Free Four: E o rock morreu? Claro que não!
Por André Floyd
Fonte: Página Free Four
Postado em 25 de setembro de 2014
Press-release - Clique para divulgar gratuitamente sua banda ou projeto.
Essa coisa de "rock morreu", "rock foi assassinado" já deu né.
Recentemente, o icônico baixista e vocalista do KISS, Gene Simmons, veio com essa.
Segundo Simmons e alguns vários outros colegas do show rock-business, a pirataria, indústria de downloads, streamings pagos e gratuitos acabaram cometendo o tal "homicídio".
Mas isso valeria para a música no geral, não somente para um estilo.
Ora, quando a água bate na bunda, a gente deve aprender a nadar.
Se a forma dos fãs e ouvintes consumir músicas mudou, que artistas e indústria fonográficas se adequem a ela. Não adianta reclamar: Youtube, Spotify, Rdio, Deezer, Netflix, Torrents, etc. vieram para ficar e se expandirão, deixando para os discos físicos, a opção de serem lançados e relançados em novas versões, DeLuxes, boxes e tudo mais para os tradicionalistas que gostam de pôr a mão na massa e colocar o disco pra tocar, ler seus encartes e inflar suas coleções.
Por outro lado nunca se viu tantas turnês mundiais, englobando países dos cinco continentes, como de uns quinze anos para cá e a coisa só cresce. Novos países se tornaram cada vez mais novos mercados para shows pequenos, médios e até mesmo megashows. A América do Sul é hoje passagem obrigatória de toda gama artístico-musical. Quando que na década de 80 imaginaríamos shows de bandas de sucesso mundial se apresentando em países como Paraguai, Peru, Chile e Colômbia por exemplo. Se discos não vendem, shows vendem ingressos, publicidade e em muitos casos, vendem muito. Na verdade quem não ganham com turnês, obviamente são as gravadoras, ainda que de certa forma também possam lucrar através dos registros ao vivo que posteriormente saem em Blu-ray/DVD/CD. Que artistas e bandas façam mais e mais shows para fãs que ouvem seus ídolos nas novas vias de consumo musical... e a roda gira...
Pois é, hoje não dá mais para compor, gravar, lançar e sentar esperando a caixa registradora tilintar, tem que se apresentar pra ganhar.
Abordando um outro aspecto dessa questão, quero me referir ao comentário que Jack White, talentoso guitarrista, ex-White Stripes fez essa semana, dizendo que a geração da juventude sessentista teve mais sorte por ter por exemplo, Bob Dylan.
White para mim sintetizou assim a coisa toda, ou ao menos boa parte da questão, pontuando-a.
Quando o rock and roll explodiu na década de 50, trouxe na sua fisiologia a rebeldia inerente, o protesto em sí, a voz do jovem, antes recatado, depois abusado, como os movimentos da dança de Elvis Presley, que "chocou" muita gente, como o apresentador de auditório Ed Sullivan.
A década de 60 trouxe com ela a revolução de comportamentos sociais políticos e o rock foi uma trilha sonora disso, influenciando e sendo influenciado pelos contextos, principalmente na costa oeste dos Estados Unidos e na Grã-Bretanha.
Porém tudo aquilo passou. Não dá para revivermos outra guerra do Vietnã (graças a Deus), nem nenhum outro contexto comportamental-sócio-histórico da época. Motivos para rebeldia não faltam hoje em dia, mas, o que legitima uma boa rebeldia é algo novo, e o nosso rock já é um senhor idoso, não adianta querer que ele soe revolucionário agora muito menos na "crista da onda", como segmentos musicais que vão surgindo (e muitos sumindo na sequência).
Alguns mega astros nos deixaram ainda jovens, outros envelheceram, e esses enriqueceram muito. Os filhos dos fãs daquela geração hoje tem na casa dos 40 anos (como eu), e praticamente nenhum de nós conserva o tal "romantismo" de achar que devemos ser muito doidos, andarmos obrigatoriamente de preto ou trajando camisas de bandas e pechinchar desde a entrada até bebidas dos bares do gênero.
Hoje Paul McCartney anda de limousine, James Hatfield veste Armani, Nick Mason coleciona Ferraris e Bruce Dickinson pilota jatos, logo, nós fãs também podemos requerer mais conforto sem a ideia que estamos "traindo o movimento". Não existe mais "movimento", existe um estilo musical maravilhoso que nos provém com novos materiais e shows para quem quiser degustá-los.
Enfim, o rock não morreu, está aí bem vivo, mas mudou porque o tempo passou e os contextos mudaram, apenas isso. Então nos resta apreciar o que ele tem de melhor, do presente e do passado, seja qual for o formato, pois é um estilo musical que vai deixando um legado inesgotável à humanidade.
Para ser roqueiro há apenas uma condição: gostar de ouvir e/ou ver rock.
Falando nisso, aumentem o som:
http://open.spotify.com/user/12142308142/playlist/2DPoTlplj9Ylv6yNIa6k5B
A repercussão da afirmação de Gene Simmons de que o Rock morreu
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Bangers Open Air divulga as primeiras atrações da edição 2027
Ouça Sebastian Bach cantando "Man on the Silver Mountain" em tributo ao Rainbow
As 25 melhores bandas de todos os tempos, segundo a Classic Rock
Após revelar primeiras atrações, Bangers Open Air abre venda de ingressos; veja os preços
Show do Kiss deu origem a uma das maiores bandas da história do thrash metal
As bandas clássicas e nem tanto que estarão no novo game dos criadores do Guitar Hero
Os ícones do metal que faziam Robert Plant sentir vergonha da própria influência
Dimmu Borgir confirmado no Liberation Festival em São Paulo
Copenhell vem aí com 76 bandas em 4 dias de shows; veja o line-up aqui
A música de um disco seminal do Metallica que James Hetfield nunca quis tocar ao vivo
Cinco bandas europeias de Heavy Metal que merecem mais atenção no Brasil
Gangrena Gasosa, Hatefulmurder e Facing Fear no Heavy Beer
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
A melhor música do Anthrax de todos os tempos, segundo Scott Ian
Carcass ironiza estar abaixo de banda tributo em cartaz de festival
"Mike Shinoda sempre colocava meu filho para baixo", diz mãe de Chester do Linkin Park
Quando Erasmo Carlos desdenhou do "poder demoníaco" de Ozzy Osbourne no Rock in Rio
A opinião de Lucinha, mãe de Cazuza, sobre o atual vocalista do Barão Vermelho

Gene Simmons: "O rock morreu, e não foi de velhice, ele foi assassinado"
Foo Fighters: Rebatendo a afirmação de Gene Simmons de que o rock morreu
Twisted Sister: A resposta de Dee Snider à afirmação de Gene Simmons de que rock morreu
Slash: falando dos comentários de Simmons de que o "rock morreu"
Corey Taylor: Uma resposta objetiva a "o rock está morto" de Gene Simmons
Rob Halford: senhor Gene Simmons, o rock nunca esteve tão forte
Slash: "A qualidade da música comercial está na sarjeta"
Mötley Crüe: Nikki Sixx rebate os comentários de Gene Simmons sobre rock estar morto
Corey Taylor: "Foda-se, cara. O rock não está morto"
13 fatos que afirmam: "O rock está morto e enterrado"
O Rock Não Morreu: O AC/DC põe Gene Simmons em seu lugar
Anthrax: quem compra discos são garotas adolescentes e velhos
Gene Simmons: O rock está morto; onde estão o Metallica e Maiden de hoje?
Halestorm: "Gene Simmons está mal informado", diz Lzzy Hale sobre morte do rock
Red Hot Chili Peppers: Rock & Roll está morto, diz Flea
As 40 melhores power ballads da história segundo a Classic Rock
A gambiarra que Scott Ian fez para comprar o seu primeiro disco do Kiss
Tuomas Holopainen não gostou do primeiro disco que comprou na vida
Colecionador desembolsa mais de meio milhão de dólares por guitarra de Ace Frehley
Kiss anuncia livro "Kiss Destroyer: The Definitive Visual History"
André Barcinski comenta teoria de que Kiss copiou os Secos & Molhados; "Não faz o menor sentido"
O disco do Kiss que mudou a vida de Marty Friedman (e o fez desistir dos esportes)
O disco que mudou a vida de Ace Frehley, guitarrista do Kiss



