Mr. Big e Winger: Uma grande noite de hard rock para os gaúchos

Resenha - Mr. Big e Winger (Pepsi On Stage, Porto Alegre, 06/02/2015)

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Por Guilherme Dias
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Uma grande noite de hard rock para os gaúchos. Bandas ícones do estilo no final dos anos 80 fizeram belas apresentações em Porto Alegre. O Mr. Big está em turnê divulgando o seu novo trabalho "... The Stories We Could Tell", já o Winger - convidado muito especial - o álbum "Better Days Comin'".

Fotos por: Liny Oliveira
facebook/photoslinyoliveira

A produtora do evento convidou três bandas para que o Mr. Big escolhesse uma para abrir o evento, e a escolhida foi a Elixir. De Bento Gonçalves (serra gaúcha), a banda formada por Vinicius Cusin (vocal), Giovani Marcon (guitarra), Daniel Della Jiustina (baixo), Mauricio Meinert (bateria) e Marcos de Toni (teclado) realizou o show em um formato acústico, mas sem fugir da linha do hard rock oitentista. Apesar da longa estrada que a banda já percorreu pelo país em mais de 10 anos, ainda não são conhecidos por todos. Começando as 18:55, o grupo tocou músicas de seus discos "Get Out" e "Midnight Sun", destacando-se "Burning For Me" e "I Want You". Deixando claro as influências, eles ainda tocaram "Dream On" do Aerosmith e "Night Train" do Guns and Roses, que agradou o pequeno público que já estava presente no Pepsi On Stage.

No cronograma constava que a apresentação do Winger iniciaria as 19:30, mas já que o show de abertura teve um atraso de 20 minutos, quem já estava no local ficou com a impressão de que os shows principais também atrasariam, porém não foi isso o que aconteceu. Por volta das 19 horas e 40 minutos, Kip Winger (vocal e baixo) subiu ao palco acompanhado de sua banda. "Midnight Driver of a Love Machine", faixa que abre o último trabalho da banda "Better Days Comin'", abriu a apresentação em Porto Alegre. A partir daí só clássicos como "Easy Come Easy Go", "Hungry", "Pull Me Under" e "Down Incognito". Quase todos os discos da banda receberam espaço no set-list.

Grande destaque para os backing vocals de Reb Beach (guitarra) durante toda a apresentação, principalmente em "Stone Cold Killer" (do disco Karma, 2009). Porém o volume dos microfones de backing vocal estavam muito altos, em alguns momentos até mesmo ultrapassando o volume da voz de Kip e o som dos demais instrumentos.

Todos os integrantes da banda possuem uma ótima qualidade técnica, então os tradicionais solos individuais não foram problema na apresentação. Rod Morgenstein (bateria) fez um solo muito criativo, com um playback instrumental tocando ao fundo. O momento de Reb Beach teve muito “feeling”, o guitarrista deu vida para a sua guitarra com tamanha emoção em sua performance.

Kip esbanjava alegria em todos os momentos, inclusive tirou o seu celular do bolso e tirou fotos do público diversas vezes. Após tirar a primeira foto de todo o público, ele se posicionou no teclado e aí algo estranho aconteceu: Kip xingou o seu teclado de tudo o que era jeito, pois não encontrava o efeito que utilizaria para a próxima música. Demorou até encontrar, e quando achou, tocaram “Headed for a Heartbreak”, clássico incontestável do primeiro disco da banda. Na sequência “Can’t Get Enuff” (“In the Heart of the Young”, 1990) e “Madalaine” que teve a sua parte instrumental prolongada. Ainda era dia quando “Seventeen” encerrou o show, deixando muitos fãs chateados, visto que “Miles Away”, o maior hit da banda, não foi tocado. Após o show, seja nos bares, ou nos banheiros, só se falava sobre isso. O motivo não se sabe, talvez aquele problema técnico no teclado, ou então a necessidade de um show reduzido fizeram isso acontecer. Mas isso não tira o brilho que a banda teve em cima do palco. Os demais clássicos deixaram os fãs muito satisfeitos.

Sem atraso algum, era a vez do Mr. Big entrar em ação com a já esperada “Daddy, Brother, Lover, Little Boy (The Eletric Drill Song)”. A banda de Eric Martin (vocal), Paul Gilbert (guitarra) e Billy Sheehan (baixo) teve a bateria das músicas divididas entre o tradicional baterista Pat Torpey e Matt Star (Ace Frehley). Isso devido a Pat ter sido diagnosticado com Parkinson em julho de 2014. “Gotta Love to Ride” foi a primeira de “... The Stories We Could Tell” a aparecer no set-list, após ela duas do disco antecessor “What if…”, “American Beauty” e “Undertow”.

A qualidade técnica também é gigantesca nos integrantes do Mr. Big. Antes de “Alive and Kickin’” (Lean Into It, 1991), Paul e Billy fizeram um duelo de guitarra e baixo mostrando o que fazem de melhor nos seus instrumentos. Nesse momento Pat Torpey apareceu no palco pela primeira vez. Pat tocou meia-lua, junto com uma pequena percussão montada ao lado da bateria, e ali ficou a maior parte do show. Nota-se a perda de motricidade fina principalmente no braço direito de Pat, o braço esquerdo é o que ainda tem boas habilidades motoras, o que permite-o tocar algumas músicas que não necessitam de grande habilidade (o que é difícil em músicas do Mr. Big).

As clássicas “Take Cover” (Hey Man, 1996) e “Green-Tinted Sixties Mind” (Lean Into It) animaram bastante o público. Gilbert realizou seu solo, invejando (positivamente, é claro) todos os guitarristas na plateia do Pepsi On Stage. “The Monster in Me”, “Rock and Roll Over” e “As Far As I Can See” deram sequência à apresentação.

Em “Wild World”, Eric pegou o seu violão e a principal figura do show, Pat Torpey, se posicionou na frente do palco. Matt destruiu na bateria o show inteiro, mas os fãs estavam com muita vontade de ver Pat na bateria e quando todos menos esperavam isso aconteceu. “Just Take My Heart” que já é emocionante, ficou mais ainda quando Pat foi para a bateria. O baterista poderia ter ficado em casa, mas acompanha a banda na turnê de uma forma louvável. Tudo isso pelos fãs e o companheirismo com os seus colegas de banda.

Billy Sheehan também teve o seu solo especial, fazendo o que poucos humanos conseguem fazer com um baixo. “Addicted To That Rush”, a famosíssima “To Be With You” (que pode ser escutada em quaisquer super mercados e rádios do mundo inteiro) e “Colorado Bulldog” encerraram a maior parte do show.

Para o bis, aquela confusão toda. Eric Martin no baixo, Billy Sheehan e Matt Star nas guitarras, Paul Gilbert na bateria e a grande estrela da noite, Pat Torpey, virou frontman e assumiu os vocais. Tudo isso para “Living After Midnight”, clássica música do Judas Priest. E para encerrar, apenas “Mr. Big”.

Uma noite muito especial para quem cultiva o hard rock no Rio Grande do Sul. Fãs do interior do estado e até mesmo de Santa Catarina estavam em Porto Alegre para assistir os grandes shows. Foi aquele tipo de evento que vale cada centavo investido no ingresso, no transporte e nas cervejas consumidas no local.

Set-list Elixir:

1 - Too Late
2 - Burning For Me
3 - Jessica
4 - Dream On (Aerosmith)
5 - I Want You
6 - Nightrain (Guns and Roses)

Set-list Winger:

1 - Midnight Driver of a Love Machine
2 - Easy Come Easy Go
3 - Hungry
4 - Pull Me Under
5 - Down Incognito
6 - Stone Cold Killer
7 - Headed for a Heartbreak
8 - Can’t Get Enuff
9 - Madalaine
10 - Seventeen

Set-list Mr. Big:

1 - Daddy, Brother, Lover, Little Boy (The Electric Drill Song)
2 - Gotta Love the Ride
3 - American Beauty
4 - Undertow
5 - Alive and Kickin'
6 - I Forget to Breathe
7 - Take Cover
8 - Green-Tinted Sixties Mind
9 - Out of the Underground
10 - The Monster in Me
11 - Rock & Roll Over
12 - As Far as I Can See
13 - Wild World
14 - East/West
15 - Just Take My Heart
16 - Fragile
17 - Around the World
18 - Addicted to That Rush
19 - To Be With You
20 - Colorado Bulldog
21 - Living After Midnight (Judas Priest)
22 - The Light of Day
23 - Mr. Big

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Sobre Guilherme Dias

Sou Guilherme Figueiró Dias, de Porto Alegre, estudante de educação física, tenho 23 anos e sou fanático por música e futebol, especialmente hard rock e heavy metal. Preferências entre Helloween, Gamma Ray, Pink Cream 69, Bon Jovi, Hellacopters, Michael Kiske, entre outros. O que gosto realmente de fazer (além de torcer, cantar e pular pelo Grêmio na Geral) é curtir um bom show das bandas que eu adoro e tomar umas cervejas pra celebrar a vida.¨

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