O pior momento do Rush, segundo Neil Peart; "não dava nem pra pagar a equipe"
Por Bruce William
Postado em 09 de janeiro de 2026
O Rush passou décadas sendo lembrado como uma banda que não tinha medo de arriscar. Só que, antes de virar "história bonita", teve uma fase em que a aposta cobrou caro - e Neil Peart tratava aquilo como o ponto mais baixo da trajetória do trio.
Ele falava de "Caress of Steel". Na época, a banda estava empolgada: era o segundo álbum deles já com a formação clássica, e eles estavam testando de tudo um pouco. Depois, quando o disco não encaixou com o público, veio a ressaca, relembra a Far Out: "Foi estranho... a gente amou tanto quando fez. Estávamos cheios de empolgação... e sabíamos que estávamos atirando pra todo lado, estilisticamente. Aí quando não foi bem, a gente ficou meio ferido por um tempo."

Com o tempo, Peart olhou pra trás e reconheceu o que hoje parece óbvio: o álbum era amplo, mas "espalhado". Em outra entrevista, ele foi mais duro ainda consigo mesmo: "Eu não acho que ele se sustente muito. Está todo espalhado, é experimental, e a única virtude real é a sinceridade - mas pelo menos isso é alguma coisa."
A parte curiosa é que ele não joga o disco no lixo. Pelo contrário: ele tratava "Caress of Steel" como uma peça que falhou no resultado, mas deixou uma lição. "A gente não teria feito '2112' se não tivesse feito isso. Eu consigo rastrear as raízes do nosso material a partir dessas experiências... às vezes o experimento não funciona, mas a lição é aprendida e vira uma base pro futuro."
Só que, no "mundo real", a pancada não foi filosófica: foi financeira e emocional. Ele conta que a turnê drenou a banda e que eles mesmos brincavam chamando aquela fase de "Down The Tubes Tour" - algo como "turnê indo pro ralo". E o buraco foi ficando sério. "No fim daquele ano, a gente não conseguia pagar os salários da nossa equipe - nem os nossos." Ele ainda reforça o clima: "As coisas estavam feias... no verão de 75... e no fim daquele ano estávamos em apuros, no sentido literal."
Quando você lê isso sabendo que o próximo passo foi "2112", a tentação é enxergar como "capítulo necessário". Mas, do jeito que Peart descreve, a sensação ali era bem menos organizada: eles estavam tentando entender se ainda existia banda, se ainda existia estrada - e se existia dinheiro para continuar na semana seguinte.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Dirk Verbeuren, do Megadeth, agradece Pete Sandoval por ter inspirado "legiões de bateristas"
Como Jason Newsted criou o riff de "Blackened" do Metallica e a reação de James e Lars
Novo disco de Tony Iommi mantém acesa a chama do Sabbath, segundo resenha da Classic Rock
Moyses Kolesne manda recado a quem reproduz discursos de Lemmy sobre política
Devido à demanda, U2 anuncia data extra no Brasil
"Nevermind" (Nirvana) ultrapassa "Back in Black" (AC/DC) e "Dark Side..." (Pink Floyd) em vendas
A música do Iron Maiden que influenciou o Big Four do thrash metal, segundo o Ultimate Guitar
O roqueiro brasileiro que se queimou com Jô Soares após falar mal de Ayrton Senna
The Hellacopters revê sua transformação em "Cream Of The Crap! Volume 3"
A última grande música de rock antes de o McDonald's perder as cores, segundo Rick Beato
A banda que Ozzy venerava, James Hetfield odiava e Bruce Dickinson ridicularizava
A humilhação que Ozzy Osbourne sofreu num show e Tony Iommi jamais esqueceu
"Stairway to Heaven" nem "Comfortably Numb"? O solo que Slash coloca acima de todos
Os cinco melhores discos do Megadeth, segundo Mateus Ribeiro
Metallica divulga versão ao vivo de "Welcome Home (Sanitarium)"

Os três melhores solos do Rush segundo Alex Lifeson, incluindo um que até ele acha difícil
Por que o Rush passou a ensaiar os próprios erros antes de voltar aos palcos
As 10 bandas de hard rock com a melhor trinca de álbuns dos anos 1980, segundo a Loudwire
A curiosa e sincera opinião de Neil Peart sobre Ringo Starr
A banda soft rock americana da qual Geddy Lee (Rush) é um grande fã
O guitarrista apontado como melhor do mundo que Alex Lifeson não curte: "Não me tocava"
O disco ao vivo que mostrou ao mundo o que o Rush realmente era capaz de fazer
A canção dos anos 60 que Geddy Lee diz ser "heavy metal antes de existir heavy metal"
O álbum do Rush que Derrick Green mais gosta (e o que mais odeia)
O show que deixou o Rush abismado; "a gente queria tocar que nem eles, mas eram difíceis"


