Garagens dos Anos 60

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Por Bento Araújo
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Nada tem mais a ver com o Rock, do que a picaretagem. Adolescentes frustrados e revoltados, guitarras baratas e energia primitiva aliada à sagrada dose de picaretagem - somam o que o Rock tem de melhor. As bandas de garagem dos anos 60 ainda exercem inspiração em tudo o que aparece por aí, basta dar uma ouvida nos Strokes e Hives da vida, para sacar a influência. Isso sem falar na onda Punk na segunda metade dos anos 70, na New Wave dos anos 80 e no grunge dos anos 90.

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Desde os primórdios do rock, mais precisamente a década de 50, sacanagem é o que não faltava. Chuck Berry ia preso por roubar carros e andava com garotas menores de idade (assim como Jerry Lee Lewis), ao mesmo tempo em que criava o “fraseado” de guitarra de deu o pontapé em tudo. Eddie Cochram “traçava” desde a secretária do estúdio, até a esposa do presidente da gravadora, e isso já era algo corriqueiro na vida dos primeiros astros do Rock. Não que seja legal abusar de menores e roubar carros, mas o que vale a pena ressaltar é como essa vida desregrada sempre influenciou na música criada por tais artistas.

Com a chegada dos anos 60, e da British Invasion, que consistia na invasão do território americano por bandas inglesas, como os Beatles, os Stones, os Animals, os Kinks o Who e muitos outros. Com a invasão, os jovens americanos sofreram um gigantesco baque. Os ingleses eram jovens, cabeludos, e tocavam guitarras como ninguém naquele país tinha tocado até então (Hendrix só estourou nos EUA em 1967). O ano era o de 1964, e uma nação de jovens passaram a comprar instrumentos, deixar o cabelo crescer e chamaram os amigos da escola e da rua para fazer barulho na garagem do garoto, que de preferência, tivesse o pai mais gente fina. A América era extremamente conservadora nessa época, e não era nada favorável a essa famigerada legião de freaks cabeludos com suas roupas coloridas e guitarras distorcidas. Era uma barra montar uma banda de rock até então.

Em termos de sonoridade, o que essa garotada começou a fazer, era um som extremamente crú e deliciosamente amador, baseado nas influências R&B e Beat (das bandas inglesas), e depois nas próprias raízes americanas como o Blues, o Rockabilly e a Surf Music. Apesar das influências, as bandas de garagem se inspiravam mais na atitude e na postura do que em qualquer estilo específico; roubavam na cara dura os trejeitos e manias de seus ídolos.

Os instrumentos eram os mais toscos possíveis; sem dinheiro e sem incentivo dos pais, muitos jovens passaram a “montar” seu próprio instrumento, com peças de sucata e tudo mais. A molecada experimentava e pesquisava bastante novos sons e efeitos. Os órgãos portáteis “Vox” e “Farfisa”, os pedais de efeito “Fuzz”, e o baixo criando uma verdadeira muralha sonora, resultando da definitiva aceitação do baixo elétrico no Rock, são características exclusivas dessas bandas. Cada ensaio e cada nova versão de um hit britânico, era uma descoberta diferente (esse anseio pela sonoridade e pesquisa de novos sons veio a ser crucial na onda psicodélica que viria a surgir poucos anos depois, na costa oeste Americana).

Nessa altura, as bandas de garagem já pipocavam por toda a América. A Califórnia e o Texas eram os estados que mais tinham bandas por metro quadrado; seguidos de perto por Detroit, Chicago, e Minneapolis. Muitas dessas bandas nem chegaram a gravar um compacto sequer, outras emplacaram um só hit e desapareceram; demonstrando um fenômeno bastante comum até os dias de hoje.


Antes do “mapeamento garageiro”, é bom lembrar que até idos de 1972, o estilo ainda era marginalizado e desprezado pela crítica especializada e pelo grande público. Tudo mudou quando o jornalista e guitarrista Lenny Kaye (que se tornaria o guitarrista da Patti Smith anos depois), compilou em dois LP’S, os maiores clássicos das bandas de garagem dos anos 60. A bolacha foi batizada de “Nuggets” e se tornou objeto de desejo para colecionadores do mundo inteiro. A partir daí o estilo passou a ser respeitado e conhecido internacionalmente.

Norte – Oeste


Era a região de muitos músicos veteranos, que estavam mais dispostos a combater a British Invasion, do que assimilar o movimento como influência. The Sonics, The Wailers, Paul Revere and the Raiders, The Kingsmen e Don and the Goodtimes eram o que a região tinha de melhor.

O The Wailers (os primeiros a usarem o nome, antes dos jamaicanos da trupe de Bob Marley), tiveram seu primeiro sucesso ainda em 1959(!), com a música “Tall Cool One”.


Os Sonics eram liderados pelo selvagem e mal humorado, Gerry Roslie, que certamente inspirou Lux Interior dos Cramps. A banda criou verdadeiros hinos da garageira como “Psycho”, “The Witch” e “Boss Hoss”.

Os Kingsmen foram responsáveis pelo maior hit do movimento, “Louie Louie”. Uma verdadeira obra prima da tosquice, a música chegou a ser investigada pelo FBI, que julgou a letra como “inadequada aos padrões morais Americanos”. O resultado foi que a faixa foi banida de várias rádios do país, o que foi um genial motivo para a molecada cair matando em cima, e transformar a canção num verdadeiro hit.


O que a região tinha de melhor, foi talvez Paul Revere and the Raiders, que trazia além de Paul, Mark Lindsay. Os principais momentos foram “Kicks”, “Steppin’ Out” e “Hungry”.

Uma das carreiras mais curiosas do rock é a do grupo The Monks (não confundir com os Monkees). O The Monks era muito mais animal e divertido. Os caras apesar de serem norte-americanos, formaram a banda enquanto prestavam o serviço militar numa base americana situada na Alemanha. O som da bateria parecia mais uma marcha militar misturada com “Polka”, muito “feedback” de guitarra, e ainda um banjo elétrico! Ainda completando essa bizarrice toda, se apresentavam vestidos de monges e tinham um corte de cabelo engraçadíssimo. Genial! Infelizmente o grupo acabou prematuramente em 1967, e os EUA sempre ignorou a música dos Monks.


Outra sensação do mundo garageiro, o The Barbarians, tinham um baterista que só tinha uma mão, inclusive ele usava um “gancho” ao invés da mão, assim como o capitão gancho. Musicalmente, o que chama mais a atenção foi a banda ter gravado uma música chamada “Linguica” (sic) que nada mais era uma versão instrumental para “Mamãe eu Quero”(!). Inacreditável.

São Francisco

A banda mais bem sucedida comercialmente da região foram os Beau Brummels, que tinham um certo apelo pop, acrescido de influência folk e do beat de Liverpool (Merseybeat). Destaque para os vocais de Sal Valentino e para as músicas “Don’t Talk to Strangers”, “Laugh Laugh” e “Just A Little”.

San Jose foi berço do Chocolate Watch Band, banda que abusava em longas jams psicodélicas; e fazia hora folk-rock com competência como em “Baby Blue”, hora sonzeiras a lá Stones como em “Let’s Talk About Girls”. Outras bandas de San Jose também tiveram seus 15 minutos de fama (local), como The E-Types, The Mourning Reign e The Brogues. Já o Count Five chegou a ter êxito nacional com “Psychotic Reaction”, e o The Syndicate of Sound com sua “Hey Little Girl” que foi regravada pelos Dead Boys nos anos 70.

De Sacramento vinha o Oxford Circle, que tinha como batera Paul Whale, que mais tarde viria a “judiar” das peles no Blue Cheer (um dos seminais trios que foram base para o Heavy Metal).

O The Golliwogs, que depois foram batizados como Creedence Clearwater Revival, também vinham dessa região, e só recentemente saiu material da banda em formato digital; com a inclusão de um CD inteiro dedicado aos Golliwogs no Box Set do Creedence.

Los Angeles

Talvez a cena mais forte do som garagem dos anos 60. Foi palco para a explosão de bandas como The Seeds, The Standells e The Music Machine.


O The Seeds serviram de influência para os Doors, que “chuparam” o formato de banda de rock com órgão Vox, guitarra, bateria e vocal. Tinham como líder Sky Saxon, um verdadeiro “xarope” que passou a ser cultuado por toda a Califórnia. A sonoridade do grupo vinha recheada de arranjos primitivos, e criaram clássicos como “I Can’t Seem To Make You Mine”, que foi regravada pelos Ramones em seu disco Acid Eaters.

No The Music Machine, o que impressionava era o visual; todos estavam sempre vestidos com roupas pretas, e tinham um corte de cabelo no melhor estilo “tijela”. Seu maior sucesso foi a música “Talk Talk”.


Já o The Standells, chegaram a abrir shows dos Stones e lançaram uma das músicas mais ouvidas no verão de 66, “Dirty Water”, que na verdade foi composta pelo produtor da banda, Ed Cobb. Foi Ed inclusive, que ofereceu e ensinou os garotos a utilizarem um pedal FUZZ na guitarra, criando aquele maravilhoso timbre de “abelha se barbeando”.

Os Electric Prunes vinham de Seattle, mais estavam morando em LA na época. O maior mérito do grupo foi ter participado da trilha sonora do filme “Easy Rider” junto com Steppenwolf e Jimi Hendrix.

Texas

Com uma cena mais demente e agressiva do que a de LA, os texanos se chapavam de ácido e se divertiam criando música tosca e psicodélica.

O The 13th Floor Elevators, liderados por Roky Erickson, eram insanos e arruaceiros. Se tornaram um “orgulho texano”.

Outra banda local, os Moving Sidewalks faziam uma música ao mesmo tempo psicodélica e progressiva, cortesia de seu então guitarrista; ninguém menos do que Billy Gibons - que mais tarde viria a liderar o mais conhecido trio texano - o ZZ Top. O curioso é que o Moving Sidewalks chegou a abrir algumas apresentações do Jimi Hendrix pelo Texas, e o próprio Hendrix elogiou muito o guitarrista, e lhe deu de presente uma Fender Stratocaster cor de rosa, que até hoje é guardada a sete chaves pelo guitarrista.

Também do Texas é o divertido Sam The Sham and The Pharaohs, que emplacaram nada menos do que uma maravilha do som garagem, “Wooly Bully”.

Não menos importantes para a cena, foram as bandas The Sir Douglas Quintet e o Five Americans. A primeira tinha como destaque o genial tecladista Augie Myer, e misturavam country e R&B com som garagem. Já os Five Americans eram especialistas em melodias “grudentas”.

Chicago


Nada como uma banda local, para fazer geniais releituras para o tão famoso blues elétrico de Chicago. A que melhor desempenhou esse papel foi o The Shadows of Knight. O grupo também estava antenado com o que estava rolando do outro lado do Atlântico, e regravou “Gloria” dos irlandeses do Them de Van Morrison.

O The New Colony Six, também foi outra banda seminal de Chicago. Ao contrário dos Shadows of Knight, a especialidade deles era o pop psicodélico e o proto-punk. O grupo influenciou bandas do fim dos anos 70, como o The Knack e The Romantics.

Detroit

Essa cidade se tornou um capítulo à parte na história do rock, tamanha o número de bandas e influência a nível mundial. O som de Detroit é único e inconfundível.

Terra das indústrias automobilísticas e da Motown, Detroit tinha fatores extremamente favoráveis ao surgimento de novas bandas. Bons estúdios e incontáveis clubes e casas noturnas ideais para pequenas apresentações. Na época, em Detroit, ninguém era maior do que Mitch Ryder and the Detroit Wheels; “Good Gooly Miss Molly” e “Jenny Take A Ride” eram tocadas a exaustão por todo o país.

O The Iguanas faziam versões de clássicos da Surf Music, e dos Beatles. O mais curioso é que o batera dos Iguanas era um tal de Jim Osterberg, que mais tarde se transformaria em Iggy Stooge (depois Pop) e formaria um dos maiores holocaustos sonoros do rock, o The Stooges.

Também de Detroit e redondezas, surgiram os grupos: The Bob Seger System, Ted Nugent Amboy Duke’s, Terry and the Pack (que se tornaria o Grand Funk Railroad), o Frost (com Dick Wagner nas guitarras, que depois se tornaria session man de Alice Cooper e Lou Reed entre outros), e uma das bandas que mais influenciaram o Punk Rock: o MC5.

Curiosamente, um dos maiores hits locais era “96 Tears” da banda “ Question Mark And the Mysterians”, que era um grupo formado em sua maioria por mexicanos que moravam no Texas, mas sabiamente se mudaram para Detroit nessa época.

Minneapolis


A banda que colocou Minneapolis no mapa das bandas de garagem foi o Trashmen, com seu demente hit “Surfin’ Bird”. Ninguém da cidade conseguiu tamanho reconhecimento na época. Os que tentavam seguir na linha dos Trashmen eram os The Gestures e os The Castaways.

Outra grande banda da cena local, The Litter, tinham uma sonoridade deliciosamente agressiva. O vocalista Denny Waite parecia que “rosnava”, enquanto a guitarra gemia numa alucinante combinação de fuzz e feedback’s. O ponto alto da banda foi o compacto “Action Woman”.

Ohio

Basta dizer que o The McCoys eram de Ohio, e tinham como líder o jovem Rick Derringer. O maior hit foi mesmo “Hang On Sloopy”, seguido de “Fever”. Outras bandas da região eram o The Outsiders e o The Music Explosion.

Nova Iorque


Canções mais elaboradas, carregadas de Fuzzy-guitar, alguns efeitos sonoros e jams alucinantes, essa era a tônica do Blues Magoos. No repertório da banda se destaca “Pipe Dream” e “We Ain’t Got Nothing Yet”.

Em termos de influência para o punk e afins, vale lembrar que o Velvet Underground veio de Nova Iorque; e que tanto Lou Reed, como John Cale tocavam em bandas de garagem antes do Velvet. Alguma dessas bandas eram os The Primitives, The Roughnecks e o Beechnut.

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Sobre Bento Araújo

Bento Araújo nasceu em 1976. É jornalista profissional e adora a música dos anos 60 e 70. É o editor chefe da Poeira Zine, a única publicação do país dedicada à música dos bons tempos. Lá ele escreve os textos, faz a diagramação, cuida da arte, do visual, faz 'a social' com os anunciantes, distribui, faz correio, banco, responde os e-mails e as cartas e também limpa o banheiro da redação... Além de tudo isso, o cara ainda tira uma onda tocando contra-baixo pela noite paulistana, além de vez ou outra fazer um 'bico' em alguma loja de discos em troca de raridades vinílicas... O Editor também oferece seus serviços jornalísticos e musicais a quem se interessar... (nada que uns bons dólares não possam resolver...)

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