Saxon: São Paulo recebeu um dos melhores shows do ano
Resenha - Saxon (HSBC Brasil, São Paulo, 22/10/2011)
Por Durr Campos
Postado em 24 de outubro de 2011
Enquanto algumas bandas parecem entrar no palco já querendo sair, outras seguem na direção contrária e, às vezes, precisam ser tiradas dele por conta do entusiasmo em tocar frente ao seu público. Com o grupo britânico SAXON é exatamente assim. Quem não se lembra das hilárias histórias envolvendo a banda em festivais, quando tinham o som desligado por ultrapassar o tempo limite? No Brasil nunca foi diferente e, mesmo não precisando ter os instrumentos desplugados em nosso país, sempre realizaram concertos longos e cheios de clássicos irretocáveis. O HSBC Brasil recebeu no último sábado o quinteto e, com todo respeito, creio que a casa levará um tempinho para superar um show bom assim.
Texto: Durr Campos/ Fotos: Pierre Cortes
São 19 álbuns de estúdio lançados e a tarefa ingrata de montar um repertório que agrade, pelo menos, a maioria. Desta vez escolheram 24 canções de 10 discos. Como bons britânicos, entraram pontualíssimos às 22h mandando "Hammer of the Gods", uma das seis (!)tocadas do mais recente Call to Arms (2011). As duas seguintes foram até covardia, ou seria possível ficar imune aos hinos "Heavy Metal Thunder" e "Never Surrender", dos essenciais Strong Arm of the Law (1980) e Denim and Leather (1981), respectivamente? Retornaram discretamente ao novo com as interessantes "Chasing the Bullet" e a balada "Back in ’79" com seu refrão grudento, intercalaram com duas outras das antigas, "Motorcycle Man" e a fenomenal "And the Bands Played On", para então retomarem ao Call to Arms com minha favorita dele, a belíssima "Mists of Avalon". Esta música nos remete à fase mais hard rock da banda, felizmente lembrada no set como observaremos mais adiante. Pessoalmente acho muito legal a disposição da letra com as melodias vocais criadas por Byff Byford, quando canta "(…) In the mists of Avalon/ She's waiting there for you/ The Lady of the Lake/ You must be brave and true (…)".


O Saxon modificou um pouco a disposição das canções com relação às duas apresentações anteriores. Um exemplo disso deve-se à inclusão de "Demon Sweeney Todd", do Into the Labyrinth (2009), perfeita escolha àquela altura por conta da estrutura old-school com que compuseram boa parte do track-listing daquele registro. Quem se ligou na letra certamente transportou-se a Londres e sentiu o clima sombrio gerado pela narrativa. A ótima faixa-título do derradeiro disco não só manteve a plateia empolgada como conectou-se perfeitamente com "Dallas 1 PM", uma das favoritas de 10 entre 10 fãs dos ingleses. Impressionante como algo composto há mais 30 anos soa tão moderno!
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | 
"Rock ‘n’ Roll Gypsy" talvez tenha sido a grande (e agradabilíssima) surpresa, carregada da já citada atmosfera hard rock com que flertaram em meados da década de 80. Tenho os álbuns Innocence Is No Excuse (1985), Rock the Nations (1986) e Destiny (1988) como alguns dos meus favoritos e, mesmo sabendo que diversos fãs irão discordar, sempre achei uma injustiça não incluírem mais faixas deles nas turnês. Se leram meus pensamentos não sei, mas a sequencia deliciosa com "Rock the Nations" – a música – e "Battle Cry" (emocionante!) certamente me fizeram calar a boca, fechar os olhos e imaginar aqueles concertos em arenas gigantescas tão concorridos nos anos oitenta. Byff inclusive chegou a relembrar a data histórica de 16 de agosto de 1980, quando tocaram ao lado de Scorpions, Rainbow, Riot, Judas Priest, dentre outros, naquele que foi por anos o mais importante festival do mundo: o Monsters of Rock, em Castle Donnington, Inglaterra.


De volta ao novo com a mediana "When Doomsday Comes (Hybrid Theory)", a partir dali seriam apenas um clássico após o outro, em uma coleção primorosa que trouxe, nesta exata ordem – e intercalada por dois encores – as atemporais "Denim and Leather" e "20,000 Ft."; as quebra-pescoços "Wheels of Steel", "Crusader" e "747 (Strangers in the Night)"; além dos hits irremediavelmente inesquecíveis "Power and the Glory", do homônimo lançado em 1983 e "Ride Like the Wind", versão melhorada da original pertencente ao compositor norte-americano Christopher Cross.


Como se já não fossem suficientes, após um solo de baixo bacana do impagável Nibbs Carter, ainda nos brindaram com "Strong Arm of the Law" e aquela que para quem vos escreve define a banda se precisarmos escolher apenas uma de suas criações: "Princess of the Night". Se naquele momento ainda restavam dúvidas de que estávamos ali diante de um dos melhores shows do ano, era hora de ajoelhar e reverenciar um dos mais importantes nomes do que se convencionou denominar NWOBHM. Em tempo, além de Byff e Carter, completam o Saxon o excepcional baterista Nigel Glockler e os guitarristas Paul Quinn e Doug Scarratt.


Set-list do Saxon
1. Hammer of the Gods
2. Heavy Metal Thunder
3. Never Surrender
4. Chasing the Bullet
5. Motorcycle Man
6. Back in '79
7. And the Bands Played On
8. Mists of Avalon
9. Demon Sweeney Todd
10. Call to Arms
11. Dallas 1 PM
12. Rock 'n' Roll Gypsy
13. Rock the Nations
14. Battle Cry
15. When Doomsday Comes (Hybrid Theory)
16. Denim and Leather
17. 20,000 Ft
18. Wheels of Steel
Encore 1:
19. Crusader
20. 747 (Strangers in the Night) intercalado com o solo de guitarra do Doug Scarratt
21. Power and the Glory
22. Ride Like the Wind (Christopher Cross cover)
Encore 2:
(Bass solo)
23. Strong Arm of the Law
24. Princess of the Night





Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Outras resenhas de Saxon (HSBC Brasil, São Paulo, 22/10/2011)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Amy Lee relembra a luta para retomar o controle do Evanescence; "Fui tratada como criança"
Guns N' Roses encerra turnê no Brasil com multidões, shows extensos e aposta em novos mercados
Por que Ricardo Confessori foi ao Bangers e não viu o show do Angra, segundo o próprio
Johnny se recusou a ajudar Joey nos últimos shows do Ramones, diz CJ
Sepultura se despede entre nuvens e ruínas
População de São Paulo reclama do som alto no Bangers Open Air
10 músicas ligadas ao rock que entraram para o "Clube do Bilhão" do Spotify em 2026
A melhor música da história dos anos 1990, segundo David Gilmour
O melhor solo de guitarra de todos os tempos, segundo Eric Clapton
O motivo por trás da decisão de Aquiles Priester de vender baquetas do Angra no Bangers
Como "volta às origens" causou saída de Adrian Smith do Iron Maiden
A dupla de rappers que Slash disse que sempre vinha com algo interessante
A canção para a qual o Kiss torceu o nariz e que virou seu maior sucesso nos EUA
Belo Horizonte entra na rota do rock internacional e recebe shows de Men At Work, Dire Straits Legac
O desafio que Cazuza fez Paulo Ricardo cumprir para provar que não tinha medo de sua AIDS
Ivete Sangalo: "Ouço muito SOAD, Linkin Park, Slipknot e Rush"
Fatboy Slim confessa ter se arrependido de conhecer David Bowie pessoalmente

Com quase 200 atrações, Summer Breeze fecha cast para edição 2026
"Eagles Over Hellfest" é um bom esquenta para o vindouro novo disco do colosso britânico Saxon
A primeira noite do Rock in Rio com AC/DC e Scorpions em 1985
Em 16/01/1993: o Nirvana fazia um show catastrófico no Brasil

