O clássico que mudou o rock e tem bateria herdada da pista de dança dos anos 70
Por Bruce William
Postado em 08 de março de 2026
Quando "Smells Like Teen Spirit" apareceu, ela virou uma espécie de placa de "daqui pra frente é outra fase" para o rock dos anos 90. A Far Out puxa essa história por um lugar diferente do que costuma acontecer por aí: não é o riff que abre a música que dá o choque inicial, e sim a bateria do Dave Grohl, entrando como um motor e organizando o caos antes do primeiro verso.
Nirvana - Mais Novidades
Butch Vig, produtor de "Nevermind", descreveu a primeira vez em que viu a banda tocar a música ao vivo (ainda em fase de preparação). Ele conta que ficou tão impressionado com o Grohl e com o som da banda que esqueceu até o hábito de anotar ideia: "Eles tocaram 'Teen Spirit' e aquilo me esmagou de tão bom que o [Grohl] era - e de tão bem que eles soavam. Eu comecei a andar de um lado pro outro na sala… normalmente eu tomo notas, mas ali eu só estava absorvendo tudo. Eles terminaram a música e o Kurt falou: 'E aí, Butch, o que você achou?'… e eu respondi: 'Toca de novo.'"
A introdução dá a sensação de ser "simples", mas é construída pra isso: ela abre espaço, empurra a banda, encaixa no verso e deixa a música com cara de inevitável. O desenho de bateria é uma peça central do impacto que a faixa causa - inclusive em quem não é do rock pesado nem cresceu com o disco.
E aí vem o detalhe que o Grohl adora jogar na roda quando começam a endeusar a levada: "Parem de dizer que eu sou um grande baterista, porque eu sou o baterista mais básico do mundo. Se você ouvir 'Nevermind', o disco do Nirvana, eu puxei muita coisa da Gap Band, do Cameo e do Tony Thompson em praticamente todas aquelas músicas. Aqueles 'flams'… é tudo disco; é só isso. Ninguém faz essa conexão."
Isso explica por que aquela bateria funciona tão bem até hoje: ela tem peso e urgência, mas também tem groove, em uma lógica de pulso que não depende de "sujar" o som pra parecer agressivo. Dá pra chamar de rock, dá pra chamar de grunge, mas por baixo existe uma escola de bateria que nasceu pra fazer corpo se mexer.
E talvez seja por isso que "Teen Spirit" não ficou presa em 1991: a música envelhece, o barulho da época muda, mas um bom pulso continua valendo. Grohl pode dizer que "roubou" de disco/funk; o Vig pode lembrar que pediu pra tocar de novo; o que sobrou foi uma abertura de bateria que você reconhece em dois segundos - e que ainda faz sentido quando a guitarra entra.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Cronos, vocalista e baixista do Venom, morre aos 63 anos
Sepultura esgota ingressos do último show da carreira
O curioso tema do TCC de Fernanda Lira que professora reprovou e a fez largar a faculdade
Moyses Kolesne, do Krisiun, homenageia Cronos; "O maior de todos"
Judas Priest fará turnê sul-americana em 2027, segundo o Summa Inferno
O álbum do Led Zeppelin que Jimmy Page acredita que ninguém conseguiria fazer hoje
Scott Ian (Anthrax) lembra como reagiu quando o Metallica demitiu Dave Mustaine
Nicko McBrain relembra o dia em que ficou alucinado e confundiu ônibus com elefante
A lenda nordestina que é o Van Halen brasileiro, segundo Rafael Bittencourt
Regis Tadeu explica por que show final do Sepultura foi para um lugar menor
A arrepiante música do Nirvana que foi sua última gravação e último hit
Jim Root diz que não tem nada a ver com inclusão de Marilyn Manson em tour do Slipknot
3 clássicos do rock que nasceram de temas banais, segundo a American Songwriter
Os 100 melhores discos de rock dos anos 90, segundo o Classic Rock History
A curiosa reação de Billy Corgan ao ouvir "Smells Like Teen Spirit" pela primeira vez
Dave Grohl apostava mais em "In Bloom" do que em "Smells Like Teen Spirit"
Metallica contribuiu para a ascensão do grunge e do Nirvana, segundo Kirk Hammett
Butch Vig citou John Lennon pra convencer Kurt Cobain nas gravações de "Nevermind"
Cinco fantásticos álbuns ao vivo que não nasceram para ser álbuns ao vivo
Kurt Cobain: Renato Russo "previu" sua morte poucos dias antes
O compositor que Dave Grohl considera "o maior de nossa geração"


