Valfreya: sonoridade que mescla Black Metal com Folk Metal

Resenha - Path To Eternity - Valfreya

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Por Vitor Franceschini
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A banda canadense Valfreya tem a sua frente a vocalista Crook e foi fundada em 2009. Investindo em uma sonoridade que mescla Black Metal com Folk Metal, o sexteto divulga atualmente este "Path To Eternity", um álbum diferenciado e que foge um pouco da mesmice que o gênero se encontra.

O primeiro fator preponderante na sonoridade deste trabalho é o ar obscuro e maléfico que o circunda. Diferentemente da maioria, as composições aqui poderiam soar como a trilha sonora do vilão da história. Mesmo contendo ótimos arranjos e uma boa melodia, o som da Valfreya possui peso e agressividade.

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A vocalista Crook investe em vocais rasgados se alternando com narrativas, sussurros e vocais limpos de vez em quando. As linhas de guitarras são ríspidas, porém técnicas, enquanto a cozinha faz seu trabalho necessário. Tudo com arranjos de teclados muito bem encaixados e nada exagerados.

Há também influências da música clássica, porém bem encaixados e dentro do limite, sem tirar o peso necessário. Apesar das belíssimas e épicas Confront Immensity e My Everlasting Star se destacarem, é nas agressivas Inferno e Condemned World que a banda soa mais Black Metal. Não posso deixar de citar também Beyond Illusion, uma das melhores do trabalho.

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Enfim, "Path To Eternity" é um bom trabalho de estreia que provavelmente terá uma ótima aceitação na Europa, principalmente nos países nórdicos. Também é inevitavelmente indicado a fãs de Fintroll, Ensiferum e Opera IX.

http://valfreyametal.com
http://www.facebook.com/Valfreya.Metal




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Sobre Vitor Franceschini

Jornalista graduado tem como principal base escrever sobre Rock e Metal, sua grande paixão. Ex-editor do finado Goredeath Zine, atual comandante do blog Arte Metal, além de colaborador de diversos veículos do underground.

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