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Resenha - Almah (Manifesto Rock Bar, São Paulo, 29/10/11)

A história todo mundo já conhece. Em 2006, Edu Falaschi, que outrora foi responsável pelos vocais nas bandas Mitrium e Symbols, já estava efetivado como cantor do Angra há cinco anos e colecionava ao lado deste último registros que incluíam três álbuns completos de estúdio, um EP e outro ao vivo. Repleto de material em mãos que provavelmente não entrariam em um disco de sua banda principal à época, eis que surge naquele mesmo ano de 2006 o seu álbum solo. Batizado de Almah, contou com a participação de três músicos renomados da cena metálica mundial: o baterista do grupo norte-americano Kamelot, Casey Grillo, e os finlandeses Emppu Vuorinen e Lauri Porra, guitarrista do Nightwish e baixista do Stratovarius, respectivamente.

O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.

Texto por Durr Campos, fotos por Pierre Cortes.

Satisfeito com o feedback dos seus admiradores, Edu resolve transformar o projeto em banda e convidar os guitarristas Marcelo Barbosa e Paulo Schroeber, o baixista Felipe Andreoli (colega dele no Angra, ex-Karma) e o baterista Marcelo Moreira para ajudá-lo na empreitada. Com esta formação, gravou os álbuns Fragile Equality (2008) e o novíssimo Motion, que foi oficialmente lançado em um show ocorrido na capital paulista no último sábado, 29, tendo o Manifesto Rock Bar como abrigo da festa. O Whiplash! esteve por lá e os detalhes você confere a seguir.

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Com a casa cheia, o quinteto entrou à 1h da matina escancarando que não estava para brincadeira. Iniciaram com “Hypnotized”, faixa de abertura do novo álbum, emendando com “Beyond Tomorrow”, bastante conhecida do público e, portanto, cantada do primeiro ao último verso. Falaschi era só sorrisos e agradecimentos aos seus fãs, que gritaram seu nome em quase todos os intervalos entre as canções. “Children of Lies”, a primeira do debut tocada, deu o tom de nostalgia que o espetáculo precisava, para então linkar à porradaria de “Zombies Dictator”, uma das minhas prediletas em Motion. A participação especial de Victor Cutrale (nota do redator: vocalista do ótimo Fúria Inc.), que também registrou em estúdio sua contribuição, agregou todo o poder que a canção já mostrava na bolachinha. E não é que uma roda foi aberta no meio da plateia sob o comando do convidado? Sinceramente, no Manifesto foi a primeira vez que presenciei tal fato.

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Pensei que após a participação do Victor, a próxima seria “Daydream Lucidity”, outra das novas que traz uma segunda voz principal, no caso do Thiago Bianchi (Shaman, ex-Karma), mas não rolou. “Fragile Equality”, música que batiza o segundo disco, manteve o punch da anterior, interrompido pela power-balada “Late Night 85” (assista o vídeo oficial logo abaixo). Adrenalina em alta novamente com “You’ll Understand”, uma das mais celebradas, seguem tocando com a ótima “Breathe” e mais uma do Motion: “Days of the New”. Sobre esta é preciso mencionar o excelente refrão e as guitarras sensacionais criadas por Marcelo Barbosa e Paulo Schroeber, excepcionalmente substituído por Ian Bemolator (Dark Avenger), que se recupera de um grave problema cardíaco. A irretocável “Birds of Prey” e “When and Why”, executadas nesta ordem, provaram o que Edu mencionou sobre Ian, pouco antes. Nas palavras dele: “É preciso ser maluco para ‘tirar’ as partes do Paulo na guitarra”, referindo-se às intrincadas passagens instrumentais de boa parte do repertório.

Link vídeo “Late Night 85”.

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“Living and Drifting”, talvez a minha favorita em Motion, é daquelas composições feitas sob medida para estreitar a relação entre banda e público. “King”, a seguinte, foi introduzida como a responsável por apresentar o Almah ao mundo portando-se como uma das mais queridas haja vista a reação geral. O final do set ainda reservou duas importantes escolhas: “Trace of Trait”, primeira a revelar o atual direcionamento musical da banda (veja o vídeo abaixo), e aquela que talvez seja a mais conhecida deles, “Torn”, do Fragile Equality. Saíram ovacionados e um tempo depois já estavam circulando pelo bar, tirando fotos com os fãs, distribuindo autógrafos e muita simpatia.

“Trace of Trait”:

Set-list do Almah:
1. Hypnotized
2. Beyond Tomorrow
3. Children of Lies
4. Bullets In The Altar
5. Zombie Dictators (with Victor Cutrale do Furia Inc nos vocais)
6. Fragile Equality
7. Late Night In 85
8. You´ll Understand
9. Breathe
10. Days of The New
11. Birds of Prey
12. When And Why
13. Living In Drifting
14. King
15. Trace of Trait
16. Torn

Links relacionados:

http://www.almah.com.br/
http://www.myspace.com/almahedufalaschi
http://www.edufalaschi.com.br/
http://www.andreolibass.blogspot.com/
http://www.pt-br.facebook.com/official.almah
http://www.twitter.com/OfficialAlmah

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Sobre Durr Campos

Graduado em Jornalismo, o autor já atuou em diversos segmentos de sua área, mas a paixão pela música que tanto ama sempre falou mais alto e lá foi ele se aventurar pela Alemanha, país onde reside atualmente e possui família. Lendo seus diversos artigos, reviews e traduções publicados aqui no site, pode-se ter uma ideia do leque de estilos que fazem sua cabeça. Como costuma dizer, não vê problema algum em colocar para tocar um Scum do Napalm Death, seguido de Substance do New Order ou Black Celebration do Depeche Mode, daí viajar no tempo com Stormbringer do Deep Purple, se acabar ao som do Bounded By Blood do Exodus e finalizar o dia com alguma coisa do ABBA ou Impetigo. Simples assim.

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