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Angra: A reinvenção de uma lenda do metal nacional

Resenha - Ømni - Angra

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Por Ramon Cardinali
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8

No início de 2017 tivemos o lançamento do "Machine Messiah", do Sepultura. Maravilha! Um dos melhores discos da banda. Sem dúvidas o melhor da "era Derrick". Agora, início de 2018, é a vez do "Omni". Pra mim, o melhor disco do Angra desde o saudoso "Temple of Shadows"! Como é bom ver as duas maiores e mais clássicas bandas do metal brasileiro buscando se reinventar!

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Reinvenção é precisamente a palavra que me veio à mente ao escutar esse novo disco do Angra. A começar pela formação, que agora tem Marcelo Barbosa na guitarra — com a penosa tarefa de substituir Kiko Loureiro (atual guitarrista do Megadeth). Além da nova formação, a banda, que se destacou internacionalmente por fazer um "power metal à brasileira", parece agora influenciada pela sonoridade do djent e do prog metal contemporâneo. É notável a influência de bandas como Intervals, Periphery e Pain of Salvation, por exemplo. Tanto o power metal quanto os ritmos brasileiros continuam fazendo parte da mistura, mas é a sonoridade prog, que sempre deu suas caras ao longo dos lançamentos anteriores, que está extremamente acentuada aqui.

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No disco anterior, "Secret Garden", uma das músicas que mais dividiu opiniões entre os fãs foi a "Upper Levels". Justamente a música mais prog: com estrutura menos convencional, com menor presença dos tradicionais compassos em 4/4 etc.. Enquanto alguns acharam ela simplesmente a melhor música do disco, outros não conseguiram "senti-la". Ao meu ver, algo similar irá ocorrer com as reações ao "Omni": ele irá dividir os fãs. Alguns irão torcer o nariz de imediato, dizendo que "Angra não é mais Angra" (como se isso fosse inerentemente ruim). Outros vão reconhecer um esforço extremamente válido de reinvenção — no melhor sentido do termo. Me coloco junto aos últimos.

Esse predomínio da sonoridade prog torna o "Omni" um álbum de mais difícil digestão (em relação aos anteriores), mas o torna também um dos mais recompensadores na discografia da banda.

O álbum inicia com a música "Light of Transcendence", cuja melodia inicial remete imediatamente à clássica "Nova Era", do álbum "Rebirth". É sem dúvidas a música mais acessível desse novo disco. Angra fazendo seu clássico power metal, com tempo acelerado, elementos sinfônicos, melodias grudentas e tudo mais. Em termos de estrutura, uma música comparável a "Spread Your Fire", "Nova Era", "Carry On" e outros clássicos. Uma ótima e, ao mesmo tempo, "ilusória" música de abertura, pois ela não aponta para o caminho tomado no resto do disco.

Da segunda canção em diante a banda explora novos territórios. Exemplo claro disso é a terceira canção do álbum, "Black Widow’s Web". A música apresenta a participação de Alissa White-Gluz (atual vocalista do Arch Enemy). O que isso significa? Significa que é a primeira música do Angra com vocais guturais! A faixa tem também uma breve participação da Sandy, que na minha opinião, deveria ter sido melhor aproveitada. A sonoridade está longe do tradicional power metal, tanto nos vocais quanto nos riffs — que estão mais "djent" do que nunca.

Se o ouvinte se colocar aberto à proposta mais experimental da banda, ele rapidamente perceberá que as "melodias grudentas" no vocal — característica clássica do Angra — permanecem fortes. Isso fica evidente em canções como "Insania", "Travelers of Time", "Caveman" (Olha o macaco na árvore!) e "Magic Mirror".

Coerente com essa aproximação de uma sonoridade prog, "Omni" pode também ser considerado o álbum mais técnico na carreira da banda. Isso foi reconhecido pelos próprios integrantes em entrevistas recentes. Todos os músicos estão em altíssimo nível aqui! Fabio Lione (vocal) dispensa comentários e parece infinitamente mais à vontade. Meu destaque, entretanto, vai para a "cozinha". Felipe Andreoli (baixo) e Bruno Valverde (bateria) dão um show à parte! Conseguiram superar o trabalho dos guitarristas em termos de criatividade. Ouça o início de "Insania" para um belo exemplar de groove e criatividade! Um destaque ainda mais especial (talvez por eu também ser baterista) para o trabalho do Bruno, que por ser um músico extremamente versátil, torna o caminho da experimentação mais fácil e natural.

Não obstante, algumas músicas me soaram pouco inspiradas. É o caso de "The Bottom of my Soul" e "Always More" — coincidentemente, as duas "baladas" do disco. O vocal de Rafael Bittencourt (guitarra) na "The Bottom of my Soul" é bom, mas é ofuscado pelo trabalho magnífico realizado por Lione ao longo do disco. Já "Always More" soa excessivamente genérica e conservadora. Ambas não apresentam nada de novo e não emocionam como as baladas de discos anteriores ("Silent Call", "Make Believe", "Rebirth", etc.).

No mais, trata-se de um disco que aprofunda a busca por uma reinvenção da sonoridade do Angra — busca essa iniciada no disco anterior, "Secret Garden". Não é um disco passível de ser digerido com uma apreciação apenas, especialmente se o ouvinte estiver esperando escutar o "Angra de sempre". Isso irá afastar alguns, mas com certeza irá chamar a atenção de novos ouvintes. Aliás, a menção ao Sepultura no início desse texto não foi acaso. O "Machine Messiah" provocou efeito similar. O disco mostrou um Sepultura mais experimental (também flertanto com o prog!) e dividiu opiniões. Entretanto, trouxe também vários novos fãs, que só começaram a prestar mais atenção ao Sepultura agora, através do "Machine Messiah" (sim, conheço casos).

Nos resta torcer pela manutenção da atual formação da banda (algo que sempre foi uma pedra no sapato do Angra), para que o processo de experimentação possa se consolidar em algo ainda melhor num lançamento futuro. Ainda assim, "Omni" é um trabalho excelente, bem produzido e diversificado — conseguindo, apesar da diversidade, ser mais coeso que seu antecessor "Secret Garden". O melhor desde "Temple of Shadows"!

Tracklist:
01. Light of Transcedence
02. Travelers of Time
03. Black Widow´s Web
04. Insania
05. The Bottom of My Soul
06. War Horms
07. Caveman
08. Magic Mirror
09. Always More
10. OMNI - Silence Inside
11. OMNI - Infinite Nothing

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