Geoff Tate revela que "Operation: Mindcrime III" sai em maio
Por João Renato Alves
Postado em 12 de março de 2026
Durante entrevista ao The Metal Voice, Geoff Tate ofereceu novos detalhes sobre "Operation: Mindcrime III", álbum que lançará em maio. Será a primeira vez que a saga é abordada na carreira solo do cantor, após os dois primeiros discos terem saído no período em que ele fazia parte do Queensryche. O single inicial, "Power", será disponibilizado nos próximos dias.

"Sempre tive interesse na história dos três personagens centrais da saga: Nikki, Dr. X e Sister Mary. Um triângulo fascinante... A história de Nikki foi bem documentada em 'Mindcrime I' e 'Mindcrime II', mas nada foi escrito sobre o Dr. X. Tipo, quem é ele? Qual é a sua intenção? Por que ele é do jeito que é? O que o levou a essa situação? E eu simplesmente achei o assunto interessante. Especialmente na idade que tenho agora, que provavelmente está bem perto da idade do Dr. X.
Estou encarando a vida de forma diferente, tenho objetivos diferentes, uma razão diferente para viver. Penso no que acontece com as pessoas à medida que envelhecem. Você teve conquistas no passado, coisas que fez e que realmente te marcaram. Você se interessou, seguiu seus sonhos, seguiu sua musa, e agora está em um lugar diferente, onde esses desejos e necessidades mudam. Então, Dr. X é, na verdade, um estudo de personagem, de onde ele está e como chegou aonde está."
Questionado se "Operation: Mindcrime III" é uma "prequela" dos dois primeiros álbuns ou uma continuação da história, Geoff explicou: "Eu diria que se passa no mesmo universo, mas com uma perspectiva diferente. É a perspectiva do X. Acontece simultaneamente aos eventos de 'Mindcrime I'."
Sobre se "Operation: Mindcrime III" é musicalmente tão pesado quanto o álbum original, Tate disse: "Ah, sim. O novo provavelmente está, eu acho, no mesmo nível. É mais pesado que 'Mindcrime I'. Não sei. Eu teria que ouvir 'Mindcrime II' de novo para ver onde se compara na escala de peso."
O cantor finalizou falando sobre as expectativas em relação à reação do público: "Só espero que todos deem uma ouvida, confiram. Especialmente com fones de ouvido. É um álbum maravilhoso para ouvir com fones. Passamos muito tempo ajustando todos os detalhes. Soa ótimo com a mixagem e a engenharia de som. John (Moyer, baixista do Disturbed, que produziu o álbum) fez um trabalho incrível juntando tudo. O som da seção rítmica é fenomenal, realmente muito encorpado, impactante, grandioso…
Acho que está anos-luz à frente de 'Mindcrime I' - com certeza. Especialmente os graves - o baixo e a bateria, a seção rítmica. É tão moderno, tão enorme. Se você ouvir o álbum 'Mindcrime I' novamente, soa como… Acho que foi uma das três primeiras gravações digitais feitas, então tem uma certa aspereza que você simplesmente não ouve mais, porque a tecnologia melhorou muito desde então. Os conversores analógico-digitais são muito mais sofisticados agora. Sim, parece estar muito longe disso. Estou muito feliz com o resultado."
Terceiro álbum do Queensryche, "Operation: Mindcrime" saiu em 3 de maio de 1988. Narrava uma trama que envolvia críticas sociais e políticas, com alusões a guerras, corrupção, assassinato e consumo de drogas (lícitas e ilícitas), retratadas em personagens envolvidos com ciência, tráfico, prostituição e religião.
A ideia foi construída pelo vocalista Geoff Tate após ter conhecido integrantes de um grupo separatista que buscava a independência da província canadense de Quebec. A cantora Pamela Moore interpretou a personagem Sister Mary, enquanto o ator Anthony Valentine reproduziu a voz de Dr. X.
"Operation: Mindcrime" ganhou disco de platina nos Estados Unidos, sendo considerado um dos principais trabalhos conceituais da história do heavy metal. Curiosamente, a primeira turnê executando o disco na íntegra aconteceu apenas durante a promoção do trabalho seguinte, "Empire" (1990), quando a banda adquiriu status de headliner e pôde fazer shows maiores.
Disponibilizado em 4 de abril de 2006, "Operation: Mindcrime II" é o nono trabalho de estúdio do Queensryche. Continuava a história da primeira parte, avançando 18 anos no tempo. O disco foi, basicamente, um esforço solo de Geoff Tate, que chegou até mesmo a usar músicos de fora da banda. Ronnie James Dio participou, interpretando o vilão Dr. X. A vocalista Pamela Moore retornou no papel de Sister Mary.
Assim como no original, as letras trazem fortes críticas aos sistemas político e social norte-americano, tendo como base o reflexo do encarceramento e dos traumas na vida do protagonista Nikki. Chegou ao 14º lugar no The Billboard 200, melhor desempenho do grupo em mais de uma década. A turnê de divulgação contou com a execução na íntegra das duas partes da obra.
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