Black Sabbath: Metal Hammer inglesa resenha 13 e se impressiona

Resenha - 13 - Black Sabbath

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Por Nacho Belgrande, Fonte: Playa Del Nacho
Enviar correções  |  Comentários  | 

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Por GEOFF BARTON para a METAL HAMMER inglesa
664 acessosMestres: os dez maiores guitarristas canhotos do Rock5000 acessosMick Jagger: em cerimônia na escola do filho em São Paulo

O Heavy Metal passou por incalculáveis mudanças desde 1978, quando o BLACK SABBATH lançou seu último álbum de estúdio com Ozzy Osbourne nos vocais. Intitulado “Never Say Die!”, esse que vos escreve esteve presente às sessões de mixagem. As fitas eram reproduzidas a um volume tão terrivelmente alto que Ozzy fora forçado a deixar a sala – e naquela ocasião aquilo soava como a melhor coisa que eles já tinham feito.

Essa opinião veio abaixo quando o álbum foi lançado, mas isso é outra historia...

O Sabbath pode ser o pai fundador do metal, nas não havia como eles terem previsto como a cena se desenvolveria – melhor dizer ‘passaria por mutações’ – ao longo das décadas. Dada a intensidade da cena moderna, a decisão deles de se reunir com três quartos de sua formação ‘clássica’ é no máximo, ambiciosa, e no mínimo, mal-orientada.

Ouvindo as duas primeiras faixas em “13”, fica claro que a herança deles pesa muito na cabeça deles. “The End of the Beginning” é uma abertura curiosamente modesta, com o verso ‘Rewind the future to the past’ destacando a dificuldade que o Sabbath encara ao tentar recapturar as glórias das antigas. A seguir, “God Is Dead?” faz o seu melhor para replicar a devastação de outrora. Mas, de algum modo, é como uma Xerox ruim;

E daí então algo – sabe lá Deus o quê, poderia ter sido o momento quando Ozzy voltou a enfiar o pé na jaca – acontece. “Loner” chega e traz o primeiro e legítimo arrepio na espinha do disco. É repleta de uma levada ameaçadora: tem aquele groove arquétipo, Tem até Ozzy vociferando “Alright Now!” como ele fizera em “Sweet Leaf” em 1971. Puta que o pariu. E melhora. “Zeitgeist”, uma derivada sonora de “Planet Caravan”, fornece uma deliciosa mudança de ritmo antes de “Age Of Reason” enfiar um machado no seu cu. Tony Iommi arregaça com um solo de clima sinuoso e ameaçador e o baixo de Geezer Butler vibrando como o começo de um terremoto.

“Live Forever” mantém a intensidade, e em seguida “Damaged Souls” ergue a barra. Essa é uma faixa de destaque em ‘13’: uma dose generosa e letal de blues doom, soa como se tivesse sido concebida à meia-noite em uma garagem em Solihull depois de um dia no matadouro. Ozzy entra sozinho, soprando a gaita e invocando Sabbathismos clássicos: ‘Dying is easy – it’s living that’s hard’ e ‘I’m losing the battle between Satan and God. The cataract of darkness forms fully. The long black night begins… ’

O título piegas de “Dear Father” disfarça seu conto de vingança contra um pai abusivo. A entorpecida “Methademic” tem suas raízes em ”Snow Blind” de “Vol. 4”, enquanto “Peace of Mind” é ilustrada pelo lado ator de Ozzy, o que resulta em um belo efeito. E se você ouvir atenciosamente a “Pariah”, você pode ouvir às falanges plásticas de Iommi roçando nas cordas: pode não ser perfeito, mas é um elemento-assinatura do som do Sabbath.

Cagadas? Não tem Bill Ward. O baterista substituto, Brad Wilk, é meio firuleiro e não tem aquele feeling. Do mesmo modo que Rick Rubin não é nenhum Rodger Brain: a produção poderia ser muito mais primitiva. E, com uma duração de quase 70 minutos na edição de luxo, o álbum é longo demais.

Ainda assim, esse retorno é melhor do que qualquer um poderia esperar.

Uma certa banda-paródia pode ter amplificadores que vão até o 11, mas os do Sabbath vão até 13.

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Outras resenhas de 13 - Black Sabbath

4566 acessosBlack Sabbath: Se for o final, eles fecharam com chave de ouro2810 acessosBlack Sabbath: o bom e talvez último registro dos dinossauros2076 acessosBlack Sabbath: "13" é um disco muito bom e consistente5000 acessosBlack Sabbath: "estes dias estão próximos do fim!"2981 acessosBlack Sabbath: o melhor álbum diretamente relacionado à banda2345 acessosBlack Sabbath: depois de 20 anos, uma segunda primeira vez2422 acessosBlack Sabbath: "13" é pra se ouvir alto no som3916 acessosBlack Sabbath: provando que ainda são muito relevantes5000 acessosBlack Sabbath: um presente para os fãs que esperaram 34 anos5000 acessosBlack Sabbath: Um disco para se escutar em alto volume5000 acessosBlack Sabbath: não foi apenas um xarope antirreumático...5000 acessosBlack Sabbath: o ciclo de Ozzy na banda foi fechado em 19795000 acessosBlack Sabbath: Um grande e inspirado trabalho5000 acessosBlack Sabbath: fiel às suas origens e ainda assim soando atual5000 acessosBlack Sabbath: firme, consistente e com a pegada da era Ozzy5000 acessosBlack Sabbath: primeira resenha completa do álbum "13"5000 acessosBlack Sabbath: primeira resenha do novo álbum, 13

MestresMestres
Os dez maiores guitarristas canhotos do Rock

766 acessosVocalistas: 5 famosas falhas ao vivo0 acessosTodas as matérias e notícias sobre "Black Sabbath"

PilaresPilares
O início do Heavy Metal em 1969

DioDio
Os álbuns com o vocalista, do pior para o melhor

Cannibal CorpseCannibal Corpse
O segredo para se fazer música obscura

0 acessosTodas as matérias da seção Resenhas de CDs e DVDs0 acessosTodas as matérias sobre "Black Sabbath"

Mick JaggerMick Jagger
Em cerimônia na escola do filho em São Paulo

Dave MustaineDave Mustaine
Dez coisas que você não sabia sobre o vocalista

Capas de álbunsCapas de álbuns
A história das artes de alguns dos maiores clássicos

5000 acessosTwisted Sister: Dee Snider responde bonito a Gene Simmons5000 acessosHistória do Rock: dos primórdios aos anos 705000 acessosSteve Vai: as 10 melhores faixas de guitarra na opinião dele5000 acessosTributo a Rhoads: Tankian, Morello e Appice tocam "Crazy Train"5000 acessosDuff McKagan: expulso de loja de pirataria do GN'R em Tóquio5000 acessosDave Grohl: quando ele foi rejeitado por David Bowie

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

Sobre Nacho Belgrande

Nacho Belgrande foi desde 2004 um dos colaboradores mais lidos do Whiplash.Net. Faleceu no dia 2 de novembro de 2016, vítima de um infarte fulminante. Era extremamente reservado e poucos o conheciam pessoalmente. Estes poucos invariavelmente comentam o quanto era uma pessoa encantadora, ao contrário da persona irascível que encarnou na Internet para irritar tantos mas divertir tantos mais. Por este motivo muitos nunca acreditarão em sua morte. Ele ficaria feliz em saber que até sua morte foi motivo de discórdia e teorias conspiratórias. Mandou bem até o final, Nacho! Valeu! :-)

Mais matérias de Nacho Belgrande no Whiplash.Net.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em fevereiro: 1.218.643 visitantes, 2.740.135 visitas, 6.216.850 pageviews.

Usuários online