A sincera opinião de Pitty sobre Guns N' Roses, System of a Down e Evanescence
Por Gustavo Maiato
Postado em 06 de janeiro de 2026
Durante uma entrevista resgatada pelo canal JVHat Music, gravada no contexto do Rock in Rio de 2011, Pitty falou de forma aberta e sem rodeios sobre três bandas que marcaram gerações e que ela tocaria junto no evento - Guns N' Roses, System of a Down e Evanescence - revelando como cada uma delas ocupou (ou não) um espaço importante em sua trajetória como ouvinte e artista.
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Ao comentar sobre o Guns N' Roses, Pitty fez questão de contextualizar sua relação com a banda no tempo. "Eu era muito fã do Guns N' Roses quando adolescente. Bem na época do auge deles, na época do 'Appetite for Destruction' era tipo: 'Uau!'", afirmou. Segundo ela, o impacto do disco foi profundo, a ponto de marcar sua formação musical. "Guns foi muito forte na minha vida", completou, deixando claro o peso emocional daquele período.
Com a chegada do Use Your Illusion, no entanto, o encanto já não era o mesmo. "Achei legal, mas já não era tão fã. Não rolou", disse, apontando um distanciamento natural que veio junto com as mudanças na banda. Ainda assim, Pitty demonstrou respeito pelo legado do grupo e curiosidade pelo reencontro com aquele repertório clássico. "Acho bacana, vai ser legal ver o show deles como um revival das músicas incríveis que eu achava. Vai ser bacana tocar com eles", comentou, tratando o retorno como uma celebração do passado.
Sobre o System of a Down, o tom foi bem diferente - e muito mais entusiasmado. "Acho incrível, foda. Sou fã", disparou, sem hesitação. Pitty revelou que a reunião da banda a surpreendeu positivamente, já que acreditava que nunca teria a chance de vê-los ao vivo. "Eu achava que nunca veria um show deles, eles tinham acabado, mas voltaram", disse, destacando a empolgação com o retorno do grupo armênio-americano aos palcos.
Quando o assunto virou Evanescence, a resposta foi honesta e equilibrada, longe de qualquer ataque gratuito. "Nunca fui muito fã da banda", admitiu. Ainda assim, Pitty fez questão de reconhecer qualidades específicas, sobretudo na figura de Amy Lee. "Achava interessante a voz da Amy Lee e o jeito que ela se relacionava com as melodias e com o piano", explicou, acrescentando que também via valor nas composições, embora isso nunca tenha sido suficiente para torná-la uma grande admiradora do grupo.
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