido até a dissolução em 1983. A banda voltou em 2016 sob o comando do guitarrista Steve Bolton, que já havia passado pelo grupo entre 1971 e 1972, e lançou "Circle the Sun" em 2025. O Atomic Rooster passa o restante de 2026 em turnê pelo Reino Unido e pela Europa.
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