
O que fica óbvio por esses números de vendas é que a maior parte desse crescimento nas vendas se deve aos hipsters, não aos audiófilos. Claro que uma categoria pode convergir com a outra, mas a maioria dos audiófilos não é quem está comprando discos de Bob Iver e Fleet Boxes.
Interessantemente, o The Economist não lista ‘qualidade de som’, como uma das razões pelas quais as pessoas estão comprando vinil. Pagar de legal e moderno é a força motriz por trás do ressurgimento do vinil. De acordo com Steve Redmond, que é porta-voz do ‘Annual Record Store Day’ na Inglaterra, o vinil ‘é simplesmente mais legal do que um download. ’ O artigo também menciona que metade dos discos vendidos ‘não é tocado na verdade’. Uma vez que muitos álbuns também trazem um código para download, os fãs estão comprando os discos, baixando a música pelo código, e nem escutando ao vinil. Alguns compradores nem mesmo têm um toca-discos!
Mais um trecho do artigo: “Agora que toda faixa está disponível de graça em serviços de streaming como o Spotify ou através de um site pirata, os fãs de música precisam de algo mais para contar papo. Aquela edição limitada de 12 polegadas em vinil azul translúcido serve pra isso.”
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Nacho Belgrande, 33 anos, residente em Marilia - SP, é professor de inglês e francês, apesar de formado em Técnico de Engenharia de Estúdio pelo Recording Workshop de Los Angeles, nos EUA. Suas lembranças musicais mais remotas datam de 1983, com a fervilhante passagem do Kiss pelo Brasil e da alta popularidade do Queen no país. Fã(nático) por Mötley Crüe (de quem tem mais de 100 CDs), segue de perto também o trabalho de Slayer, Krisiun, Guns N´ Roses, Van Halen e Ozzy Osbourne, entre outros.
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