O guitarrista que Jack Black chama de "gênio"; "Ele inventou mais riffs do que qualquer um"
Por Bruce William
Postado em 07 de janeiro de 2026
Jack Black sempre falou de rock como fã, não como alguém que precisa provar currículo como músico. Mesmo quando entra no modo comédia com o Tenacious D, ele costuma deixar claro que as referências dele vêm de um lugar bem básico: guitarra, riff e música que funciona ao vivo sem depender de truque.
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No meio desse papo, ele admite que tem preferências, e que algumas bandas ficam num patamar que, para ele, está "acima" do resto. Beatles entram na coleção dele, mas o entusiasmo muda de fato quando a conversa vai para algo mais pesado, daquele tipo que conversa com a cara e a coragem de músicas como "Tribute" (que brinca com essa ideia de "grande canção de rock") e com referências que passam por Metallica e Led Zeppelin.
Só que, quando ele chega no assunto "riff puro", ele puxa para um caminho bem específico: AC/DC. A lógica é simples: dá pra gostar de faixas longas, climas e arranjos mais elaborados, mas tem dia que o que segura tudo é o feijão com arroz bem feito: o riff que entra e a música já está em pé. E, nessa categoria, ele não trata a banda como "mais uma" no mapa.
É aí que aparece o nome que ele coloca como referência máxima. Black fala do impacto de ouvir "Thunderstruck" e usa isso como exemplo de como um grupo poderia, em tese, ter encerrado a história com dignidade, mas escolheu continuar entregando repertório de arena, com aquela fórmula que não pede desculpa por ser direta.
A frase dele, publicada na Far Out, é bem clara e vem no tom de quem está sorrindo enquanto fala sério: "Isso veio bem depois. Você poderia ter dito: 'Ok, pessoal, turnê de despedida?' Não, calma lá. Angus Young é um gênio. Ele inventou mais riffs do que qualquer um, proporcionalmente."
Para Black, o ponto não é se alguém acha o que Angus toca "simples" ou não. O que interessa é como esses riffs carregam a música inteira, do jeito que a banda sempre fez - mudando cantor, mudando fase, mas mantendo esse motor ligado. E aí entra uma coisa que ele valoriza: quando um riff tem balanço e serve a canção, ele não precisa parecer complicado para ficar na cabeça.
O elogio do Jack Black não é uma coisa apenas de "técnica pela técnica" nem sobre virtuosismo de vitrine. É sobre produtividade e assinatura: um guitarrista que, com poucos elementos, conseguiu criar uma quantidade absurda de riffs reconhecíveis, daqueles que você ouve dois segundos e já sabe exatamente quem é. E, nesse tipo de conversa, ele escolheu o "colegial" do AC/DC sem hesitar.
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