RECEBA NOVIDADES ROCK E METAL DO WHIPLASH.NET NO WHATSAPP

Matérias Mais Lidas

imagemRoger Waters se defende, mas David Gilmour fica do lado da esposa e confirma tudo

imagemEm 1974, Raul Seixas explicava detalhes dos significados por trás da letra de "Gita"

imagemO ponto fraco de Yngwie Malmsteen segundo Ronnie James Dio, em 1985

imagemA reação de King Diamond ao ouvir Metallica tocando músicas do Mercyful Fate

imagemRoger Waters atende a Rússia e faz discurso para o Conselho de Segurança da ONU

imagemQuem ganhou e quem devia ter ganhado o Grammy de metal desde 1989, segundo Loudwire

imagemVeja o que esperar da turnê do Mayhem no Brasil

imagemRodinha de mosh gigantesca em show do System of a Down viraliza e impressiona

imagemO triste motivo pelo qual o Pink Floyd não podia fazer contato com Syd Barrett

imagemVeja Dave Grohl cantando e agitando em show do Mercyful Fate

imagemPor que Herbert Vianna gosta muito do riff de "Eu Quero Ver o Oco" do Raimundos?

imagemRússia pede para que Roger Waters fale com a ONU sobre a situação da Ucrânia

imagemMegadeth é processado por artista que criou capa do último disco da banda

imagemA opinião de Humberto Gessinger sobre movimentos separatistas da região Sul do Brasil

imagemO show do Engenheiros do Hawaii sem Humberto, que eles achavam que havia sido sequestrado


Def Leppard Motley Crue 2

Black Sabbath: "estes dias estão próximos do fim!"

Resenha - 13 - Black Sabbath

Por João Paulo Linhares Gonçalves
Postado em 06 de julho de 2013

Nota: 8

Durante o ano de 2012, tivemos algumas novelas envolvendo o Black Sabbath: primeiro, a disputa com o baterista Bill Ward, que não aceitou os termos oferecidos a ele para a reunião. Mais dramática, porém, foi a revelação de que Tony Iommi tinha sido diagnosticado com linfoma. Esta última acabou minando um pouco a reunião, se revelando um fator limitador para a banda, que se viu obrigada a fazer poucos shows - ano passado, foram apenas três, em grandes festivais como Download, na Inglaterra, e Lollapalooza, nos EUA (para as demais datas que foram anunciadas, rolou um show com Ozzy e seus amigos...). Iommi partiu para tratar sua doença e, quando podia, se reunia com os demais integrantes para adiantar a composição e gravação do novo álbum. Com produtor decidido, o barbudão Rick Rubin, faltava definir quem seria o baterista. Com Ward fora da jogada, muita gente quis (e achou) que Vinny Appice assumisse as baquetas, já que ele vinha tocando com Iommi e Butler no Heaven & Hell, mas Rubin acabou indicando Brad Wilk, do Rage Against The Machine. No comecinho deste ano, o nome do álbum e a participação de Brad foram anunciadas. Em abril, surgiu o primeiro single, "God Is Dead?", e aos poucos outras faixas foram reveladas conforme foram tocadas ao vivo nos shows da banda na Oceania. O álbum saiu no começo de junho e foi direto para o primeiro lugar das paradas americana e inglesa, um feito que a banda não fazia desde "Paranoid" (na Inglaterra - a banda nunca tinha conseguido o primeiro lugar nos EUA).

Muita gente já teceu sua opinião sobre este álbum. Na ânsia de falar logo, não devem nem escutar o álbum direito... Eu sempre solto a minha um pouco depois, escuto umas seis, oito, dez vezes. Tento me acostumar com o disco, perceber suas qualidades e defeitos. E um defeito que me chamou a atenção nada tem a ver com composições ou performances dos músicos. Tem a ver com a famosa masterização em níveis muito altos, dando a impressão que o som está distorcido, a tal compressão que ficou famosa quando do lançamento de "Death Magnetic", do Metallica. Pois é, mesmo produtor...

Polêmicas a parte, o álbum tem grandes qualidades. Logo na abertura, "End Of The Beginning" traz aqueles riffs de primeira de Tony Iommi, e um pouco de lembranças da primeira música do primeiro álbum da banda - sim, lembra "Black Sabbath" em seu começo, nenhum problema, vamos permitir os nossos heróis se auto-imitarem um pouco (no final, a canção toma um rumo meio que parecendo com "Dirty Women"...). E conforme você escuta a canção, mais ela fica na sua cabeça, os versos e a voz de Ozzy cantando. É, Ozzy se saiu bem neste disco, cheguei a ficar com receio de sua performance... "God Is Dead?", o primeiro single do álbum, é outra muito boa, uma de minhas preferidas, a letra trazendo a polêmica religiosa, Geezer sempre nos presenteando com essas letras - e com uma performance incrível de baixo também! Aquele comecinho com o dedilhado e o peso entrando depois, realmente me ganharam. E assim, com essas duas canções, se passaram mais de 16 minutos. A terceira, "Loner", é talvez a melhor do disco, mais curta e direta, riff certeiro, esta tem tudo para se transformar em um clássico. "Zeitgeist" é a lentinha, meio acústica, os álbuns antigos do Sabbath sempre tinham esse momento mais calmo, e essa seria a "Planet Caravan" do século 21.

"Age Of Reason" é outra mais longa, começa com Iommi escancarando em mais um belo riff, e dá uma quebrada no meio, pra depois crescer - essa crescida melhora bastante a canção. "Live Forever" acelera um pouco e me agrada mais, uma levada muito boa, outro destaque do álbum. E acabo de perceber que estou preferindo as canções mais curtas, que são minoria no álbum... "Damaged Soul" é mais arrastada, sonoridade da guitarra meio suja, a que menos gostei do disco. Fechando o álbum, "Dear Father", mais direta e dentro da proposta do álbum, o finalzinho totalmente clássico desta canção fecha muito bem este novo trabalho da banda. Até colocaram a introdução de "Black Sabbath" fechando o álbum, uma boa referência, ficou legal.

Não me pergunte se este álbum é tão bom quanto os clássicos dos anos 70 - escuto aqueles clássicos há tanto tempo que seria injusto com esse novo petardo. Posso afirmar, sim, que se trata de um genuíno produto do Black Sabbath, com Ozzy Osbourne nos vocais depois de 35 anos, e que eu gostei muito. Diante de todas as circunstâncias, o resultado ficou excelente. Deixemos o tempo nos responder qual será sua posição diante da rica história da banda. Por agora, apenas curta este belo disco e aproveite enquanto os criadores do heavy metal ainda estão na ativa - estes dias estão próximos do fim!

Relação das músicas do álbum:
1 - "End Of The Beginning"
2 - "God Is Dead?"
3 - "Loner"
4 - "Zeitgeist"
5 - "Age Of Reason"
6 - "Live Forever"
7 - "Damaged Soul"
8 - "Dear Father"

Vale um parágrafo aqui sobre as quatro faixas bônus: "Methademic" foi a que mais me agradou, com levada mais acelerada e duração mais curta. Particularmente, eu a colocaria no disco principal, no lugar de "Damaged Soul", bem melhor. "Peace Of Mind" e "Pariah" são boas canções, talvez um degrau abaixo das demais. Mas, sinceramente, essa versão deluxe vir com dois discos só por causa dessas três canções que, juntas, somam uns 15 minutos é sacanagem... A quarta faixa bônus é "Naiveté In Black", e é exclusividade da versão vendida pela rede Best Buy, dos EUA. Também tem levada mais acelerada, e tem qualidade próxima a "Methademic". Pelo visto, o produtor Rick Rubin preferiu as canções mais longas e arrastadas - estas mais rápidas foram preteridas e jogadas pro segundo disco...

[an error occurred while processing this directive]

Alguns vídeos:
"End Of The Beginning":

"God Is Dead?":

[an error occurred while processing this directive]

"Loner":

"Methademic":

[an error occurred while processing this directive]

"Naiveté In Black", a faixa bônus exclusiva da Best Buy:

Um abraço para vocês, com muito metal na veia! Até a próxima!!

[an error occurred while processing this directive]


Outras resenhas de 13 - Black Sabbath

Resenha - 13 - Black Sabbath

Resenha - 13 - Black Sabbath

Resenha - 13 - Black Sabbath

Resenha - 13 - Black Sabbath

Resenha - 13 - Black Sabbath

Resenha - 13 - Black Sabbath

Resenha - 13 - Black Sabbath

Resenha - 13 - Black Sabbath

Resenha - 13 - Black Sabbath

Resenha - 13 - Black Sabbath

Resenha - 13 - Black Sabbath

Resenha - 13 - Black Sabbath

Resenha - 13 - Black Sabbath

Resenha - 13 - Black Sabbath

Resenha - 13 - Black Sabbath

Resenha - 13 - Black Sabbath

Resenha - 13 - Black Sabbath

Compartilhar no FacebookCompartilhar no WhatsAppCompartilhar no Twitter

Siga e receba novidades do Whiplash.Net:

Novidades por WhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps


Stamp


publicidadeAdemir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | André Silva Eleutério | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Euber Fagherazzi | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Henrique Haag Ribacki | José Patrick de Souza | Julian H. D. Rodrigues | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva |
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Sobre João Paulo Linhares Gonçalves

Roqueiro convicto, de carteirinha, desde os treze anos de idade. Já tive diversas bandas preferidas: de Iron Maiden, Metallica e Black Sabbath a The Who, Pink Floyd e Rolling Stones. O heavy metal sempre me atraiu muito, mas o rock praticado nos anos 60 e 70 é fascinante e estou sempre escutando. De vez em quando, dou chance ao punk, rock alternativo, blues, até ao jazz e MPB, pra variar.
Mais matérias de João Paulo Linhares Gonçalves.