Iron Maiden: Novo álbum exige várias audições para ser absorvido
Resenha - Book Of Souls - Iron Maiden
Por Music Talk
Postado em 15 de outubro de 2015
Nota: 8 ![]()
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The Book of Souls é um álbum inspirado que precisa de várias audições para se conseguir absorver a enxurrada de ideias. Mostrando que os membros continuam inspirados e com muita história ainda pra contar. E fico feliz por isso!
Após descobrir que o cd seria duplo e com apenas 11 musicas, era de se esperar que as canções manteriam os mesmos elementos dos álbuns recentes. Mas em vários trechos do cd você vai encontrar passagens que vão te fazer viajar no tempo e relembrar a era de ouro. E isso pode consolar os fãs que tanto esperam um retorno ao passado.
Cá entre nós, é muita ingenuidade imaginar que após 35 anos de estrada os membros da banda ainda manteriam as mesmas ideias, inspirações, posicionamentos e gostos.
Eu ainda não tenho de vida o que a banda tem de carreira e já gostei e deixei de gostar de muita coisa. E sei que até chegar na idade deles muita coisa vai mudar.
Aprendam com a experiência!
O grande destaque vai para Empire of The Clouds, a obra prima de Bruce Dickinson.
E para o grande trabalho do trio de guitarras que criou riffs empolgantes e solos excelentes.
If Eternity Should Fail
O cd começa enigmático com Bruce Dickinson proclamando frases que nos deixam imersos em um ritual. Então a banda entra com toda energia em uma bela cavalgada e duetos de guitarras. A sequencia do canto é empolgante e culmina num lindo pré refrão onde Bruce Mostra que ainda tem muita lenha pra queimar. Ótimo refrão! Então Nicko McBrain e Steve Harris mudam bruscamente o andamento iniciando a agitada parte instrumental. Como de costume, os duetos de guitarra estão impecáveis! E pasmem, uma novidade, não existem os esperados solos individuais!! Só aparecem de fundo acompanhando o refrão final. No fim dedilhados e uma voz macabra entoando frases dignas de um filme de terror. Esse final me lembra muito trechos do cd solo do Bruce (Chemical Wedding). Não é a toa que inicialmente essa música faria parte da carreira solo dele.
Speed of Light
Cowbel e o clássico berro!! Assim se inicia o enérgico single do cd. Mais um ótimo pré refrão com o riff de guitarra roubando a cena!! Mais um bom refrão.
Agora sim! Começam os solos individuais da mágica dupla Dave Murray e Adrian Smith, aliás esse último é como o vinho!
Não deixem de conferir o clipe da música. O clipe traz o mascote Eddie de volta aos games em uma homenagem a games de várias épocas como Donkey Kong, Mortal Kombat e Call of Duty.
The Great Unknown
Pronto! Chegam os dedilhados das introduções tão temidas!
E a música segue num ritmo cadenciado sem carisma, o refrão chega pra agitar um pouco as coisas.
Primeiro solo de Janick Gers com seus característicos berros e peripécias na guitarra. Mas logo vem Adrian Smith, e o que é isso? Que inspiração é essa? Assim você apaga todo brilho dos seus companheiros! Que solo magnífico!!
Volta o tema inicial e do nada a música acaba...Eu heim!
Bem, os bons trabalhos de guitarra salvam a música.
The Red and the Black
Oh não! Mais uma introdução pra broxar os fãs? (à la The X factor)
Hááá... Ledo engano meus amigos!! Aqui vem uma das melhores do álbum!!
Entra a banda num enérgico riff seguido de uma pulsante cavalgada militar e uma condução impecável que só poderia vir de Nicko McBrain.
Então vem o grande trunfo, a hora que os fãs tanto amam, um brado de OH! OH! OH! OHs! surge e que instantaneamente contagia e me leva a imaginar os estádios lotados berrando em uníssono junto à banda.
Seguimos pra parte melosa da música que quase chega estragar o clima, mas logo somos brindados com um impecável trabalho do trio de guitarras e uma chuva de melodias inspiradíssimas que fecham com chave de ouro. Essa não pode ficar fora dos shows.
When the River Runs Deep
Muita informação na introdução (Moonchild?). A altura do vocal do Bruce impressiona.
A mais agitada do álbum segue com um riff pesado e a condução de Nicko Mcbrain botando pra quebrar!
O refrão sofre uma queda na correria mas casa bem com a canção. Bruce mais uma vez mostra seu potencial chamando a parte instrumental que começa com um dueto de guitarras bastante empolgante. Mais uma vez o trio sola!!
The Book of Souls
O começo deixa claro que os créditos da música são de Janick Gers e seu violão.
A banda entra num bom riff pra embalar a temática do livro das almas
Apesar da letra ser muito legal a melodia que embala o canto é muito densa e gera desconforto nos ouvidos.
Mais uma vez o instrumental chega pra salvar a pátria num riff pesado e digno (Rime of Ancient Mariner?)
A música segue num bom ritmo até seu fim
Death or Glory
O segundo cd começa com tudo em mais uma música militar.
Aqui temos o pré refrão mais bonito do álbum. Uma queda de melodia simples, mas com um baita impacto!
Um brado de guerra embala o refrão...
O instrumental se inicia com um ótimo riff. Sim, eu amos esses três caras, mas Adrian Smith não deixa pedra sobre pedra!! Com direito a slide, sensacional!
E assim a música segue agitada até seu final
Shadows of the Valley
Duvido que a primeira coisa que veio na sua mente não tenha sido Wasted Years!
O agito continua, mas o refrão denso sem inspiração e cheio de teclados estraga a música
Os duetos e bons solos de guitarras são super empolgantes e vem pra melhorar as coisas... mas o refrão teima em voltar, junto com a vontade de apertar o botão avançar
Tears of a Clown
Gerou-se uma polêmica sobre a letra da canção: se ela fala ou não sobre Robin Williams, devido aos créditos Steve Harris mencionar Mark Abery (Inspiration for Tears Of A Clow). Em entrevista para um jornal Italiano Bruce disse "Minha canção favorita é uma que eu não escrevi. É ‘Tears Of A Clown’, que fala sobre Robin Willians"
Apesar da letra triste a música segue um bom ritmo, outro bom pré refrão. Refrão não tão bom assim.
Se tornou repetitivo eu sei, mas o que eu posso fazer? Todos os trabalhos instrumentais desse álbum são ótimos! E o Adrian Smith mais uma vez arrebenta tudo! Chora guitarra!!
The Man of Sorrows
O inicio faz jus ao titulo, mas não corte os pulsos ainda! Dias melhores virão...
O ritmo se agita mas logo um teclado sinistro surge e as coisas ficam negras novamente
Antes que as esperanças se acabem uma das mais belas melodias do álbum se inicia e a música toma o rumo da salvação com um final maravilhoso!!
Empire of the Clouds
Ele é cantor, historiador, esgrimista, piloto de avião e ainda teve tempo de sentar na frente de um piano para compor uma obra prima de 18 minutos! Contando de forma poética o desastre envolvendo o, até então, maior dirigível da história, o R101. Resultando em 48 mortes.
Dica: Escute a música lendo a letra para mergulhar nos acontecimentos.
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A canção começa com um lindo dedilhado de piano e segue numa bela melodia acompanhada pela banda e orquestra. Sim, orquestra!
A primeira parte narra com maestria os preparativos e preocupações em torno da viagem que se iniciava. Destaque para dramática interpretação de Bruce Dickinson.
Então se inicia a viagem e sentimos nas mudanças de melodias a crescente mistura de empolgação e terror que assolava a tripulação.
Chega a tempestade e o clima da música fica intenso. Impressiona a criatividade da banda, que quando se junta à orquestra transforma o tema num filme emocionante.
(12:56) Uma mudança brusca no ritmo e estamos diante do ápice!! Um riff anunciando o inicio do desastre. Dramático! Pesado! Intenso! Quebrado! ! Com a orquestra dando o toque final! Genial!!!
O piano dissonante seguido das notas intensas da banda anunciam cinematograficamente o trágico fim!!
A melodia de piano volta para narrar os últimos instantes da tragédia.
E assim se encerra a obra prima!
Épica!!!
Disco 1
1.If Eternity Should Fail | Dickinson | 08:28
2.Speed of Light | Smith/ Dickinson | 05:01
3.The Great Unknown | Smith/ Harris | 06:37
4.The Red and the Black | Harris | 13:33
5.When the River Runs Deep | Smith/ Harris | 05:52
6.The Book of Souls | Gers/ Harris | 10:27
Disco 2
1.Death or Glory | Smith/ Dickinson | 05:13
2.Shadows of the Valley | Gers/ Harris | 07:32
3.Tears of a Clown | Smith/ Harris | 04:59
4.The Man of Sorrows | Murray/ Harris | 06:28
5.Empire of the Clouds | Dickinson | 18:01
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