O gênero musical que faz sucesso com as massas mas é "satânico", segundo Billy Corgan
Por Bruce William
Postado em 05 de janeiro de 2026
Billy Corgan sempre gostou de cutucar temas espinhosos, e dessa vez ele escolheu um alvo enorme - e bem mais amplo do que uma banda, um disco ou uma cena específica. Falando no podcast dele, The Magnificent Others, o vocalista do Smashing Pumpkins colocou "popstars" no centro de uma crítica que mistura marketing, fama e o jeito como o público compra personagens.
Smashing Pumpkins - Mais Novidades
Na fala que puxou a repercussão, Corgan diz, conforme transcrição da Far Out: "Em muitos casos, a representação mais satânica na música nos últimos 20 anos foram as estrelas do pop", disse ele. A explicação veio logo em seguida: "Porque elas estão conscientemente criando uma imagem falsa, e elas são servis a uma imagem falsa a ponto de esticar seus rostos e suas vozes, e iludir o público, fazendo acreditar que elas são alguém que não são."
O ponto dele não é "o pop" como gênero musical em si, e sim o que ele enxerga como um pacto entre produto e plateia. Na leitura do Corgan, a construção dessa imagem vira um fim em si mesma, e o público entra num jogo em que a "verdade" importa menos do que sustentar o personagem que foi vendido.
Ele também descreveu o que, pra ele, acontece quando a fantasia começa a rachar. "O público vai chegar a um ponto de dissonância cognitiva em que ele sabe que a pessoa em quem ele quer acreditar de um jeito idolátrico não é aquela pessoa", afirmou. E completou: "E eles forçam as pessoas a dobrar a aposta na idolatria, porque é a única coisa que elas podem fazer."
Na mesma linha, Corgan tentou diferenciar essa relação do que ele vê em parte do "alternativo". "Ou, como você sabe, como fã de música alternativa, a música alternativa é exatamente o oposto, com seus defeitos e tal", disse ele, colocando o "humano" como antídoto pra esse tipo de encenação total.
Dá pra discordar do rótulo que ele escolheu - e muita gente vai - mas o alvo real dele aparece com clareza nas frases: a indústria da imagem, a pressão por "perfeição" e o modo como uma parte do público participa disso como se estivesse defendendo uma crença. E, quando ele usa a palavra "satânico", o que ele está chamando pra roda é justamente essa ideia de idolatria como negócio.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A saga de Christopher Lee no Heavy Metal
Prestes a completar 80 anos, baterista Chris Slade (AC/DC, The Firm) anuncia aposentadoria
A música dos Beatles que Paul McCartney considerava tão esquecível que mal lembrava dela
Falece Barry Mitchell, ex-baixista do Queen
A canção amaldiçoada do The Who que Roger Daltrey nunca mais vai cantar
Marcelo Adnet realmente ajudou a acabar com o rock no Brasil?
A canção do Led Zeppelin que Robert Plant acha difícil cantar até hoje
Paul McCartney elege os 3 maiores bateristas do rock de todos os tempos
Os melhores discos de rock e metal lançados em 1982, segundo a Louder
A opinião de Regis Tadeu sobre o show do Manowar em que fãs queimaram camisas
A canção de Neil Young que deixa Roger Waters praticamente sem palavras
O guitarrista que Brian May achava ser louco e perigoso; "muito à frente de todos nós"
O lendário baterista com quem Keith Richards odiou tocar: "Não tocava p*rra nenhuma!"
Roger Waters explica por que o Pink Floyd descartou participação de Paul McCartney no "Dark Side"
Mick Jagger elege seus álbuns e músicas favoritos dos Rolling Stones


Ramones, Smashing Pumpkins e Linkin Park ganham estrelas na Calçada da Fama de Hollywood
A música do Smashing Pumpkins em que Billy Corgan expõe mágoa dos pais
As 15 melhores músicas de rock alternativo de 1996, segundo a Loudwire
Billy Corgan recorda primeira vez que ouviu "Smells Like Teen Spirit", do Nirvana
O astro dos anos 1990 que foi expulso do estúdio por Linda Perry (4 Non Blondes)


