Angra: Realmente o melhor desde Temple Of Shadows
Resenha - Ømni - Angra
Por JP Pretti
Postado em 20 de fevereiro de 2018
Nota: 9 ![]()
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Buscando se afirmar nessa terceira fase com praticamente três membros "novos", o Angra surge com OMNI, nono álbum de estúdio, produzido pelo já conhecido Jens Bogren (Opeth, Dimmu Borgir, Sepultura, Arch Enemy), e que realmente tem conseguido apresentar uma sonoridade mais moderna desde Secret Garden (2014), mas que agora mais coeso que esse antecessor.
O álbum abre com a Speed Metal e já tradicional música de abertura da maioria dos álbuns da banda Light Of Transcendence. Com riffs rápidos e agressivos, essa remete um pouco a Spread Your Fire do aclamado Templo Of Shadows (2004) devido a sua complexidade nos arranjos e refrão forte.
O primeiro single Travelers Of Time (divulgado no fim do ano passado) vem a seguir, que começa com o riff de Marcelo Barbosa alinhado a arranjos de percussão, até cair em um Prog Metal. Mais uma com refrão de destaque, e pela primeira vez com a participação direta do guitarrista Rafael Bittencourt dividindo as vozes com Fábio Lione.
E para mim a melhor música do álbum, Black Widow’s Web. Essa começa introspectiva através da cantora Sandy (certamente a maior surpresa do álbum), e cresce com Fábio Lione e Alissa White–Gluz alternando suas partes, até cair no melhor refrão do álbum. A música como um todo é grandiosa, arranjos complexos, grooves de Djent e Prog Metal, e termina novamente com a cantora Sandy. Por conta das várias vozes, talvez não seja tocada ao vivo, mas seria muito legal ouvi – la, pois tende a ficar ainda mais pesada. Tem tudo para se tornar um clássico da banda.
É importante destacar como a banda está coesa, principalmente por conta dos arranjos complexos, porém acessíveis na maior parte das vezes, fazendo com que o ouvinte não tenha que ouvir várias vezes para entender os detalhes...
Insania é outra que se destaca pelo refrão pegajoso e direto. Possui um solo mais melódico e depois ritmo intrincado, que se encaixou muito bem com a proposta da música. War Horns é mais voltada para o Power Metal, e que conta com a participação do guitarrista Kiko Loureiro, que pôde contribuir pouco por conta da agenda cheia com o Megadeth.
Voltando aos tempos de Unholy Wars e Judgment Day de Rebirth (2001), Caveman é mais um destaque, tanto por misturar ritmos e instrumentos típicos do nosso país, como por usar melodias em português. Mais uma música típica Prog Metal, porém acessível e em algumas partes dançantes. Possui um dos refrões mais alegres do álbum.
Magic Mirror tem um começo que lembra Waiting Silence e seguindo com The Shadow Hunter, de novo do aclamado Temple Of Shadows (2004). É notável como a banda tem pendido cada vez mais para o Prog Metal, mesmo que de uma maneira mais direta que outras bandas do estilo, o que é bom. A parte instrumental dessa é uma das melhores de todo álbum. Certamente figurará no set list da banda daqui em diante...
E para quem gosta de baladas, Rafael Bittencourt acertou em cheio em Always More. Possui melodias do nível de Make Believe e Gentle Change. E o que dizer do feeling de Fábio Lione? Aqui o vocalista mostra como está à vontade na banda e em um de seus melhores momentos em toda carreira.
Mais uma música que remete a The Shadow Hunter, OMNI – Silence Inside é mais introspectiva, mas que vai crescendo até ficar dramática e tendo Fábio Lione cantando mais agressivo. Uma das mais complexas, assim como The Shadow Hunter, mas que deve agradar o público.
Eu torci o nariz quando Rafael Bittencourt disse sobre '' processar e perdoar '' a banda de tão bom que seria OMNI, pois todo artista diz isso do último álbum para promove – lo, mas ele tinha razão. Não é o álbum que eu mais gosto, mas apenas para nível de comparação, e devido ao sucesso e proporção que tomou, certamente OMNI é o melhor desde Temple Of Shadows (2004).
Eu torço para que a banda conquiste o mesmo reconhecimento que conquistou em Rebirth (2001) e Temple Of Shadows (2004), pois qualidade para estar na mesma prateleira que esses citados OMNI tem, e para que a banda consiga de uma vez por todas dar a volta por cima e permanecer na elite do Heavy Metal mundial como uma das bandas mais ímpares do estilo.
Angra – OMNI (2018)
1. Light Of Transcedence
2. Travelers Of Time
3. Black Widow’s Web
4. Insania
5. The Bottom Of My Soul
6. War Horms
7. Caveman
8. Magic Mirror
9. Always More
10. OMNI – Silence Inside
11. OMNI – Infinite Nothing
Outras resenhas de Ømni - Angra
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