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Black Sabbath: o ciclo de Ozzy na banda foi fechado em 1979

Resenha - 13 - Black Sabbath

Por Marcos Garcia
Postado em 04 de junho de 2013

Nota: 3 starstarstar

Não há mais nada o que ser dito sobre o BLACK SABBATH, pois o nome do grupo é lendário e fala por si. E o pai do Heavy Metal está de volta com seu novo CD, '13', um disco que foi esperando ansiosamente por fãs e imprensa, na esperança que a reunião de Ozzy Osbourne, Tony Iommi e Terry "Geezer" Butler, ou seja, 3 dos quatro integrantes originais da banda (o batera é Brad Wilk, conhecido por seu trabalho com RAGE AGAINST THE MACHINE e AUDIOSLAVE) pudesse ser relevante ao cenário do Metal atual, como se ressurgindo das cinzas como uma fênix. Mas acreditem, se forem ansiosos demais, a decepção será na mesma intensidade.

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Mesmo tendo a voz esganiçada e aguda de Ozzy (que lembra muito o que ele faz na carreira solo, e em quase nada a época em que era membro do quarteto antes de sua saída em 1979. Mas relevemos isso em favor de sua idade), a guitarra de Tony, o baixo de Gezzer e a bateria do esforçado Brad, '13' é um disco bem aquém do que o BLACK SABBATH pode fazer, e isso sem comparar o disco com qualquer outro trabalho da banda, nem mesmo com os que possuem o velho "Madman" nos vocais.

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As músicas estão muito cadenciadas, o que em tese, não seria um problema, já que o SABBATH é célebre por ter clássicos assim, mas a energia bruta da banda está contida, e sua sonoridade, por sua vez, enlatada e bem descaracterizada. O som polido e pesado da velha Gibson SG de Tony está estranho, com timbres longe do que este mestre da seis cordas pode fazer. O baixo de Geezer vai pelo mesmo caminho, mesmo com sua técnica peculiar. A bateria e voz, em compensação, estão muito bem gravadas, em que pese que Ozzy nunca foi um vocalista grandioso, ou que a bateria faça algo de mirabolante. Realmente, Rick Rubin (que há tempos anda sendo contestado por seus trabalhos com outras bandas) não acertou a mão em produzir uma banda deste porte.

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Ainda falando da produção sonora, '13' teve, como já mencionado, as mãos do criticado Rick Rubin, que até soube deixar tudo bem equalizado, inclusive a bateria está perfeita (os pratos estão com uma clareza e perfeição absurdas), os vocais de Ozzy estão bem claros e a dicção é perfeita. Já guitarra e baixo, como citados acima, apesar de sonoramente bem postados e audíveis, estão descaracterizados do que a banda sempre apresentou em termos de sonoridade. Sente-se que é o velho SABBATH tocando (as técnicas de Tony, Geezer e Ozzy são bem conhecidas), mas que algo está diferente demais. Está soando preso, esteticamente perfeito para uma geração de fãs acostumadas com "sonoridades modernas".

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Musicalmente, a sensação de decepção se torna ainda mais amarga, pois as músicas do CD, o mais importante de tudo, não convencem. '13' soa como aqueles famosos disco que saem "na marra", ou seja, onde o processo de composição está distante da espontaneidade necessária para se criar algo bom, logo, suas músicas são um excelente remédio para insônia.

'The End of the Beginning' começa promissora, azeda e cadenciada na linha da clássica 'Black Sabbath', mas quando ganha um pouco mais de velocidade, começa a remeter à carreira solo de Ozzy, especialmente a momentos do 'Blizzard of Ozz', mas sem empolgação alguma, e isso é ainda mais grave devido a sua longa duração (mais de 8 minutos); outra longa faixa é 'God is Dead?', disponibilizada há algum tempo na internet, e não é tão ruim assim, mas sinceramente, falta energia e tem um clima bem "down", lembrando novamente a carreira solo de Ozzy, agora a fase 'Ozzmosis'; já 'Loner' é uma canção mais simples, com belas combinações de guitarras limpas com riffs mais secos e puxados para o Rock'n'Roll modernoso; 'Zeitgeist' é uma baladinha bem feita, com boa percussão, baixo macio e guitarras limpas, mas os efeitos na voz de Ozzy puseram tudo a perder. Se a ideia era uma nova 'Changes', o tiro saiu pela culatra; batidas semi-tribais manjadas iniciam 'Age of Reason', onde o grupo mostra nuances de som mais modernas e atualizadas, sem empolgar o ouvinte em momento algum; um ótimo riff de guitarra dá início à 'Live Forever', que logo ganha um andamento um pouco mais empolgante, sendo uma das melhores faixas do disco, ajudada pela forma na qual é cantada; 'Damage Soul' rebusca um pouco do que o grupo fez nos anos 70, mais especificamente entre 'Volume IV' e 'Sabotage', mas soa como se fosse crescer em algum momento que nunca chega, e isso em sete minutos; o disco fecha com 'Dear Father', que é uma boa faixa, apesar da falta de energia. Óbvio que existe a versão Deluxe do CD, com 'Methademic', 'Peace of Mind' e 'Pariah' como faixas-bônus, mas pelo que vimos e ouvimos até aqui, elas não teriam como salvar o disco, por melhor que elas sejam.

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Desde anunciado, '13' estava causando frisson na maioria dos fãs da banda, ansiosos por seu lançamento, mas a audição mostra que todas as esperanças dos fãs do BLACK SABBATH dos anos 70, que sonharam com o retorno de Ozzy por 34 anos (estamos desconsiderando os shows de 1999 e o hiato em que ficaram deste ano até 2006, já que não lançaram nada de novo em termos musicais neste período) naufragaram miseravelmente. A velha Bruxa de Birmingham pode fazer melhor que isso, todos sabem disso.

Talvez se a banda se mantiver unida e disposta a mais um disco, com um outro produtor mais apropriado, possam lançar um disco que realmente faça justiça a seu passado, pois '13' apenas dá a impressão que o ciclo de Ozzy no BLACK SABBATH realmente foi fechado em 1979.

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13 - Black Sabbath
(2013 - Universal - Importado)

Tracklist:
01. End of the Beginning
02. God Is Dead?
03. Loner
04. Zeitgeist
05. Age of Reason
06. Live Forever
07. Damaged Soul
08. Dear Father

Formação:
Ozzy Osbourne – Vocal
Tony Iommi – Guitarras
Geezer Butler – Baixo
Brad Wilk – Bateria

https://www.blacksabbath.com
https://www.facebook.com/BlackSabbath

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Sobre Marcos Garcia

Marcos Garcia é Mestrando em Geofísica na área de Clima Espacial, Bacharel e Licenciado em Física, professor, escritor e apreciador de todas as subdivisões de Metal, tendo sempre carinho pelas bandas mais jovens e desconhecidas do público, e acredita no Underground como forma de cultura e educação alternativas. Ainda possui seu próprio blog, o Metal Samsara, e encara a vida pela máxima de Buda "esqueça o passado, não pense no futuro, concentre-se apenas no presente".
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