Em 04/08/2012 | Resenha - Wacken Open Air (Wacken, Alemanha, 02-04/08/12)

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Resenha - Wacken Open Air (Wacken, Alemanha, 02-04/08/12)


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Desde que me mudei para a Alemanha, em fevereiro deste ano, esperava com certa ansiedade pela temporada dos festivais de verão do país, pois seria a oportunidade perfeita para unir duas das coisas que mais amo fazer: assistir a shows incríveis e escrever sobre eles. Consegui algumas credenciais, mas no fim das contas – devido a alguns fatores de ordem pessoal – acabei cobrindo apenas o Wacken Open Air, sobre o qual relato nas próximas linhas. Esteve comigo nessa maratona de três dias o fotógrafo berlinense Thorsten D. C. Ringel o qual, com muito esforço e paciência, registrou o que foi possível dentro das condições que nos foram dadas (nota do redator: explicarei melhor isso mais a frente).

O texto representa a opinião do autor, não do Whiplash.Net ou de seus editores.

Texto: Durval M. C. Ringel
Fotos: Thorsten D. C. Ringel

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A faixa contendo os dizeres “Alegre-se, você está no Wacken. Bem-vindo à cidade do heavy metal” já é uma tradição para quem adentra o pequeno local ao norte do país, e mesmo sendo algo bastante simples gera certo impacto e podemos sentir algo especial no ar, pra valer. O credenciamento foi super tranquilo, até mais do que esperávamos devido ao tamanho da fila. Minutos após já com “tudo” em mãos seguimos ao local propriamente dito, há alguns poucos quilômetros dali. O trajeto foi facilitado ao encontrarmos dois colegas que ali estavam para cobrir pelo programa de TV paulistano Stay Heavy, os quais gentilmente nos deram uma carona até o camping de imprensa. Ali começou o primeiro impasse pois o mesmo, segundo os seguranças, estava lotado. Nos indicaram o acampamento VIP, não muito longe. Estava de bom tamanho.

- Quinta-feira, 02/08/12

Pouco após montarmos a tenda e nos alojarmos, seguimos para a área dos palcos principais, onde o SEPULTURA começava seu furioso set acompanhados dos franceses Les Tambours du Bronx no Black Stage. Quem os viu no Rock in Rio este ano sabe que a combinação funciona, mas achei que exageram na quantidade de músicas do último citado. Sei que não é a primeira vez que os brasileiros tocam no Wacken, mas um “best of”, em minha opinião, é sempre um plus em festivais. De todo modo não esqueceram alguns clássicos, a exemplos de Kaiowas – obrigatória tendo um grupo percussivo dessa qualidade ao lado, Refuse/Resist, Territory e Roots Bloody Roots, que provavelmente será eternamente a escolhida para encerrar as apresentações do quarteto. Algo que eu curti bastante foi quando o guitarrista Andreas Kisser foi ao microfone e saudou o público em português e espanhol. Pausa de 15 minutinhos pra tomar a primeira cerveja do dia, corremos para o True Metal Stage, por conta do show do U.D.O. A chuva insistia em cair, fator que quase levou ao cancelamento do Wacken dias antes, e a lama era geral. Não se trata de querer estar limpinho em um evento como esse o tempo todo, mas a preocupação era não cair, pois parecia que estávamos andando sobre manteiga. Entretando, nem mesmo isso nos impediu de curtir hinos como Screaming For a Love-Bite, Princess of the Dawn, Animal House, Metal Heart e Balls to the Wall.

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Pouco antes das nove da noite o SAXON entrou no Black Stage. Os headliners, como sempre, fizeram bonito e desfilaram clássicos atrás de clássicos. Iniciaram com Heavy Metal Thunder, do “Strong Arm of the Law”, do qual ainda tocaram 20000 Ft, To Hell and Back Again e a faixa-título. O set-list foi longo, como de costume, trazendo 18 canções. Em determinado momento o vocalista Byff Byford bradou: “no dia em que decidirmos parar faremos nosso derradeiro show aqui no Wacken!” Se ele vai cumprir o prometido ou não, o fato é que o comentário gerou um misto de euforia com certo receio, pois transpareceu que dali em breve poderemos ter não tão boas novas sobre os britânicos. Felizmente as execuções de Denim and Leather, Wheels of Steel, a belíssima The Eagle Has Landed, Power and the Glory, Crusader, dentre outras, nos fizeram deixar o receio de um fim para escanteio. A finalização se deu com 747 (Strangers in the Night) e Princess of the Night. Não superaram o concerto matador de São Paulo em outubro do ano passado (nota do redator: confira o link ao fim deste parágrafo), mas encerraram o primeiro dia daquele palco com muita competência. Coube ao VOLBEAT fechar o primeiro dia do evento, o que fizeram bem. Particularmente não fazem meu tipo de som, mas os dinamarqueses – claramente influenciados pelo Metallica – sabem entreter. Tocaram músicas de todos os álbuns, focando naturalmente o mais recente “Beyond Hell/Above Heaven”, como 16 Dollars, 7 Shots, Evelyn, Fallen, Who They Are, etc. Incluíram ainda dois covers ao repertório: I Only Want to Be with You, da saudosa cantora britânica Dusty Springfield e Reign in Blood, do Slayer. Com muita dificuldade em nos locomovermos retornamos ao camping para recarregar as energias pro segundo dia de labuta.

Saxon: São Paulo recebeu um dos melhores shows do ano

- Sexta-feira, 03/08/12

Começamos o dia acompanhando um pouco o show do ENDSTILLE. Os alemães auto-denominam seu som como “o mais feio e agressivo” possível, mas na prática é apenas black metal tradicional com poucas melodias e muita velocidade. Surpreendentemente ignoraram o debut “Operation Wintersturm”, mas compensaram tocando a faixa-título do segundo, “Frühlingserwachen”. Executaram apenas cinco temas, mas deixaram boa impressão. Dali corremos, literalmente, ao W.E.T. Stage para não perdermos os norte-americanos do WARBRINGER. Os moleques detonam! Sou fã em especial do álbum “Walking into Nightmares”, mas também adoro o debut “War Without End” e o mais recente “Worlds Tom Asunder”, no qual gravaram um surpreendente cover para Sacrifice do BATHORY.

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Por conta do Warbringer só pudemos assistir ao final da apresentação do SACRED REICH. Pegamos o comecinho de Independent, do disco homônimo de 1993, seguida de War Pigs, cover do Black Sabbath e o hino Surf Nicaragua, do EP de mesmo título editado há quase 25 anos! Dali corremos para a sala de imprensa, onde no dia anterior encontramos a responsável pela equipe de assessoria aos jornalistas cobrindo o Wacken, que nos prometeu resolver um impasse muito desconcertante ocorrido na noite anterior quando tentamos adentrar ao pit de fotógrafos pouco antes da apresentação do Sepultura. Explico. No ato do credenciamento recebemos também um bracelete nos permitindo fotografar. Normal, afinal na confirmação de credencial recebida semanas antes por email isso já estava claro. O que não entendemos foi a negativa dos seguranças na quinta-feira, nos informando que aquele bracelete era, nas palavras dele, “apenas para termos a permissão de carregarmos nossas câmeras dentro do recinto”. Como assim? Teríamos que nos meter na “muvuca” e no lamaçal para tentarmos fazer fotos decentes aos nossos leitores? A supracitada chefe da assessoria de imprensa nos disse, novamente transcrevendo a fala, “o problema é que vocês são um website e para esse tipo de mídia não damos acesso ao pit de fotógrafos, mas amanhã procure-me na sala de imprensa que verei o que posso fazer”. Passado o choque e a decepção imediatos, fomos de volta aos nossos trabalhos, mas porque acreditamos que no dia seguinte a situação seria resolvida por completo. Não foi, já adianto. Após gastar quase todo o meu latin explicando sobre a filosofia, tempo de atuação da Whiplash.Net e do nosso fotógrafo Thorsten ter utilizado toda sua retórica na língua local finalmente uma resposta não tão desanimadora: poderíamos “escolher” (nota do redator: vocês não leram errado) alguns shows para adentrarmos o fosso e fazer bons cliques.

Tarefa mais ingrata impossível, mas resolvemos não prosseguir na discussão e voltamos para a área de shows, pois o SANCTUARY iniciara sua devastação sonora. Eu aguardava com grande expectativa por ser um grande fã, inclusive trajava uma camiseta com o clássico “Refuge Denied” estampada. Tá certo que a voz de de Warrel Dane já não produz os “agudos of death” com a mesma eficácia de outrora, mas escutar Battle Angels, Die for My Sinds, Sanctuary – todas do supracitado disco, acrescidas de um peso extra às versões originais e acompanhadas de Eden Lies Obscured, a qual iniciou o concerto, The Mirror Black e o cover irretocável para White Rabbit do Jefferson Airplane é uma experiência única, senhoras e senhores. E quando executaram o hino Future Tense? Desejei que aquele momento não terminasse jamais, confesso. Ainda tentamos correr para o Headbanger Stage e conferir o show do OOMPH!, mas já era tarde. Retornamos à sala de imprensa para recarregar um pouco as forças e tomar alguma coisa, mas sem perder tempo corremos para fotografar – desta vez do pit – o KAMELOT. Esta seria a primeira vez que eu veria o novo vocalista em ação, músico este do qual sou fã. Seu nome é Tommy Karevik, um sueco que me impressionou com sua outra banda Seventh Wonder, a qual lançou para este redator um dos melhores discos de 2011, o fabuloso “The Great Scape”. Logicamente ele não me decepcionou, muito pelo contrário porque me fez esquecer do ex-vocalista Roy Khan logo nas primeiras canções executadas: Rule the World e Ghost Opera. A coisa melhorou ainda mais com a clássica Center of the Universe e seu refrão cantado em uníssono, seguinda das ótimas The Human Stain e The Great Pandemonium. Apresentaram uma nova, Sacrimony, bem legal, e seguiram com uma trinca final de cair o queixo: Forever, Karma e a épica March of Mephisto. Falem o que quiserem, mas o Kamelot é sim uma das bandas mais interessantes do universo do metal melódico. Destaques à performance insana do baixista Sean Tibbets, a técnica do guitarrista Thomas Youngblood e a precisão do exímio baterista Casey Grillo.

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Com o temporal que se formou a partir da metade do set do Kamelot ficou difícil se proteger da chuva e escrever ao mesmo tempo, isso sem contar na armadilha que era tentar andar naquele mar de lama. Enfim, tentamos dar um tempo na sala de imprensa para poder recarregar os aparelhos celulares e tentar assistir ao show do OVERKILL que iniciaria no Black Stage. Bobby “Blitz” Ellsworth, D.D Verni & Cia. mandaram ver em um set bastante energético e empolgante, iniciado com Come and Get It, do mais recente trabalho “The Electric Age”, passando por Bring Me the Night, do “Ironbound”, a sapatada conhecida pela alcunha de Elimination, única do clássico “The Years of Decay” no repertório, além das ótimas Old School, Hello From the Gutter e o hino Rotten to the Core. A derradeira, lógico, não poderia ser outra senão Fuck You, cover do The Subhumans, a qual está para o Overkill assim como Am I Evil? para o Metallica. Dali voamos ao W.E.T Stage para conferir os suecos do GRAVEYARD e seu heavy rock influenciado pelas grandes bandas dos anos 70. A apresentação foi curtinha, pouco mais de meia hora, mas apreciamos bastante, em especial as novas músicas, presentes no viciante “Hisingen Blues”, tais como Ain’t Fit to Live Here, a faixa-título e a ótima Rss. Ali mesmo permanecemos por conta do DECAPITATED, banda polonesa a qual aprecio bastante. Foram apenas seis temas, mas a escolha não poderia ser melhor: The Knife, Pest e A View From a Hole, do álbum “Carnival is Forever” – que este que vos escreve não se cansa em ouvir, bem como Post(?) Organic, extraída do sensacional “Organic Hallucinosis”, além das ótimas Mother War e Spheres of Madness, ambas do Nihility.

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Nem esperamos pra saber se haveria bis, pois no Party Stage começaria dali a pouco aquele que foi o meu show favorito de todo o Wacken: CORONER! O que eu sonhei em ver esse trio ao vivo não está no gibi, e minha expectativa foi superada. Infelizmente uma chuvinha fina insistia em nos tirar a paciência e a ausência de permissão para ir ao pit de fotógrafos para fazer boas imagens acabou por nos frustrar um pouco. Contamos de 1 a 10 e resolvemos relaxar e curtir o trio suíço que, em minha opinião, é um dos criadores do death metal progressivo. O line-up é aquele que vocês estão pensando, isto é, Ron Royce no baixo e vocal, Marquis Marky na bateria e o impressionante guitarrista Tommy T. Baron, que sabe como ninguém timbrar seu instrumento. O único “porém” foi a ausência de músicas do debut “R.I.P” (nota do redator: Pelo menos Reborn Through Hate, Nosferatu e a faixa-título), mas tudo bem porque tocaram nada mais nada menos que cinco do “Grin”, a saber: Infernal Conflicts, The Lethargic Age, Serpent Moves, Status: Still Thinking e Gring (Nails Hurt), não necessariamente nesta ordem. Na verdade iniciaram com uma da compilação de leva o nome da banda, lançada em 1995, que além de faixas já presentes nos álbuns de estúdio também traz alguns itens inéditos, a exemplo da executada, Golden Cashmere Sleeper Part 1. Além dessas ainda tivemos Masked Jackal, do ótimo “Punishment for Decadence” e mais uma trinca do “Mental Vortex”: Metamorphosis, Divine Step (Conspectu Mortis) e Semtex Revolution. Eu sinceramente espero que a banda aporte no Brasil o quanto antes e ai de quem perder um show do Coroner. Em tempo, pedimos desculpas aos caros leitores pela foto não tão boa do supracitado show. Lembrem-se de que não tivemos acesso ao fosso de fotógrafos, apesar de nossos insistentes pedidos e justificativas.

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No exato momento – e com o mesmo tempo para tocar – estava no Black Stage o OPETH, banda da qual também sou grande fã, mas precisei abrir mão por conta do Coroner. Que me perdoem os fãs, eu até pensei em pegar metade de cada, mas a quantidade de pessoas e o lamaçal imundo tornaram a tarefa impossível. Na boa, em se tratando de estar ali para trabalhar, o Wacken era uma completa catástrofe no quesito locomoção. De toda forma, mesmo de longe, tiramos uma foto para figurar aqui na matéria. O momento ali registrado, se repararem bem, mostra que a banda não estava executando nenhuma canção. Na verdade, o baixista Martín Mendez enfrentava sérios problemas com seu instrumento, situação levada com extremo bom humor pelo vocalista, guitarrista e líder Mikael Åkerfeldt, o qual ao apresentar a banda referiu a si próprio como Julio Iglesias. Bem, a demora no ajuste do baixo acabou nos possibilitando acompanhar a derradeira do set, a matadora Deliverance. Se não me engano, antes dela eles tocaram The Grand Conjuration, do ótimo “Ghost Reveries”, mas corrijam-me se eu estou falando bobagem, por gentileza.

Foi só o tempo para um rango rápido acompanhado de uma cerveja geladíssima e fomos conferir o HAMMERFALL no True Metal Stage, desta vez liberados para fotografar do fosso (nota do redator: Pudemos escolher Kamelot, o citado Hammerfall e In Extremo). Joacim Cans, Oscar Dronjak e sua banda chegaram já mostrando que estavam ali para ganhar o público do começo ao fim, o que conseguiram. Percebi que diversos bangers que provavelmente não escutam a banda em casa estavam quebrando o pescoço ao som de preciosidades como Heading the Call, Steel Meets Steel, Dragon Lies Bleeding - tem como ficar parado nesta?, Renegade e Hearts On Fire, perfeita para encerrar o set dos suecos. Momento memorável do Wacken 2012, acreditem. Lá no Headbanger Stage no mesmo momento estava em cena a lenda do crossover D.R.I detonando tudo, conforme nos falaram alguns fãs. Pena a dificuldade de chegar lá rapidamente ter nos impedido de sair na metade do Hammerfall para vê-los, até porque fotografar por lá era bem menos burocrático, apesar de uma mão na lente que recebemos na noite anterior. Engraçado que o segurança responsável por permitir a entrada dos fotógrafos nos liberou, mas seu colega lá na frente disse que não tínhamos permissão. Saímos com um sorriso de ponta a ponta, como podem imaginar.

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Enfim, às 21h, no Black Stage, o DIMMU BORGIR & Orquestra Nacional Sinfônica Tcheca iniciou seu concerto. Ótimo som, iluminação começando a fazer efeito com o pôr-do-sol se aproximando e uma banda extremamente afiada. Teve de tudo um pouco no set-list, mas nada anterior ao álbum “Enthrone Darkness Triumphant” (1997), do qual inclusive executaram apenas Mourning Palace. Como eu imaginava priorizaram o novo “Abrahadabra”, o qual possui ótimas músicas para seguirem juntas à orquestra, a exemplos das sensacionais Gateways, Born Treacheous e Chess with the Abyss. O clássico “Puritanical Euphoric Misanthropia” não foi esquecido e tomem Kings of the Carnival Creation, Puritania, Fear and Wonder e Perfection or Vanity, ambas trazendo apenas orquestra e coro, assim como foi em Xibir, Dimmu Borgir (a canção) e Eradication Instincts Defined. Outros pontos altos foram quando anunciaram Progrenies of the Great Apocalypse e a sensacional Vredesbyrd, cantada em norueguês, línga nativa do grupo. No Party Stage o LEAVE’S EYES encantava seus fãs com a doce voz de Liv Kristine. Ainda pude escutar de longe Frøya's Theme, do bacana “Njord”, lançado em 2009. Festivais desse porte são assim, infelizmente não podemos conferir tudo, canbendo a nós a árdua tarefa de fazer escolhas. Prova disso foi a atração do W.E.T Stage também no mesmo horário do Dimmu Borgir, seus compatriotas do GEHENNA. Quem esteva por lá nos contou a voracidade emanada do palco e a malevolência no ar.

Devido a precisarmos retornar ao acampamento por estarmos encharcados e o tempo que levou para chegarmos lá, acabamos abrindo mão do IN FLAMES, que iniciou seu set por volta de 15 para às 23. Felizmente ainda pude acompanhar as duas primeiras, Cloud Connected e Trigger, ambas do meu favorito deles, “Reroute to Remain: Fourteen Songs of Conscious Insanity”. Caminhando de volta ao camping também pude perceber outros temas tocados, como System, outra do do supracitado disco, a faixa-título dele, bem como The Quiet Place e a clássica Only for the Week, do “Clayman”, única executada da fase antiga dos suecos. Sabemos que não é o bastante para os fãs da banda, mas foi o que deu para sacar e relatar aqui a vocês. Já era sábado quando no W.E.T Stage os noruegueses do AURA NOIR iniciaram sua apresentação. A banda, como devem saber traz Apollyon, também baixista no IMMORTAL, aqui também tocando guitarra e cantando. Também perdemos este show e quase por completo o seguinte no mesmo local, os finlandeses do INSOMNIUM, os quais aprecio bastante, em especial os três primeiros álbuns: “In the Halls of Awaiting”, “Since the Day It All Came Down” e “Above the Weeping World”, lançados respectivamente em 2002, 2004 e 2006. Desta trinca trouxeram apenas temas do último citado, dentre elas a soberba Devoid of Caring, última tocada e única que eu pude conferir por ter saído do show do In Extremo antes do seu fim. Isso já era umas duas da matina!

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Falando neles, o IN EXTREMO foi a última banda em que pudemos fotografar de perto em todo o Wacken, fato este que só descobriríamos horas mais tarde ao retornar à área de shows após algum tempo de sono no camping. Como podem perceber, as fotos da banda presentes aqui possuem uma qualidade superior às do Coroner, Opeth, Sepultura, Saxon, etc., equiparando-se apenas às do Kamelot e Hammefall. Com uma iluminação majestosa e som extremamente claro, Das letzte Einhorn (nota do redator: O Último Unicórnio, em alemão), codinome do vocalista Michael Robert Rhein, líder absoluto do grupo, iniciou a festa com Sterneneisen, do álbum de mesmo nome, do qual ainda tocaram outras das quais gosto muito, como Unsichtbar, Viva La Vida e Zauberspruch No. VII. Da era mais, digamos, clássica tocaram apenas Villeman Og Magnhild – do debut In Extremo, Herr Mannelig e Spielmannsfluch. A popularidade dele em sua terra natal é impressionante, até porque só interagem em sua língua nativa. Naturais da cidade onde resido hoje, Berlim, e apenas situando os leitores não familiarizados ao In Extremo, trata-se de uma situação denominada por eles próprios como metal medieval alemão, mas o qual também inclui influências galesa, inglesa, escandinava, francesa, hebraica, latina, alemão arcaico, dentre outras, agregando uma sonoridade única e bastante rica às composições. Foram perfeitos em sua performance e mesmo não tendo visto até o final, fiquei sabendo na manhã seguinte que saíram ovacionados.

- Sábado, 04/08/12

Frustração e dor de cabeça! Esta pode ser a melhor definição ao nosso derradeiro dia de cobertura no Wacken 2012. Porque se já é péssimo ter que escolher, dentre mais de 40 shows, apenas 3 por dia para poder fotografar decentemente, imagina nenhum! Exatamente, quando fomos agendar nossa “cota” do dia a resposta dos responsáveis foi a seguinte: “Hoje não haverá esse ‘benefício’, pois ontem vocês abusaram de nossa boa vontade e fotografaram mais do que o combinado, daí...”. Interrompemos imediatamente e questionamos: “Como assim vocês? Fotografamos apenas TRÊS míseros shows do fosso de um total de trinta até agora!”. Eles corrigiram dizendo que estavam generalizando, mas que de todo modo não poderiam fazer nada por nós. Quer dizer, caro leitor, que o nível de julgamento deles é na linha daqueles pais que dão uma surra em todos os filhos por conta do mau comportamento de apenas um, afinal é mais fácil do que encontrar outras formas de filtrar. Agora eu vos pergunto, como eu posso prestar atenção no trabalho dos outros jornalistas para saber se estão abusando de algo junto à organização do evento se mal conseguia fazer o meu? Logicamente eu achei esta atitude uma falta de profissionalismo sem tamanho, até porque poderiam, como eu sugeri inclusive, perfurar todos os dias a credencial assim que os fotógrafos adentrassem ao fosso. Ao contabilizarem três furos, aí sim teriam como negar a entrada e, assim, fazer um controle mais apurado, sem precisar prejudicar os que estavam fazendo o dever de casa de forma correta. Ficamos MUITO decepcionados com a assessoria de imprensa por conta disso, seja lá de onde a ordem tenha vindo, se é que houve.

Voltemos aos shows. Dentre os palcos principais, o Black Stage iniciou os trabalhos primeiro trazendo o grupo holandês de gothic/symphonic metal DELAIN, nome bastante apreciado em nosso país, em especial pelos fãs da fase inicial dos conterrâneos After Forever e Within Temptation, sendo que deste último proveu o tecladista e fundador Martijn Westerholt. Não se trata da coisa mais original do mundo, mas há de se reconhecer que a vocalista Charlotte Wessels (ex-To Elysium) tem uma boa voz e sabe se portar no palco. Afora isso, o debut “Lucidity” (2006) é um ótimo registro e dele o grupo executou exatamente as minha favoritas, melhor dizendo e na ordem do set-list, The Gathering, Sever e Pristine, a qual encerrou o que foi uma excelente forma de iniciar os trabalhos do dia, afinal eram apenas 11 da manhã quando o sexteto entrou em cena. Quinze minutos após, no True Metal Stage, o GAMMA RAY entrou com tudo ao iniciar seu concerto com Dethrone Tyranny e na cola o hino Heaven Can Wait, presente naquele que para este que vos escreve é o verdadeiro “Keepers III”: o debut “Heading for Tomorrow” (1990). Lógico que tocaram Helloween, sendo as escolhidas Ride the Sky e I Want Out, ambas perfeitas para cantar junto! Outros grandes destaques foram as inclusões da fantástica Rebellion in Dreamland e de uma das mais inspiradas de Kai Hansen & Cia., Send Me a Sign, do excelente “Powerplant”. Vou agradecê-los eternamente por ter-nos feito esquecer da lama nos 45 minutos de espetáculo!

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Nem bem nos recuperamos e já era hora de conferir o NAPALM DEATH (nota do redator: No Party Stage, no mesmo horário, tocava outa lenda inglesa, o PARADISE LOST.), grupo pelo qual nutro um carinho especial. Hoje um quarteto após a decisão de não substituir o finado guitarrista Jesse Pintado, Mark “Barney” Greenway, Shane Embury, Mitch Harris e Danny Herrera despejaram uma avalanche sonora no Wacken, algo que apenas um tufão poderia superar, coloquemos assim. Ou o que falar de um repertório que inclui sem o menor pudor Suffer the Children, Practice What You Preach, Deceiver, Unchallenged Hate, When All Is Said and Done e Scum? É pouco? Então adicione Nazi Punks Fuck Off, cover do Dead Kennedys, You Suffer e a sensacional Dead, do 7” EP “The Curse”, item raríssimo que acompanhou a primeira tiragem em LP do segundo álbum “From Enslavement to Obliteration” (1988). Artefatos mais recentes como Circumspect, Quarantined e Analysis Paralysis também fizeram-se presentes e provaram que os reis do grindcore estão com muita lenha para queimar ainda. Meus tímpanos que o diga. Tentei sair antes do final da apresentação dos britânicos, mas foi impossível. O motivo? Simplesmente o MASSACRE do guitarrista Rick Rozz (ex-Mantas/Death)! Esqueci a lama e escorreguei até o Headbanger Stage. Infelizmente perdi Chamber of Ages, Biohazard e o comecinho de Defeat Remains, todas do estupendo debut “From Beyond”, mas ainda pude me acabar em Dawn of Eternity e Succubus e no cover do DEATH para Mutilation, presente no “Scream Bloody Gore”, estreia vinílica da lenda da Flórida.

De volta ao True Metal Stage, pudemos conferir um pouco da banda do guitarrista alemão AXEL RUDI PELL, o qual promove sua mais nova obra “Circle of the Oath”, do qual pude conferir Before I Die, mesmo porque não pegamos o início do set. Como o tempo era curto para canções tão longas, achei interessante a ideia dele em fazer alguns medleys, como os que juntaram The Masquerade Ball/Casbah/Dreaming Dead (nota do redator: com direito a um trecho de Whole Lotta Love, do Led Zeppelin) e o que fechou a apresentação, trazendo Tear Down the Walls e Nasty Reputation, dois temas velocíssimos e muito cativantes. Destaque ao baterista Mike Terrana e ao sensacional vocalista Johnny Gioeli (Hardline), o qual estava ali tendo o privilégio de ver pela primeira vez. Tentamos permanecer nas redondezas para aguardar o início do SIX FEET UNDER, mas as pernas não permitiram e fomos descansar e tomar alguma coisa na sala de imprensa por alguns minutos. Para nossa sorte encontramos alguns conhecidos do acampamento e acabamos vendo a primeira música do set, nada mais nada menos do que Stripped, Raped and Strangled, da ex-banda do vocalista Chris Barnes, o CANNIBAL CORPSE. Meu queixo caiu ali no meio do lamaçal mesmo! Acabamos voltando super rápido do backstage em tempo de não perder, por exemplo, nenhum do debut “Haunted”, as sobrenaturais Human Target, Silent Violence e Torn to the Bone, bem como as duas últimas, Hammer Smashed Face – outro hino do Cannibal Corpse, e T.N.T., do AC/DC. Resumindo: UAU! A atração seguinte seria o TESTAMENT, mas como não faz muito tempo que os vi ao vivo resolvemos de fato parar por alguns instantes e retomar o fôlego. Como os deuses pareciam conspirar ao nosso favor após tanta decepção, acabamos sendo presenteados no final da apresentação dos norte-americanos, quando tocaram na sequência duas do álbum “The Gathering”, uma das coisas mais belas já forjadas na Bay Area: D.N.R. (Do Not Resuscitate) e 3 Days in Darkness, nesta exata ordem. Isso porque voltamos mais cedo para a área de shows por conta do show do CRADLE OF FILTH.

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Sobre esses vampiros do Reino Unido só posso dizer coisas boas. Tá certo que o visual às vezes é meio “
over the top”, os vocais de Dani Filth fritam a cachola aqui e acolá ou mesmo a postura meio “posh” dos caras irrita. A banda é mainstream, sempre foi, mas e daí? Fazem um som danado de eficiente e sabem como poucos entreter uma plateia, algo que diversos grandes nomes parecem se esquecer ao encher o bolso de verdinhas. Mas tenho uma reclamação à banda: precisam tocar mais músicas do “Cruelty and the Beast”! Porque apenas uma Cruelty Brought Thee Orchids, apesar de linda, linda, linda, não é suficiente para estes mal tratados ouvidos. Ainda bem que o set trouxe alguns coringas em Heaven Torn Asunder, Her Ghost in the Fog, Humana Inspired to Nightmare e The Forest Whispers My Name. O final veio com a essencial faixa que dá nome ao EP “From the Cradle to Enslave” (1999). Como perceberam o nível do sábado no Wacken estava lá nas alturas. E o que falar da atração que viria a seguir, Scorpions? “Viria” neste caso não é licença poética, pois por conta de um imprevisto precisaram inverter sua participação com a do AMON AMARTH, o que quase nos fez perder uma parte do show dos vikings. E que show! Foram doze canções forjadas pelo martelo de Thor, todas executadas a plenos pulmões pela banda e fãs, que não eram poucos. Desde o início apoteótico com War of the Gods e Runes to My Memory, passando por pérolas do quilate de Destroyer of the Universe, o hino Death in Fire e a maravilhosa Cry of the Black Birds, tudo parecia estar no lugar e hora certos. O encore foi covardia com Twilight of the Thunder God e Guardians of Asgaard, ambas do album que tem o mesmo nome da primeira. O vocalista Johan Hegg é, sem sombra de dúvidas, uma das melhores vozes do death metal mundial, bem como os guitarristas Olavi Mikkonen e Johan Söderberg no departamento que lhes convém. “Se o Wacken acabasse agora eu já me daria por satisfeito”, pensei alto após o Ragnarok que presenciei, mas daí veio o SCORPIONS e se arrependimento matasse...

Os veteranos germânicos sabem exatamente o que fazem e estava em noite inspirada. Klaus Meine, Rudolf Schenker, Matthias Jabs, Pawel Mąciwoda e o insano baterista James Kottak trouxeram ao festival uma mala de hits e outros temas certeiros parecendo que adivinhavam o temporal que estava por vir. Pois quando a água desceu os caras não hesitaram e se molharam tanto quanto seu público, uma atitude muito bacana vinda verdadeiros rockstars. O mais recente disco de estúdio iniciou o espetáculo com Sting in the Tail, também nome do álbum, seguida de duas gratas surpresas: Make it Real, do “Animal Magnetism” e Is There Anybody There?, do “Lovedrive”, trabalho que ainda foi lembrado através das ótimas Coast to Coast e o hit Loving You Sunday Morning. Outra boa ideia do Scorpions foi incluir Rhythm of Love ao repertório. A obra já não era tocada há muitos anos, segundo Meine, o que deu um sentimento único ao show. Sou suspeito para falar pois o “Savage Amusement” (1988) é um dos meus favoritos deles. Naquele momento me perguntei: “E se eles tocassem Don’t Stop at the Top, Every Minute Every Day e Believe in Love?” (nota do redator: Todas do mesmo disco). Concordo, seria pedir demais. De volta à realidade, tivemos ainda Dynamite, um solo muito bom de Kottak, Blackout e Big City Night encerrando o set normal. O bis iniciou em Coming Home, seguida da balada obrigatória Still Loving You e, como não poderia faltar, Rock You Like a Hurricane. Ressalto ainda que em 95% das vezes que se comunicou com a plateia Klaus o fez em inglês, mostrando respeito aos presentes oriundos de outras terras, algo que não ocorreu naquele mesmo local, quando gravaram um DVD especial em 2006.

Naquele momento a lama já atingia um nível insuportável, agora mistura a todos os tipos de dejetos imagináveis tamanho o odor. Claro que os jornalistas e pessoas que estavam o tempo todo na área VIP – também repleta de lama na praça de alimentação do local – bebendo, comendo e acessando a Internet o dia inteiro não compartilhariam de minha indignação, mas por aqueles eu nada posso falar. Quem estiver lendo esta matéria e tiver a oportunidade de estar credenciado no Wacken poderá comprovar o que estou relatando/desabafando nessas linhas. Já os que de alguma forma sentirem que estou sendo injusto e estiverem pensando em traduzir para o inglês ou alemão e enviar aos cuidados da assessoria de imprensa do festival, nem se dê ao trabalho, pois eu mesmo faço questão de fazer isso, até porque o que eu estou dizendo aqui eu disse lá para eles quando o MINISTRY tocou a última nota Thieves, clássico do “The Mind Is a Terrible Thing to Taste”, um dos discos de minha vida. Antes deles tocou o grande MACHINE HEAD, headliner pela primeira vez no Wacken e responsável por um show muito bom, pelo menos nos momentos em que pude conferir mais de perto. Se eu for citar nomes, as que de fato ouvi e vi foram as três últimas do set: This Is the End, Halo e o hino Davidian, mas sei – porque ouvi de longe – que tocaram mais duas do debut “Burn My Eyes”: A Thousand Lies e Old, a qual mesmo sob um volume não tão alto pela distância em que eu me encontrava, me arrancou um sorriso como poucos dei nos três dias em que estive ali.

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A atração surpresa já havia sido revelada desde cedo pela mesma, o EDGUY. Não tive forças nem ânimo para vê-los, mas pude ouvir a intro com Last Christmas do Wham! e algo de Tears of a Mandrake, Vain Glory Opera, Babylon e, se não me engano, King of Fools. Depois disso joguei a toalha e fui dormir, pois já se passavam das três da madrugada, fazia frio, chovia e ELA, a lama imunda já podia ser encontrada até na minha cueca, perdoem-me o mau jeito.

Antes de finalizar, registro também que além dos supracitados palcos havia alguns menores, um deles muito bom chamado Wackinger Stage, nos quais bandas mais underground podiam mostrar o seu trabalho. Entre idas, vindas, corridas, escorregadas e o escambal, pude conferir um pouco de bandas como Eisenherz, Panteón Rococó, Vogelfrey, Diablo Swing Orqhestra e o W.O.A Firefighters. Ah! Nos arredores desses espaços menos, digamos, badalados, também foi onde encontramos a melhor comida e também a mais barata de todo o Wacken. Portanto, caros leitores, se por lá estiver ano que vem não deixem de conferir.

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Sobre Durr Campos

Graduado em Jornalismo, o autor já atuou em diversos segmentos de sua área, mas a paixão pela música que tanto ama sempre falou mais alto e lá foi ele se aventurar pela Alemanha, país onde reside atualmente e possui família. Lendo seus diversos artigos, reviews e traduções publicados aqui no site, pode-se ter uma ideia do leque de estilos que fazem sua cabeça. Como costuma dizer, não vê problema algum em colocar para tocar um Scum do Napalm Death, seguido de Substance do New Order ou Black Celebration do Depeche Mode, daí viajar no tempo com Stormbringer do Deep Purple, se acabar ao som do Bounded By Blood do Exodus e finalizar o dia com alguma coisa do ABBA ou Impetigo. Simples assim.

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