O álbum do Dream Theater que tem músicas em Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si
Por Gustavo Maiato
Postado em 13 de março de 2026
Em entrevista ao canal Drumeo, o baterista Mike Portnoy revelou um dos conceitos mais curiosos por trás de Octavarium, um dos discos mais ambiciosos do Dream Theater. Segundo Portnoy, o grupo decidiu construir o álbum inteiro a partir de uma ideia musical bastante específica: a estrutura de uma oitava. "Octavarium foi o oitavo álbum do Dream Theater. Tivemos a ideia de criar um álbum inteiro baseado em uma oitava musical."
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Ele explicou que uma oitava é formada por oito notas, indo da nota fundamental até a repetição dela em uma frequência mais alta. "Uma oitava musical tem oito notas, da nota raiz até a oitava. Então tivemos esse grande conceito para o álbum."
A partir disso, Portnoy levou à banda uma proposta inusitada: cada música do disco seria composta em uma tonalidade diferente, subindo progressivamente pela escala. "Sugeri aos caras: já que é nosso oitavo álbum, vamos fazer um disco baseado em uma oitava."
O resultado foi um álbum estruturado de forma quase matemática. As músicas seguem uma progressão de tonalidades que sobe passo a passo pela escala musical:
"The Root of All Evil" - Fá
"The Answer Lies Within" - Sol
"These Walls" - Lá
"I Walk Beside You" - Si
"Panic Attack" - Dó
"Never Enough" - Ré
"Sacrificed Sons" - Mi
"Octavarium" - volta para Fá, completando a oitava
Ou seja, o disco percorre musicalmente as notas da escala - equivalente ao Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si, dependendo do ponto de partida - até retornar à nota inicial na faixa final. A música-título "Octavarium", com mais de 24 minutos, fecha o ciclo conceitual. "A última faixa está uma oitava acima da primeira e completa a ideia do álbum."
Outro detalhe curioso é que o conceito também aparece na arte do disco. Na contracapa, o famoso pêndulo de Newton representa as oito músicas do álbum. "O Newton's cradle na capa simboliza as oito músicas diatônicas."
Segundo Portnoy, a banda sempre gostou de terminar seus discos com grandes épicos progressivos, mas "Octavarium" acabou se tornando um dos mais ambiciosos que o grupo já compôs. "Quando escrevemos essas músicas progressivas gigantes, é quando nos divertimos mais. Não existem limites."
Confira a entrevista completa abaixo, em inglês.
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