Contando com evento apocalíptico espacial, "As The World Dies" lança seu segundo disco
Resenha - As The World Dies - Nebula
Por Mário Pescada
Postado em 19 de junho de 2025
Nota: 8 ![]()
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"Nebula" (2025), o segundo disco do As The World Dies, remete a um fato preocupante: dia 13 de abril de 2029 um asteroide de 340 metros de largura chamado Apophis, nome do deus serpente do caos no antigo Egito, passará mais perto da Terra do que os satélites geoestacionários que estão em órbita hoje.
Bom, já que ele não vai nos acertar, menos mal, certo? Mas, e se essa bendita rocha gigante vagando pelo espaço desvia sua rota e atinge a Terra? Aí sim será o verdadeiro caos: seu impacto causará uma destruição total por centenas de quilômetros, a morte de milhões de pessoas e uma crise global sem paralelos.
Baseado nesse cenário pessimista, quase apocalíptico não descartado totalmente pelos cientistas que o inglês As The World Dies, outro filho da ilustre Birmingham (Black Sabbath, Judas Priest, Napalm Death, Benediction e outros bons nomes) se inspirou para criar "Nebula" (2025).

As letras do vocalista Jay "Crikey" Price abordam desde questões envolvendo um mundo pós-impacto causado pelo Apophis, quanto questões existenciais sombrias. Já as músicas, todas do guitarrista/tecladista Scott Fair (Memoriam, ex-Massacre), mesmo tendo algumas passagens com metrancas, focam mais no peso do death metal cadenciado, seguindo aquele tipo de andamento que grupos como Sinister e Asphyx, por exemplo, fazem com maestria. Sinceramente, o rótulo de progressive death metal dado pela gravadora não cai bem para o As The World Dies.
Apesar de não variar muito entre as faixas, o disco consegue manter uma boa pegada graças a três elementos-chave: os bons guturais de Jay, o timbre "gordo" da guitarra de Scott e o som captado da bateria de Chris, especialmente os bumbos - cada pisada é um coice no peito!
"Apophis" abre os trabalhos com efeitos de teclado e dá uma boa ideia do que vai vir a seguir. "Consumed" é um death metal mais paradão, quase doom, que vai definhando aos poucos até encerrar; "Playing God" tem um riff muito bom e alguns efeitos no meio, incluindo baixo distorcido; "Voices Of Angels" é a faixa mais sombria do disco e "Final Resting Place" fecha muito bem o álbum com um bonito trabalho das guitarras. De presente, a edição nacional tem uma faixa bônus, a paulada "Consummation Of Creation", que conta com a holandesa Janneke De Rooy nos vocais.
Tudo muito bem, mas essa capa não desceu. Os vídeos do pré-lançamento do álbum davam a impressão de que seria alguma imagem espacial ou como o título, uma nebulosa (nuvens gigantes formadas por poeira cósmica, hidrogênio e gases, de coloração intensa), Apophis em pessoa, mas não. Optaram pela imagem da cabeça de uma estátua quebrada de um anjo. Enfim...
Se o mundo pode acabar ou não em 2029, só saberemos daqui quatro anos. Até lá, aproveite o lançamento de "Nebula" (2025) no Brasil pela parceria Shinigami Records com a Reaper Entertainment.
Formação:
Jay "Crikey" Price: vocal
Scott Fairfax: guitarra, teclados
Darren Mcgillivray: guitarra
Chris Mcgrath: bateria
Bill Richmond: baixo
Faixas:
01 Apophis
02 Consumed
03 Dark Oblivion
04 I Am The One
05 Blind Destiny
06 Playing God
07 Voices Of Angels
08 Under A Dying Sky
09 Final Resting Place
10 Consummation Of Creation feat. Janneke De Rooy (bonus track)
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