O show que não custou nem dez reais (com Hendrix no palco!) e mudou a vida de Roger Waters
Por Bruce William
Postado em 02 de agosto de 2025
Roger Waters já havia conhecido Nick Mason e Rick Wright, mas ainda era apenas um estudante de arquitetura na Regent Street Polytechnic, em Londres. Estava longe de imaginar que aquela conexão resultaria no Pink Floyd, e menos ainda que um ingresso barato para um show num salão da escola mudaria para sempre sua vida musical. O evento marcava o fim do semestre, e a atração escolhida para animar os estudantes era ninguém menos que o Cream, com Eric Clapton, Jack Bruce e Ginger Baker.
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Quando a cortina se abriu com o trio tocando "Crossroads", Waters ficou impressionado. Não apenas pela música, mas também pelo volume, pela presença de palco e, especialmente, pelo aparato técnico dos músicos. "Fiquei atordoado com a quantidade de equipamentos: a bateria com bumbo duplo do Ginger, os dois gabinetes Marshall do Jack Bruce e tudo que o Clapton trouxe", disse para a edição 972 da revista Rolling Stone, de abril de 2005, explicando que ele nunca tinha visto nem ouvido nada igual.
A noite ficou ainda mais marcante quando, já no meio da apresentação, um dos integrantes anunciou a participação de um convidado especial: "Queremos chamar um amigo nosso dos Estados Unidos". Era ninguém menos que Jimi Hendrix, que fazia ali sua primeira aparição pública em território britânico. "Ele entrou e fez todas aquelas coisas que hoje todo mundo conhece, como tocar com os dentes." Waters pagou cerca de uma libra para ver aquilo, o equivalente a menos de dez reais hoje. "Talvez tenha sido a melhor compra que já fiz na vida", afirmou.
Após essa experiência, o Pink Floyd começou a levar a carreira mais a sério. Waters relembra que chegaram a cruzar com o Cream algumas vezes na estrada e que o impacto do trio foi sentido por muita gente, inclusive Jimmy Page, que pode ter se inspirado ali para montar o Led Zeppelin. "Eles deram a quem estava entrando no ramo na época algo em que se espelhar, algo que não era pop, mas ainda assim popular", refletiu.
Décadas depois, ao rever o Cream num show no Royal Albert Hall, Waters disse esperar se sentir como naquela primeira vez. Músicas como "Sunshine of Your Love", "White Room" e "I Feel Free" ainda o encantam. Para ele, a força do Cream não era só técnica, eles buscavam criar algo realmente original. E conseguiram.
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