Peter Criss não escreveu "Beth" e bateria não é instrumento musical, diz Gene Simmons
Por João Renato Alves
Postado em 06 de janeiro de 2026
Gene Simmons não tem qualquer pudor em rebaixar seus antigos colegas de banda – incluindo Paul Stanley. Quando se trata de Ace Frehley ou Peter Criss, o baixista e vocalista do Kiss vai ainda mais longe. Em recente entrevista ao canal Professor of Rock, o Demon resolveu tirar qualquer mérito do baterista sobre o maior hit da carreira da banda, lançado no álbum "Destroyer" (1976).
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"Muito bem, crianças, agora que vocês cresceram, é hora da verdade. Uma verdade absoluta: eu amo o Peter. Todos nós o amamos. Famílias são complexas. Não conheço nenhuma família que não discuta ou fique com raiva um do outro, e que às vezes não se fale por décadas e depois volte a se reunir. Porque família é família. Peter sempre será da família. E, infelizmente, vimos o Peter no funeral do Ace em outubro passado. E, em meio à tristeza e à dor, relembramos os bons tempos - 'lembra quando...' e tudo mais. Mas é hora da verdade.
Peter não compõe músicas. Ele não toca nenhum instrumento musical. Bateria não é um instrumento musical, por definição. É um instrumento de percussão. Muito importante - às vezes extremamente importante em uma banda. Era para nós. Mas você não pode tocar uma virada de bateria que possa ser protegida por direitos autorais. Pode criar um riff que seja seu, uma melodia e uma letra. Esses podem ser protegidos por direitos autorais, mas nada que você faça na bateria impedirá que outra pessoa copie diretamente o que você fez e aplique em outra música. Ok, esse é o primeiro ponto. Segundo, até onde eu sei, o Peter não toca nenhum outro instrumento que eu já tenha visto. Nem teclados, nem instrumentos de cordas. Ele tinha uma ótima voz rouca no início da carreira."
Gene ressaltou que o crédito principal nas canções interpretadas pelo Catman original deve ser concedido a um parceiro anterior ao próprio Kiss. "A pessoa que escreveu 'Beth', 'Baby Driver' e mais uma ou duas foi um cara chamado Stan Penridge. Ele estava com Peter em um grupo chamado Chelsea. Eles tinham um disco lançado, aliás, acho que foi pela MCA. Então, Peter não escreveu 'Beth' e também não escreveu 'Baby Driver'. Stan Penridge escreveu. Mas por questões políticas – e eu não estava presente quando a conversa aconteceu –, ele aparentemente concordou que o nome de Peter entraria nos créditos. Aparece primeiro - Peter Criss, Stan Penridge… Ou Peter Criss, Bob Ezrin, Stan Penridge, ou vice-versa. Mas vem primeiro. Peter não teve nada a ver com essa música - nada. Ele a cantou. E para acabar com toda a mitologia, as fofocas e as mentiras descaradas, foi Bob Ezrin quem disse: 'Quero fazê-la como Yesterday dos Beatles, mais como um quarteto de cordas e piano.' Mais acústico, porque a melodia da música exigia. E nós nunca tínhamos feito isso. Nunca."
O linguarudo – em todos os sentidos – concluiu: "Então, a mitologia de 'Beth' é exatamente isso: mitologia. A verdadeira história é que Peter teve a sorte de estar no mesmo lugar, ao mesmo tempo, com um cara que escreveu uma música chamada 'Beth'. E então Bob Ezrin, quando ouviu, adicionou a seção intermediária do piano, que foi retirada legalmente, já que é de domínio público. Acredito que seja um concerto para piano de Mozart. E essa é a história por trás de 'Beth'."
"Beth" chegou ao 7º lugar no Billboard Hot 100, principal parada de singles dos Estados Unidos – melhor desempenho de uma música avulsa do Kiss em toda a carreira. Faturou disco de ouro e ganhou o People's Choice Awards em 1977 como música favorita do público.
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