"A gente se virou bem sem ele": Jordan Rudess comenta Mike Portnoy no Dream Theater
Por Gustavo Maiato
Postado em 07 de janeiro de 2026
Ao longo de mais de três décadas, o Dream Theater construiu uma trajetória marcada por mudanças profundas, rupturas internas e reencontros históricos. Poucos episódios, porém, foram tão debatidos quanto a saída de Mike Portnoy em 2010 e seu retorno triunfal em 2023. Entre números, prêmios e discos lançados nesse intervalo, a banda seguiu em frente - mas nunca deixou de conviver com a sombra do baterista fundador.
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Em entrevista recente ao canal Heavy Interviews, o tecladista Jordan Rudess abordou o tema com franqueza. Segundo ele, a banda funcionou perfeitamente bem durante os 13 anos sem Portnoy. "Quando o Portnoy saiu e ficamos 13 anos sem ele, a gente se virou bem. Ganhamos um Grammy. Fizemos shows incríveis pelo mundo inteiro. Estava tudo certo", afirmou o músico, deixando claro que o Dream Theater não ficou paralisado pela ausência do antigo colega.
Ainda assim, Rudess reconheceu que o retorno de Mike Portnoy, oficializado em outubro de 2023, trouxe de volta algo difícil de substituir. "O Portnoy estava lá no começo e foi fundamental para criar o som do Dream Theater. Não dá para negar isso", disse. Para o tecladista, o reencontro soou natural: "É como dizer: 'bem-vindo de volta para casa, vamos continuar o que você começou'".
O ponto central, segundo Rudess, não está apenas na bateria. "Ele não é só um grande baterista. Ele traz várias outras habilidades para a banda, e isso é realmente único", explicou. Entre essas qualidades, o músico destacou a forma como Portnoy pensa os discos e os shows. "Ele pensa como um diretor de cinema quando monta um álbum: posiciona temas, cria uma narrativa, organiza setlists. É algo em que ele é excepcional".
A presença de Portnoy também faz diferença no palco. "Ele tem um tipo de carisma muito acolhedor. Os fãs se conectam com isso, e isso impacta diretamente a experiência ao vivo da banda", comentou Rudess, reforçando que a volta do baterista representa mais do que nostalgia. O resultado dessa nova fase já pôde ser ouvido em Parasomnia, décimo sexto álbum de estúdio do grupo, lançado em fevereiro via Inside Out Music.
O retorno de Portnoy também significou a saída de Mike Mangini, que ocupou o posto por mais de uma década e participou do álbum The Alien, vencedor do Grammy. Em entrevista anterior ao Ultimate Guitar, o guitarrista John Petrucci descreveu a saída de Portnoy, lá atrás, como "perturbadora". "Foi muito difícil para todos nós. É alguém com quem crescemos juntos e construímos a banda", afirmou, destacando que a ausência forçou o grupo a redescobrir suas próprias forças.
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