Black Sabbath: Um disco para se escutar em alto volume

Resenha - 13 - Black Sabbath

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Por Ricardo Pagliaro Thomaz
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Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


E finalmente, após todo este tempo esperando e me afogando em ansiedade, eu afinal escutei o retorno do Black Sabbath ao estúdio, 13, o 19º álbum de estúdio da banda e sucessor do álbum Forbidden, de 1995! Foram dias e dias imaginando, matutando, tendo as mais variadas e loucas idéias do que Ozzy, Tony e Geezer planejaram para esse 'comeback'. As versões ao vivo de algumas músicas eu já havia escutado no Youtube, e claro, o single "God is Dead?" já estava na ponta da minha língua no momento em que finalmente coloquei o álbum pra rodar em meu player. E então, eis que agora respiro aliviado! A angústia me dominava, agora estou em êxtase! A única expressão que consigo imaginar para definir o novo álbum é esta: DO CARALHO!!
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Uma grande surpresa este disco, uma vez que os momentos finais de Ozzy com seu time em 1978 não foram lá muito agradáveis para muita gente. Eu até que não reclamo, mas sei que comparado com Never Say Die, a banda tinha capacidade para fazer bem melhor. Depois tivemos Forbidden, considerado por muitos como o disco que enterrou a banda num lamaçal onde até mesmo os próprios membros da banda, na época Iommi, Martin, Murray, Powell e Nicholls, um Sabbath quase completamente desfigurado, critica o próprio trabalho feito. Após muitos anos, houve a reunião com Dio, que originou a compilação The Dio Years com três faixas novas, a formação do Sabbath com Dio gravando novo disco, The Devil You Know (2009) e fazendo turnês sob o nome Heaven & Hell e o Sabbath original, Ozzy, Iommi, Geezer e Ward, fazendo muitas turnês por aí, mas não lançando nada novo. Então Ward dá de costas e desiste desta nova empreitada, fazendo com que o trio remanescente tenha que chamar um baterista para participar das gravações. O escolhido é Brad Wilk, baterista conhecido por tocar em bandas como Rage Against the Machine e Audioslave. E a escolha, apesar de inusitada, mostrou-se acertada. Sendo apenas um convidado, outro baterista de turnê assumiria as funções das baquetas na turnê do disco.

Sob a tutela do produtor Rick Rubin, o Sabbath volta às suas origens e mescla um pouco as sonoridades. Estão lá os elementos de Blues e misticismo que marcaram muito a era de Ozzy, ao mesmo tempo que elementos do Hard Rock e da banda solo de Ozzy convivem pacificamente com um trabalho coeso, pesado e trazendo de volta todas as qualidades que os fãs da banda adoram. E não me entendam errado! Eu sou um fã da era Dio do Sabbath, pra mim a melhor fase da banda é esta. Mas mesmo que nosso querido Ronnie ainda estivesse vivo, eu ainda respeitaria e acolheria com muito entusiasmo essa reunião do Sabbath de volta com seu madman!

Ainda está em dúvida que os velhinhos estão de volta? Então ouça as pancadas do disco. "End of the Beginning" abre as portas atirando riffs, chutando peso para todos os lados e invocando todos os fãs para receber o retorno dos veteranos que mudaram a trajetória do Rock! A faixa remete muito à sonoridade do primeiro disco da banda, estando muito perto dos clássicos em termos de qualidade. Tony Iommi continua ainda sendo aquela metralhadora frenética de riffs marcantes, Ozzy capricha nos vocais e Geezer vem com suas linhas de baixo carregadas, enquanto o convidado da festa, Brad Wilk, executa um ótimo trabalho nas baquetas remetendo muito ao estilo de Bill Ward que, sinto dizer, perdeu a chance de participar da brincadeira com seus velhos companheiros.

"God is Dead?", a faixa single que até minha avó já conhecia, continua intacta no disco, despejando peso, categoria e uma controversa, porém interessante reflexão na cabeça das pessoas em relação aos dias atuais em que vivemos. Outros excelentes destaques no álbum novo são o excelente Blues "Loner" que já havia saído ao vivo no Youtube também, a boa e arrastada "Age of Reason" com Tony Iommi rasgando o verbo na guitarra e arranjos grandiosos e, fechando a bolacha na versão normal, destaco a ótima "Dear Father", que termina com a sonoridade que desenha a ilustração fabulosa da capa do álbum e fecha muito bem um ótimo retorno à forma da banda.

Vamos agora falar um pouco das faixas extras do álbum, há três faixas na versão Deluxe Edition e mais uma ainda exclusiva da versão da loja estrangeira Best Buy, "Naïveté in Black", que provavelmente ninguém viu ainda. Falarei aqui da primeira, portanto. Destaco especialmente a primeira das bonus tracks, "Methademic", ótima faixa e que está inclusive sendo tocada ao vivo pela banda na turnê. "Peace of Mind" é também um bom destaque com todas as caracterísicas Sabbaticas de Ozzy e cia. E fechando muito bem a versão Deluxe do álbum, temos "Pariah". E as distribuidoras brasileiras do disco que me perdoem, mas eu vou de Best Buy! Foram muitos anos aguardando material novo da banda e quatro músicas é muita coisa para se perder.

Tudo o que posso dizer para fechar meus comentários é que o grande Sabbath dos anos 70 está finalmente de volta, meus amigos, ou pelo menos 3/4 dele está aqui, reunindo, fazendo novamente aquele som característico das melhores obras da banda. Um disco feito para qualquer ardoroso fã do grupo inglês se deliciar e escutar em alto volume. Podem comemorar portanto, pois os vovôs do Rock e Heavy Metal estão aqui para o deleite de todos! Altamente recomendado.

13 (2013)
(Black Sabbath)

Tracklist:

01. End of the Beginning
02. God Is Dead?
03. Loner
04. Zeitgeist
05. Age of Reason
06. Live Forever
07. Damaged Soul
08. Dear Father
09. Methademic (bonus)
10. Peace of Mind (bonus)
11. Pariah (bonus)

Selo: Vertigo, Universal

Formação:
Ozzy Osbourne - vocais e gaita
Tony Iommi - guitarra
Geezer Butler - baixo
com participação de Brad Wilk - bateria

Site oficial:
http://www.blacksabbath.com/

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Sobre Ricardo Pagliaro Thomaz

Roqueiro e apreciador da boa música desde os 9 anos de idade, quando mamãe me dizia para "parar de miar que nem gato" quando tentava cantarolar "Sweet Child O'Mine" ou "Paradise City". Primeiro disco de rock que ganhei: RPM - Rádio Pirata ao Vivo, e por mais que isso possa soar galhofa hoje em dia, escolhi o disco justamente por causa da caveira da capa e sim, hoje me envergonho disso! Sou também grande apreciador do hardão dos anos 70 e de rock progressivo, com algumas incursões na música pop de qualidade. Também aprecio o bom metal, embora minhas raízes roqueiras sejam mais calcadas no blues. Considero Freddie Mercury o cantor supremo que habita o cosmos do universo e não acredito que há a mínima possibilidade de alguém superá-lo um dia, pelo menos até o dia em que o Planeta Terra derreter e virar uma massa cinzenta sem vida.

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