Angra: Banda se reinventa com disco surpreendente
Resenha - Ømni - Angra
Por Pedro Paulo Baessa Gomes
Postado em 05 de fevereiro de 2018
Nota: 10 ![]()
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Depois de prometer um dos melhores álbuns da banda, Rafael Bittencourt e sua turminha resolvem gravar o álbum OMNI. De uma maneira um tanto ariscada: Sem a presença dominante do guitarrista aclamado mundialmente Kiko Loureiro (que participa em uma faixa como convidado especial).
E o disco surpreendeu a vários fãs da banda, inclusive a mim.
O álbum abre com Light of Transcendence. Speedzão padrão do Angra, mas uma ótima faixa. Entretanto senti falta daqueles instrumentais orquestrados que costumam anteceder essas músicas Speed dos álbuns do Angra.
Em seguida, nos deparamos com o primeiro single do álbum. Uma introdução ao estilo Sepultura (na fase Roots), seguido a princípio de um prog metal já estabelecido no álbum anterior Secret Garden, porém continuado por um ritmo mais rápido, lembrando a faixa Angels and demons, do clássico Temple of shadows.
Aqui nos deparamos com um dos maiores pontos altos do álbum, Black Widow's Web, a famosa música com a Sandy, aonde já somos recebidos com sua voz de início. Admito que quando soube de sua participação, fiquei meio receoso mas agora que pude ouvir, fiquei tranquilo pois ela fez um excelente trabalho, tal qual a Alissa também fez (mesmo não sendo fã de Arch Enemy), com seu marcante gutural. A música segue um prog sinfônico lembrando Ayreon em vários momentos.
Insania é uma semi-balada com muito peso e emoção. Começa com uma introdução em coro, e em seguida entra a voz do Fabio Lione. Tem um refrão fácil de assimilar, além de um solo longo e cheio de feeling.
Quebrando um pouco o clima pesado das anteriores, nos encontramos com The Bottom of My Soul. Uma baladinha acústica cantada pela voz de Rafael Bittencourt. Lembrando bastante o clássico Silent Lucidity do Queensryche, essa com certeza estará presente em todos os shows da banda daqui para frente.
War Horns é outro ProgPower no padrão Angra. Com a participação do próprio ex-guitarrista Kiko Loureiro, o solo tem pegada neoclássica. Nada de novo a apresentar, apenas curtir.
Voltando àquela empolgação do álbum inovador, nos vemos com Caveman. Introdução divertida, com coros em português dizendo "Olha o macaco na árvore" e outras coisas que eu não consegui entender muito bem. Depois de anos, Angra volta a mostrar fortemente as "brasileiridades", dessa vez deixando em mais evidência através dessa música.
Magic Mirror, tal como o nome dá ideia, começa com um ar de mistério e aos poucos vai se "desenvolvendo", ganhando peso, depois vindo um solo de piano e baixo. Uma música bem fora dos padrões Angra.
Emendando com o final da faixa anterior, vemos outra ótima balada, Always More. Pegada bastante oitentista, a música tem uma levada bastante cativante, ainda mais com a voz leve e suave que o Lione canta nessa música. Essa é daquelas músicas que te conquistam na primeira ouvida.
Finalmente, chegamos em uma das faixas principais do álbum. Silence Inside começa com um grande instrumental, mas quando a música "começa mesmo", somos surpreendidos com um estilo que é impossível ouvir e não lembrar de The Shadow Hunter, outro clássico da banda em Temple of Shadows. A música tem um dueto do Fabio com o guitarrista.
E pra finalizar, o álbum fecha com a linda instrumental Infinite Nothing. Música orquestrada, melodiosa, seguindo a ideia de Gate XII, ou seja, referenciando às faixas anteirores do álbum. Provavelmente esse instrumental será usado para encerrar os shows da banda.
Track-list:
01. Light of Transcedence
02. Travelers of Time
03. Black Widow´s Web
04. Insania
05. The Bottom of My Soul
06. War Horms
07. Caveman
08. Magic Mirror
09. Always More
10. OMNI - Silence Inside
11. OMNI - Infinite Nothing
Outras resenhas de Ømni - Angra
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