Black Sabbath: fiel às suas origens e ainda assim soando atual
Resenha - 13 - Black Sabbath
Por Otávio Augusto Juliano
Postado em 03 de junho de 2013
O que esperar de um álbum de uma banda que é considerada pioneira no Heavy Metal? Certamente algo pesado e marcante que não passará despercebido pela crítica especializada, meios de comunicação em geral, fãs etc. "13" chega ao mercado somente dia 11 de junho, mas tivemos acesso ao conteúdo do álbum em um evento de divulgação realizado pela gravadora Universal.
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Leia uma outra resenha no link abaixo.
BLACK SABBATH é a referência não só para praticamente todos os fãs de Metal, mas também para as bandas do gênero, que foram influenciadas pelo som pesado e distorcido criado por esses ingleses a partir de 1968.
Com 3/4 da formação original, o BLACK SABBATH apresenta agora "13", o primeiro álbum com Ozzy Osbourne no vocal desde "Never Say Die", lançado em 1978. Trinta e cinco anos se passaram e muita coisa aconteceu na história dessa banda e do Heavy Metal em geral.
Ainda que a produção dos discos tenha se modernizado e o Heavy Metal mudado bastante, em "13", o BLACK SABBATH consegue se manter fiel às suas origens e ainda assim soar atual. É SABBATH soando como SABBATH, apesar da sentida falta de Bill Ward, que não topou gravar o disco.
Ouvimos o álbum uma única vez, na íntegra, faixa a faixa. As impressões de cada canção são as seguintes:
"End of the Beginning"
A música de abertura é a segunda mais longa do álbum. Remete o ouvinte à faixa "Black Sabbath", do primeiro disco lançado pela banda, devido ao começo lento e esticado até acelerar e nos apresentar a clássica distorção de guitarra de Iommi. Ainda que comece arrastada, engrena e agrada.
"God is Dead?"
É a canção que já está na "boca do povo". Lançada como single e disponível para audição na Internet, é a mais longa do disco. As linhas de baixo impressionam e é uma faixa que não demora a engrenar, mas varia bastante de cadência nos seus quase 9 minutos de duração. Dispensa maiores comentários, pois você leitor, que agora lê este texto, certamente já a ouviu. De qualquer forma, posso garantir que há canções bem melhores em "13".
"Loner"
Tem uma linha mais Rock n’ Roll e até mesmo Hard Rock e é o que a mídia adora chamar de "faixa mais comercial" do álbum. Traz uma sonoridade atual e um ritmo que vicia, com bastante distorção nos riffs e solos de Iommi.
"Zeitgeist"
Embora não seja nada de inovador, pois lembra bastante a canção "Planet Caravan", do álbum "Paranoid" (1970), "Zeitgesit" é um dos pontos altos de "13". Traz percussão e violão e é aquela faixa para se ouvir de luz apagada, viajando na sua melodia psicodélica. No meio um solo de blues incrível, como se fosse um encontro de B.B. KING e SABBATH.
"Age of Reason"
É talvez a faixa mais pesada do disco, com presença marcante do baixo e bateria ditando a levada cadenciada da música. Como é característica do BLACK SABBATH dos anos 70, tem muitas mudanças de direção, variando de velocidade.
"Live Forever"
Ao lado de "Loner", é outra que se poderia chamar de "mais comercial". Apresenta uma levada muito legal e é quase impossível não balançar a cabeça ao ouvi-la.
"Damaged Soul"
Juntamente com "Zeitgeist", considero outro destaque de "13". Uma aula de guitarra de Iommi, com lindos riffs e solos, sendo um deles um blues incrível, com uma parte em que só se ouve o som das seis cordas. A faixa se prolonga até quase 8 minutos e termina acelerada pela guitarra de Iommi. Sem ter acesso ao álbum para ouvi-lo novamente, é uma canção que não vejo a hora de ouvir uma segunda vez.
"Dear Father"
Começa depressiva e ganha peso alguns minutos depois. No curso de sua execução se vê uma mudança de direção e passa a acelerar, tendo por trás a forte presença do baixo de Butler. Por vezes agita mais e retorna à cadência inicial, terminando ao som de trovões e chuva, em clara remissão à faixa de abertura do primeiro disco homônimo da banda, a "Black Sabbath", que também traz no começo o barulho de chuva e trovoadas. Fecha a trinca de destaques do disco.
Essas foram as impressões de uma primeira é, até agora, única audição do álbum "13". Independentemente das críticas que vier a receber, "13" já chega às lojas como um marco na música, por ser um lançamento do BLACK SABBATH, a banda que se confunde com a própria história do Heavy Metal.
A produção ficou a cargo de Rick Rubin e o CD será lançado em versão normal e edição Deluxe, com três faixas adicionais, inclusive no Brasil. É esperar para ver e ouvir.
Nacional – Universal Music
Banda:
Ozzy Osbourne – vocal
Tony Iommi – guitarra
Geezer Butler – baixo
Brad Wilk – bateria
Track List:
1. "End of the Beginning" (8:07)
2. "God is Dead?" (8:55)
3. "Loner" (5:00)
4. "Zeitgeist" (4:37)
5. "Age of Reason" (7:00)
6. "Live Forever" (4:46)
7. "Damaged Soul" (7:51)
8. "Dear Father" (7:20)
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