Royal Blood em São Paulo é fortíssimo concorrente para um dos melhores shows do ano
Resenha - Royal Blood (Audio, São Paulo, 13/04/2024)
Por Diego Camara
Postado em 16 de abril de 2024
Após seis anos da passagem magnífica do Royal Blood pelo Brasil, com direito a show no estádio lotado do Maracanã abrindo para o Pearl Jam, a banda retornou ao país para duas apresentações no Brasil. O show em São Paulo não poderia ter sido melhor: o dueto entregou tudo o que podia e mais um pouco, levando os fãs que lotaram a Audio Club a loucura. Confira abaixo os principais detalhes do show, com as imagens de Fernando Yokota.
O show começou no horário, e o dueto formado por Mike Kerr e Bem Thatcher demorou ne meia música para deixar o público insano: nos primeiros versos de "Boilermaker" os fãs já estavam loucos e gritando pela banda, cantando alto o refrão e puxando o ânimo pra cima. O som da Audio estava perfeito em todos os sentidos: tanto na qualidade quanto na altura exatas para transmitir a força do Royal Blood em todos os pontos da pista e camarote.

Um dos grandes sucessos da banda, "Out of the Black", veio logo em seguida para a loucura do público. Os fãs já estavam enlouquecidos. A magnífica pegada impressiona, a banda faz muito com tão pouco. A pegada do baixo é impressionante e firme, e a bateria rápida acelera a música ainda mais, um misto de blues com rock moderno. O público cantou junto o tempo inteiro.

A sequência mostrou um público incansável. As músicas, uma atrás da outra, somente aqueciam mais o show. "Lights Out" contou com um belíssimo solo de Mike Kerr, que impressiona pela sua capacidade de transformar seu instrumento de uma maneira que faz parecer que ele é uma banda inteira no palco. Os fãs se apaixonam pela técnica do vocalista, cantando com ele e dançando na pista.

O "Royal Blood", disco título de 2014 e primeiro da banda, dominou o setlist inteiro e quase foi tocado na íntegra nesse show, só faltando as músicas "Careless" e "Better Strangers". Não é por pouco a escolha do dueto, já que o público parece ter uma ligação especial com este álbum: a pegada aqui é diferente. "Blood Hands" foi outra que fez o público ficar louco: a pegada mais melódica dos vocais de Kerr aqui, com a bateria mais baixa na introdução cria um clima que vai vagarosamente puxando para o ápice da música, cantado com vontade pelos fãs.

"Typhoons" foi outro grande destaque. Em sua pegada mais ritmada contou com muito apoio do público, que puxou o refrão. A pegada na bateria aqui é diferente, bastante ritmada e com uma pegada bem moderna que flerta com a música eletrônica. "Little Monster" veio pouco ali mais pra frente. Apresentação apaixonada, aonde o dueto vai para a frente do palco e se aproxima dos fãs. O final foi lindíssimo, com um coro puxado pelo público.

O show foi se encaminhando para o final, e em "Loose Change" duas rodas se abriram no centro da pista a pedido do Royal Blood. O ponto alto da música viu o mosh visceral ganhar força. Ele se repetiria com "Figute it Out", já na última música do show, dessa vez de forma orgânica: os fãs se dividiram entre cantar a música no mais alto som – que deixou o volume do palco até tímido – e num bate cabeça louco.

Quando o show terminou, o público foi deixando devagar a casa, ainda meio de anestesiados da pancada musical que foi o Royal Blood. Novamente a Audio mostra porque é uma das melhores casas de show de São Paulo, e a produção da Move Concerts entregou tudo o que precisava para uma apresentação mais que impressionante, do mais alto nível.

Setlist:
Boilermaker
Out of the Black
Mountains at Midnight
Come on Over
You Can Be So Cruel
Lights Out
Shiner in the Dark
Supermodel Avalanches
Blood Hands
Trouble's Coming
Typhoons
Pull Me Through
One Trick Pony
Little Monster
How Did We Get So Dark?
Loose Change
Bis:
Ten Tonne Skeleton
Figure It Out




































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