Jairo Guedz traduz com analogia absurdamente triste a saída de Max Cavalera do Sepultura
Por Bruce William
Postado em 25 de janeiro de 2023
Neste corte da conversa com o Ibagenscast, Jairo Guedz, atualmente na Troops of Doom e que foi guitarrista do Sepultura até 1987, quando foi substituído por Andreas Kisser, comenta como reagiu à saída de Max Cavalera, no final de 1996.
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"A primeira coisa que eu pensei foi na ruptura como banda, como business. Eu falei 'Cara, vocês são malucos, são loucos! Vocês estão entre as cinco maiores bandas de Metal do mundo hoje'". Em seguida, Jairo explica que, como ele não estava mais na banda, ele não sabia de fato o que estava acontecendo, citando a máxima que diz que sempre existem três lados da verdade: a verdade de um lado, a verdade do outro lado e a verdade absoluta, que muitas vezes ninguém sabe qual é de fato.
Jairo faz então uma triste analogia para explicar o sentimento que ele teve em relação à saída de Max do Sepultura: "Tem uma coisa que eu falo sempre quando alguém me pergunta: 'Cara, quando sua mãe e seu pai morreram, você sofreu muito?' E eu sempre falo: 'Não cara, não sofri muito quando eles morreram. Eu sofro um pouquinho todo dia, pelo resto da minha vida'. Porque eu sempre vou lembrar deles, todos os dias, eu acordo e durmo pensando neles. É um sofrimento que vêm em gotas homeopáticas. E foi isso que eu senti quando eles (Sepultura) tiveram esta ruptura. Eu fiquei assustado com o lado do business, deles abrirem mão disso e optarem pela ruptura, pela briga, mas de lá até hoje, todos os dias eu ouço alguma coisa, ou a gente conversa alguma coisa ou eu estou no show do Cavalera, então até hoje tem uma pequena dose homeopática que vai me incomodando".
Ele conta ainda que já fez alguns que ele falou, tanto com "um lado" quanto com "o outro lado" que ele não quer saber o que um pensa do outro. "Não quero optar por nenhum de vocês, quero continuar sendo amigo de todos".
O episódio completo da participação de Jairo Guedz no IbagensCast pode ser visto no player abaixo.
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