A estrela do rock tungada por Mick Jagger; "ele nunca me deu os devidos créditos"
Por Bruce William
Postado em 29 de outubro de 2024
Algo que diferenciou Mick Jagger de seus conterrâneos dentro do Rock é que o vocalista dos Rolling Stones não apenas se contentou em ficar ali no palco cantando e agitando enquanto a banda mandava suas clássicas músicas, mas ele também exercitava sua performance como frontman literalmente dançando, coisa que não costumávamos ver com outros frontman.
Rolling Stones - Mais Novidades
"Não foi uma questão de decidir dançar, eu simplesmente não conseguia ouvir aquela música tocando e não me mexer, sabe? Mesmo nesses espaços minúsculos que tínhamos no começo. Era algo natural", disse Mick durante participação no Howard Stern Show em 2021, em transcrição feita pelo Rock And Roll Garage, ao responder o apresentador se ele achava que dançar no palco era algo que requer uma confiança imensa.
"Acho que se você é o vocalista de uma banda, precisa ser extrovertido", prossegue Mick. ""E sim, você observa outras pessoas e copia o que elas fazem. Eu via todos aqueles clipes do James Brown, ia ver ele se apresentando, e Chuck Berry e todos esses caras. E eles tinham movimentos incríveis, todas essas pessoas que adoro como Jerry Lee Lewis, eles usavam certos movimentos repetidamente, então você via e pensava, 'Agora ele vai subir no piano, vai chutar a cadeira'".
Mick admite que, para ele, isso faz parte do que é ser um vocalista, mas sabe que em certos momentos ele está ali apenas para cantar uma determinada música marcante e não para ficar chamando a atenção para si, porém há outros em que ele tem que justamente atrair as atenções, e para tanto ele se vale de todos os recursos possíveis: "Quando eu era mais jovem fazia coisas malucas, pulava do palco para a área do órgão nesses teatros, caindo de joelhos no chão, e eles ficavam doendo muito, porque eu nem sabia o que tinha lá embaixo. Vi o Little Richard fazer isso, então pensei, 'Eu posso fazer isso, se ele pode'. Eu fazia coisas absolutamente malucas que nem tinha ensaiado."
Quando e como Mick Jagger aprendeu a dançar do jeito que fazia, algo que se tornou uma marca registrada dos shows dos Stones
Conforme relembra o American Song Writer, depois de iniciarem suas carreiras em St. Louis, Missouri, e em Londres, respectivamente, Tina Turner e os Rolling Stones se cruzaram em 1966, quando Ike & Tina Turner foram escolhidos para abrir a turnê britânica dos Stones. O duo de R&B continuou a se apresentar com os Stones até o final dos anos 1960 e, depois da separação de Ike & Tina Turner, Tina passou a abrir os shows dos Stones como artista solo.
"Eu não conhecia muito o Mick porque… eu não prestava muita atenção nas pessoas enquanto estava trabalhando. Mas tinha esse cara que sempre ficava na lateral do palco, e então descobri que era o Mick. Ele não dançava no palco. De vez em quando, eu ia assistir, e ele só tocava pandeiro no palco", contou a saudosa Tina durante uma entrevista nos anos setenta.
"Ele sempre dizia para gente: 'Gosto de ver as garotas dançarem'", prossegue Tina. "Me pareceu que ele não curtia tanto ver os caras, ele só gostava de ver as garotas dançando no palco. Então quando estávamos nos camarins, Mick me pediu que ensinasse ele a dançar. Foi quando eu disse a ele: 'Então era isso que você estava fazendo na lateral esse tempo todo? Aprendendo algumas das nossas danças?'"
A princípio Mick negou ter copiado na cara dura os movimentos de dança de Tina e suas Ikettes: "Eu não copiei de forma consciente nenhum movimento dela", disse o vocalista em entrevista de 2009. "Ela sempre disse isso, mas ela é uma mulher, e o movimento envolvido é totalmente diferente. De qualquer forma, eu sempre estava dançando fora do palco, indo a clubes e aprendendo os movimentos que estavam rolando por lá."
Avançamos mais um pouco e chegamos em 2017, quando Tina novamente retomou a sua versão da história, em entrevista ao Daily Mail: "Mick queria dançar, e eu era uma dançarina. Mas ele nunca me deu os devidos créditos! Ele disse que a mãe dele ensinou ele a dançar. Mas nós o ajudamos nos camarins, eu e as garotas, e ensinamos ele a fazer o 'Pony'", disse Tina, se referindo a uma modalidade de dança surgida nos anos sessenta, que ganhou esse nome por parecer que os dançarinos estavam cavalgando.
Nunca teremos certeza absoluta de quem está 100% correto. O que temos como fato é que Tina foi uma pessoa muito importante para Mick, pois quando ela partiu em maio de 2023, Mick escreveu em seu instagram: "Estou muito triste com o falecimento de minha maravilhosa amiga Tina Turner. Ela era verdadeiramente uma artista e cantora de talento enorme. Era inspiradora, calorosa, engraçada e generosa. Ela me ajudou muito quando eu era jovem, e nunca vou esquecê-la."
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



5 clássicos do metal que você nunca se deve usar para apresentar o estilo para alguém
A música de 1993 que atingiu a nota mais alta da história do rock
Tony Iommi agenda anúncio especial para a próxima quarta-feira
Andy LaRocque se pronuncia sobre saída do King Diamond
O baterista que Lars Ulrich coloca acima de Neil Peart na história do rock
A música dos Stones dos 60s que Mick Jagger considera uma fórmula perfeita de sucesso pop
O gigante do rock que Angus Young disse ser uma imitação pobre do The Who
O compositor dos anos 80 que Paulo Ricardo coloca acima de Cazuza e Renato Russo
5 clássicos do thrash metal cujas letras envelheceram muito mal
A reação de Mike Portnoy ao ficar sabendo da morte de Cliff Burton
Baixista Peter Baltes sofre acidente no palco e quebra três costelas em show do Dirkschneider
King Diamond anuncia saída do guitarrista Andy La Rocque
Quando Jeff Beck percebeu que Jimi Hendrix estava com sérios problemas
O cantor que Bono disse ter voz de anjo e ser um homem muito sábio
A banda de heavy metal com mais álbuns em primeiro lugar nos Estados Unidos


13 bandas que sobreviveram por mais de 40 anos sem separar, segundo a Loudwire
A lenda do rock que Mick Jagger invejava, segundo John Lennon
Rolling Stones igualam marca histórica dos Beatles com "Foreign Tongues"
A opinião de Jay Jay French (Twisted Sister) sobre a fase atual dos Rolling Stones
O clássico do rock dos anos 60 que mudou a vida de Johnny Marr, do The Smiths
Mick Jagger e Keith Richards aprovam o uso de IA para fazer música, mas com uma condição
O álbum de 1972 que Mick Jagger dos Rolling Stones disse não ter música ruim
A música dos Beatles que Keith Richards considera a melhor; "Eu estava lá, e foi lindo"
A triste história por trás de "Gimme Shelter", clássico dos Rolling Stones


