Black Sabbath: Metal Hammer inglesa resenha 13 e se impressiona
Resenha - 13 - Black Sabbath
Por Nacho Belgrande
Fonte: Playa Del Nacho
Postado em 28 de maio de 2013
Por GEOFF BARTON para a METAL HAMMER inglesa
Black Sabbath - Mais Novidades
O Heavy Metal passou por incalculáveis mudanças desde 1978, quando o BLACK SABBATH lançou seu último álbum de estúdio com Ozzy Osbourne nos vocais. Intitulado "Never Say Die!", esse que vos escreve esteve presente às sessões de mixagem. As fitas eram reproduzidas a um volume tão terrivelmente alto que Ozzy fora forçado a deixar a sala – e naquela ocasião aquilo soava como a melhor coisa que eles já tinham feito.
Essa opinião veio abaixo quando o álbum foi lançado, mas isso é outra historia...
O Sabbath pode ser o pai fundador do metal, nas não havia como eles terem previsto como a cena se desenvolveria – melhor dizer ‘passaria por mutações’ – ao longo das décadas. Dada a intensidade da cena moderna, a decisão deles de se reunir com três quartos de sua formação ‘clássica’ é no máximo, ambiciosa, e no mínimo, mal-orientada.
Ouvindo as duas primeiras faixas em "13", fica claro que a herança deles pesa muito na cabeça deles. "The End of the Beginning" é uma abertura curiosamente modesta, com o verso ‘Rewind the future to the past’ destacando a dificuldade que o Sabbath encara ao tentar recapturar as glórias das antigas. A seguir, "God Is Dead?" faz o seu melhor para replicar a devastação de outrora. Mas, de algum modo, é como uma Xerox ruim;
E daí então algo – sabe lá Deus o quê, poderia ter sido o momento quando Ozzy voltou a enfiar o pé na jaca – acontece. "Loner" chega e traz o primeiro e legítimo arrepio na espinha do disco. É repleta de uma levada ameaçadora: tem aquele groove arquétipo, Tem até Ozzy vociferando "Alright Now!" como ele fizera em "Sweet Leaf" em 1971. Puta que o pariu. E melhora. "Zeitgeist", uma derivada sonora de "Planet Caravan", fornece uma deliciosa mudança de ritmo antes de "Age Of Reason" enfiar um machado no seu cu. Tony Iommi arregaça com um solo de clima sinuoso e ameaçador e o baixo de Geezer Butler vibrando como o começo de um terremoto.
"Live Forever" mantém a intensidade, e em seguida "Damaged Souls" ergue a barra. Essa é uma faixa de destaque em ‘13’: uma dose generosa e letal de blues doom, soa como se tivesse sido concebida à meia-noite em uma garagem em Solihull depois de um dia no matadouro. Ozzy entra sozinho, soprando a gaita e invocando Sabbathismos clássicos: ‘Dying is easy – it’s living that’s hard’ e ‘I’m losing the battle between Satan and God. The cataract of darkness forms fully. The long black night begins… ’
O título piegas de "Dear Father" disfarça seu conto de vingança contra um pai abusivo. A entorpecida "Methademic" tem suas raízes em "Snow Blind" de "Vol. 4", enquanto "Peace of Mind" é ilustrada pelo lado ator de Ozzy, o que resulta em um belo efeito. E se você ouvir atenciosamente a "Pariah", você pode ouvir às falanges plásticas de Iommi roçando nas cordas: pode não ser perfeito, mas é um elemento-assinatura do som do Sabbath.
Cagadas? Não tem Bill Ward. O baterista substituto, Brad Wilk, é meio firuleiro e não tem aquele feeling. Do mesmo modo que Rick Rubin não é nenhum Rodger Brain: a produção poderia ser muito mais primitiva. E, com uma duração de quase 70 minutos na edição de luxo, o álbum é longo demais.
Ainda assim, esse retorno é melhor do que qualquer um poderia esperar.
Uma certa banda-paródia pode ter amplificadores que vão até o 11, mas os do Sabbath vão até 13.
Outras resenhas de 13 - Black Sabbath
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