O guitarrista que custou mil dólares por dia a David Gilmour; "eu queria bater nele"
Por Bruce William
Postado em 07 de janeiro de 2026
Em setembro de 1990, David Gilmour falou à Q Magazine sobre o lado menos "romântico" das participações especiais: quanto se paga, quem cobra, e como isso funciona quando um músico aparece no disco do outro. No meio da conversa, ele lembra uma situação concreta envolvendo Stevie Winwood no álbum "About Face", e a história sai do terreno da teoria para virar uma confissão bem direta.
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Quando foi perguntado a Gilmour como funciona a "taxa entre milionários" para gravar em disco alheio, ele respondeu do jeito mais elegante possível: em vez de cachê, pede que mandem um cheque "para a instituição de caridade que você escolher" - às vezes ele mesmo sugere Anistia Internacional ou Greenpeace. Aí veio a pergunta que vira o jogo: "E quando é o contrário?" No segundo disco solo dele, "About Face", houve participação de um convidado. E, dessa vez, não teve caridade nem diplomacia: teve diária.
Gilmour disse que pagou "um bom dinheiro, cerca de US$ 1.000 por dia" e que o convidado ainda queria que ele usasse o estúdio dele e pagasse o tempo de estúdio. Gilmour soltou um comentário seco: "Parecia talvez um pouco alto."
O convidado era Stevie Winwood. E aí dá pra entender por que ele topou: Gilmour disse que não tinha favor nenhum a receber, nem conhecia Winwood tão bem, mas sempre gostou dele. Lembrou até que ia ver o Spencer Davis Group quando tinha 18 anos e Winwood era um adolescente. A melhor parte é a sinceridade meio infantil (e bem humana) do Gilmour ao falar do talento do cara: ele disse que Winwood tocava "uma guitarra muito boa" e também "um piano muito bom", e completou: "Eu queria bater naquele moleque do caralho, ele era bom demais!"
No fundo, a história não é sobre "tabela de preço" e sim sobre prioridade. Quando é ele entrando no disco dos outros, ele joga o peso do dinheiro para a consciência do contratante e para uma doação. Quando é ele chamando alguém que admira, ele paga a diária, encara o estúdio e ainda deixa escapar a inveja em forma de piada.
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