ZZ Top: os sagrados primeiros álbuns alterados em estúdio

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Por Bento Araújo
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Para um simples amante do Rock dos anos 70, pode ser maravilhoso ouvir seus discos favoritos com toda a praticidade e pureza que a edição digital dos mesmos oferece. Mas isso não acontece no caso do ZZ TOP! O que muita gente não sabe, é que essas "novas versões digitais" foram alteradas em estúdio.

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Tudo na verdade começou na segunda metade dos anos 80, quando a Warner se mostrou interessada em lançar todo o catálogo dos texanos do ZZ TOP em formato digital. A idéia era extremamente atraente aos fãs do conjunto; toda a primeira e melhor fase do trio seria acondicionada numa luxuosa edição batizada de "Six Pack". Eram três cd's que abrigavam os seis primeiros discos da banda (omitindo somente o também essencial disco "Deguello" de 1979, pois esse era o único que já havia merecido uma versão digital).


Como parte do projeto, toda a banda mais o produtor Bill Ham, entraram em estúdio para realizar todo o trabalho de masterização de tais discos. Tudo ia muito bem até que eles começaram a ouvir as antigas masters originais com a parte da bateria. Segundo o grupo, e principalmente o baterista Frank Beard, aquelas masters estavam completamente deterioradas.


Ao invés de "sugar" essas faixas de bateria a partir de um vinil original em ótimo estado de conservação (como muitas bandas que passaram por uma situação parecida fizeram), o baterista optou por refazer em estúdio toda parte da bateria.

A "excelente" opção de Beard, simplesmente aniquilou o som rústico e crú que o trio impunha nessa primeira fase de sua carreira. No disco de estréia, "First Álbum" de 1971, a diferença chega a ser gritante, como é que um álbum de 1971 pode soar com aquele som de bateria?


A diferença em relação ao vinil também aparece no terceiro e melhor disco da banda, "Tres Hombres" de 1973. Repare logo na faixa de abertura "Waiting for the Bus"; é absurda a diferença do som. Na música "Master of Sparks" a bateria soa falsa e moderna demais para o pique da música, e na balada "Hot Blue and Righteous" o som da caixa, atinge um efeito "reverb digitalizado" jamais sonhado por qualquer estúdio lá pelos idos de 1973.


No mezzo ao vivo / mezzo estúdio "Fandango!" (1975), a banda teve pelo menos uma fagulha de bom senso ao preservar o som da batera na parte ao vivo, já na parte de estúdio a palhaçada continua, basta conferir a faixa "Heard It On The X". Billy Gibons e Dusty Hill também entraram na onda e refizeram vários trechos desses álbuns, o que conspira totalmente a favor de uma "famosa" picaretagem em conjunto.

A Warner insistiu no erro ao lançar todos os álbuns antes inseridos no "Six Pack" de forma individual, pois tanto a gravadora, como a banda tiveram uma nova oportunidade de consertar o estrago, mas preferiram manter as regravações postiças.


Numa total falta de respeito com a própria obra, e principalmente com os fãs, a banda talvez quisesse soar definitivamente, como a fase muito mais lucrativa e menos inspirada, que foi a dos discos "Eliminator" e "Afterburner" em meados dos anos 80.

Vale a pena correr atrás das edições originais em vinil, apesar de raras e difíceis de serem encontradas (os três primeiros só existem em versões importadas). Somente com elas é que se poderá conferir toda a força e qualidade original desse poderoso trio texano.

(Nota do editor: as novas versões em CD, chamadas "Remastered and Expanded", estão trazendo a mixagem original, mas nem todos os títulos foram relançados até o momento).

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Sobre Bento Araújo

Bento Araújo nasceu em 1976. É jornalista profissional e adora a música dos anos 60 e 70. É o editor chefe da Poeira Zine, a única publicação do país dedicada à música dos bons tempos. Lá ele escreve os textos, faz a diagramação, cuida da arte, do visual, faz 'a social' com os anunciantes, distribui, faz correio, banco, responde os e-mails e as cartas e também limpa o banheiro da redação... Além de tudo isso, o cara ainda tira uma onda tocando contra-baixo pela noite paulistana, além de vez ou outra fazer um 'bico' em alguma loja de discos em troca de raridades vinílicas... O Editor também oferece seus serviços jornalísticos e musicais a quem se interessar... (nada que uns bons dólares não possam resolver...)

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