Iron Maiden: As peculiaridades de The Book of Souls
Resenha - Book of Souls - Iron Maiden
Por Gustavo Moura
Postado em 17 de outubro de 2015
Após o lançamento do aguardado "The Book of Souls", da lendária banda inglesa Iron Maiden, foram necessárias várias audições para se assimilar o conteúdo rico e, por que não dizer, complexo da obra. Pode-se comparar a situação da banda com a época em que renasceu das cinzas após dois trabalhos controversos com o vocalista Blaze Bayley. A banda se encontrava em fase decadente com shows em clubes e desempenhos ao vivo muito questionáveis, considerando a limitação notória do vocalista da fase X-Factor e Virtual XI. Com a volta de Bruce Dickinson e Adrian Smith, o Iron Maiden renasceu, presenteando os fãs com um trabalho denso em Brave New World.
Com a formação do sexteto consolidada, pôde-se observar muitos ganhos sonoros com a potência vocal de Bruce Dickinson e solos de guitarra impecáveis de Adrian Smith. Porém, a fórmula começou a se desgastar novamente com o lançamento de obras marcadas por músicas longas, repetitivas. Dance of Death e A Matter of life and Death apresentaram boas faixas, mas que pecaram por refrãos pouco inspirados. Em The Final Frontier, apesar de muito aclamado e bem-sucedido em vários países, representou, sem dúvida, o trabalho mais fraco da banda desde a volta dos membros já mencionados anteriormente. Mais uma vez a banda precisaria se reinventar para se destacar novamente como uma das mais importantes bandas de rock da história.
The Book of Souls representa simplesmente o melhor trabalho da banda desde 2000. Por que o atual álbum supera o Brave New World? Simplesmente pelo fato de o sexteto ter voltado às raízes. Observem a sonoridade das músicas. Os elementos que foram essenciais ao grupo voltaram: cavalgadas, refrãos marcantes e melódicos, letras fortes, duetos fantásticos em músicas como The Red and the Black. O fã da banda deve ter observado que Adrian Smith foi o guitarrista mais explorado no trabalho. Em vários momentos do álbum podemos voltar ao tempo com trechos que lembram clássicos como "The Rime of the Ancient Mariner", "Wasted Years", entre outros. Sem dúvida o bom e velho Iron Maiden se reinventando e se superando novamente. Há muito tempo que os fãs pedem os clássicos nos shows mais recentes. No entanto, a sensação que paira no ar é de que desta vez os fãs estão ansiosos para presenciar as faixas The book os Souls nos vindouros shows de março no Brasil. Será tão bom ouvir "If eternity should fail" quanto qualquer outro clássico do Maiden. Para aqueles que acreditavam que a banda se encaminhava para um fim melancólico, The Book os Souls prova que ainda há muita lenha para ser queimada pelo sexteto. Grande trabalho! Os fãs agradecem!
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