Black Sabbath: não foi apenas um xarope antirreumático...
Resenha - 13 - Black Sabbath
Por Mário Liz
Postado em 04 de junho de 2013
Por que ouvir o novo álbum do Black Sabbath? A resposta é mais que óbvia, principalmente porque grande parte (ou a completude de todas as partes) das bandas de rock pesado que se ouve por aí, derivam-se deles. Eles são os pioneiros do metal, e, corajosamente, mostraram a bunda ao "paz e amor" em uma época em que o mundo estava dominado pelo poder das flores. Isto bastaria, no mínimo, para qualquer um se doar ao "13" com respeito, mesmo se o Sabbath não for lá da predileção de alguns ouvintes.
O 13 é um bom álbum. Não é como eu já li por aí (pois a maioria das resenhas são pura babação de ovo). É melhor que o NEVER SAY DIE, e, talvez, se fosse produzido na década de 70, teria menos firulas. Mas há de se entender a razão: os anos 70 morreram! Não há como reviver a magia daquela época, o que se pode fazer é, utilizando uma analogia histórica do movimento antropofágico brasileiro, sorver o que de melhor houve e vomitar posteriormente com as maravilhas tecnológicas de hoje. E o Sabbath conseguiu isto! O álbum realmente soa de forma nostálgica e moderna, sem que isso se torne um choque ruim.
Black Sabbath - Mais Novidades
O ponto fraco do álbum, talvez, foi o autoplágio (ainda que proposital em algumas faixas). Mesmo assim, funcionou em "Loner" (que bebeu da fonte de N.I.B), porém, se fez artificial em "The End of Beginning", galgada na clássica Black Sabbath e na semi-progressiva Dirty Woman. "God is Dead", uma nova-velha conhecida de todos, é uma ótima canção e tem traços de algumas composições da banda dos tempos do eterno "baixinho"- que Dio o tenha. "Age of Reason" e "Live Forever" entraram para dar consistência à massa, sendo que "Live Forever" foi um ótimo tapa buraco, com seu andamento focado no baixo sempre raivoso de Geezer.
O ponto forte do álbum é exatamente quando o velho Sabbath bebe de seu elixir macabro setentista sem a preocupação de parecer "consigo mesmo". A faixa "Zeitgeist" tem o incrível clima de "paz e horror" que a banda conseguiu atingir no passado com "Solitude" e "Planet Caravan", mas que desta vez, incorporou elementos acústicos que consolidaram em uma ótima canção "western" sombria. "Damaged Soul", outra pérola do 13, seria tranquilamente uma faixa do primeiro álbum do Black Sabbath, se ele fosse concebido em 2013. Ela possui o feeling "bluseiro" da banda que se perdeu de forma natural nas décadas de 80 e 90. "Dear Father" fecha o pacote sabbático com a certeza de que os velhotes ainda tem muita lenha pra queimar.
Individualmente, os grandes destaques do álbum foram Tony e Geezer, o primeiro por adotar uma excelente linha minimalista em seus solos e riffs e também por se mostrar extremamente vibrante em todas as músicas, e, o segundo, por ser o responsável pela agressividade e pelo pulso alucinante do álbum.
E para quem esperava dos reis do metal apenas uma dose de xarope antirreumático, esqueça de toda farmácia, pois os vovôs estão aí... mais vivos do que nunca!
Outras resenhas de 13 - Black Sabbath
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O baterista que Dave Lombardo, ex-Slayer, considera o "número 1"
O álbum que talvez seja a definição mais perfeita do rock progressivo
Joe Lynn Turner opina sobre reencontro de Ritchie Blackmore com o Deep Purple
"Estou velho": Geoff Tate explica decisão de abandonar "Operation Mindcrime"
Os 59 anos de idade de Gene Hoglan, um dos maiores bateristas do heavy metal de todos os tempos
A controversa música "pró-Israel" gravada por Scott Ian, guitarrista do Anthrax
O guitarrista que Geddy Lee considera o "músico definitivo" do rock
Summer Breeze vende todos os ingressos para a edição 2027 em tempo recorde
O estilo musical que Geddy Lee considera uma aula sobre como tocar baixo
O guitarrista que Randy Rhoads se sentia imitando: "Faço muita coisa como ele, e isso me mata"
Michael Sweet recusa King Diamond, mas aceita tocar junto
Como Regis Tadeu contou ao próprio Tim "Ripper" Owens que odiou o som do KK's Priest?
O ídolo que Pete Townshend preferia não ter conhecido do jeito em que ele estava
A música do Led Zeppelin que fez Steve Vai querer tocar guitarra: "O mundo parou"
Lars Ulrich relembra como foi o primeiro encontro do Metallica com o Iron Maiden
A opinião de Joey Ramone, eterno vocalista dos Ramones, sobre o Kiss
O hit dos Paralamas que é uma indireta de Herbert para sua ex Paula Toller
Os motivos que levaram RPM a se separar, segundo saudoso baterista Paulo Pagni


O disco do Black Sabbath que mudou a vida de Tom Warrior, do Celtic Frost: "Era como uma droga"
Iommi relembra as últimas palavras que ouviu de Ozzy: "Liguei para ele na véspera de sua morte"
Dave Lombardo acha que o Black Sabbath não foi uma influência direta para o Slayer
Baterista original do Black Sabbath, Bill Ward está finalizando novo álbum solo
O curioso álbum que une músico brasileiro com Geezer Butler e Josh Homme
Tony Iommi (Black Sabbath) revela status atual de seu linfoma
Baterista do Mastodon relembra despedida do Black Sabbath: "Todo mundo começou a chorar"
O disco "esquecido" do Black Sabbath que é um dos preferidos de Shane Embury
A melhor banda do show de despedida do Black Sabbath, segundo João Nogueira
O riff do Black Sabbath que Eddie Van Halen vivia pedindo para Tony Iommi tocar
Os 50 anos de "Journey To The Centre of The Earth", de Rick Wakeman
Guns N' Roses: o último grande álbum de rock feito a mão



