O vocalista que Mick Jagger admite ter imitado; "Copiei todos os movimentos dele"
Por Bruce William
Postado em 10 de agosto de 2025
Mick Jagger sempre foi reconhecido pela energia e presença de palco à frente do The Rolling Stones, mas nunca escondeu que parte dessa postura veio de uma fonte muito específica: James Brown. O cantor e pianista, que unia o fervor do gospel à intensidade do R&B, já incendiava plateias desde os anos 1950 e, no início da década seguinte, era referência obrigatória para quem quisesse dominar um palco.
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Jagger tinha uma cópia de "Live at the Apollo", álbum ao vivo que capturava a performance arrebatadora de Brown. "Copiei todos os movimentos dele", admitiu à revista Time em 2014 (via Far Out). "Eu fazia o deslize pelo palco. Não conseguia fazer o espacate, então nem tentei. Todo mundo fazia o truque do microfone, mas no final ele bateu na minha cara muitas vezes e desisti. Então, é claro, copiei os movimentos dele."
O primeiro encontro entre os dois aconteceu em 1964, nos bastidores do Apollo Theatre, quando Ronnie Spector apresentou o jovem vocalista ao "Mr. Dynamite". Jagger ficou tão nervoso que parecia prestes a perder o fôlego. A admiração se manteve ao longo das décadas, e ele chegou a participar de documentários e produções sobre a vida e a obra de Brown.
Keith Richards, no entanto, já declarou que ter se apresentado depois de James Brown no TAMI Show de 1964 foi um dos maiores erros da carreira dos Stones, já que a energia do cantor e de sua banda, The Famous Flames, era praticamente imbatível. Já Charles Bobbit, ex-empresário de Brown, chegou a dizer que o artista "não morria de amores por Mick Jagger".
Mesmo com opiniões divergentes sobre a relação, Jagger sempre fez questão de deixar clara sua dívida artística. Décadas depois, a influência de James Brown ainda pode ser percebida nas apresentações dos Rolling Stones, mostrando que aqueles movimentos copiados no início da carreira se transformaram em marca registrada.
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