O guitarrista que Clapton chamou de "um dos mais importantes da história do rock"
Por Bruce William
Postado em 07 de janeiro de 2026
Eric Clapton já foi descrito como "deus da guitarra" mais vezes do que qualquer mortal deveria aguentar. Só que, quando ele fala dos próprios referenciais, o assunto costuma ir para outro lugar: menos "show de técnica" e mais aquela forma de tocar que parece simples, mas muda o jeito de uma música funcionar.
Na autobiografia lançada em 2007, Clapton fez isso ao comentar a importância de J.J. Cale para ele. Não era um mero elogio por obrigação, mas sim a a descrição de alguém que enxergou no outro um tipo de disciplina musical que ele mesmo estava buscando: tocar menos, escolher melhor e deixar espaço para a canção respirar.

E outra fala vem junto com uma irritação bem clara com certos caminhos que o rock estava tomando na época. Clapton disse em entrevista à AP: "Ele é um dos artistas mais importantes da história do rock, representando discretamente o maior patrimônio que o país dele já teve. Eu não queria ter nada a ver com essa m**** de heavy metal que estava rolando. Eu não aguento o barulho. Eu queria ver a técnica, queria voltar ao básico, e ele era um 'fundamentalista' do básico, com certeza. Então ele foi o meu farol."
O que ele está apontando ali é o tipo de influência que não depende de velocidade, distorção ou de quem toca mais alto. Cale sempre teve fama de trabalhar com poucos elementos, sem "encher" o arranjo e isso, para um guitarrista que viveu fases de banda grande, turnê grande e expectativas gigantes, pode funcionar como um ajuste de rota.
Nesse mesmo raciocínio, fica mais fácil entender por que Cale aparece como um farol para Clapton: não é apenas um compositor que ele admira, mas um jeito de tocar que resolve a música sem transformar cada faixa em competição de guitarra. A ideia é quase "economia de linguagem": fazer o essencial, e fazer o essencial bem colocado.
E essa relação não ficou só no discurso. Clapton gravou "After Midnight" em 1970 e "Cocaine" em 1977 (duas composições do Cale que ele ajudou a levar para um público enorme), e os dois ainda assinaram juntos um álbum de estúdio, "The Road to Escondido", lançado em 7 de novembro de 2006 - o tipo de parceria que mostra que o "farol", nesse caso, não era figura de linguagem, e sim um guia musical que ele seguiu por décadas.
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